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Escrito por Kamba de Almeida
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Segunda, 29 Abril 2013 06:36 |
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AADIC alerta: "A comida imprópria pode estar na sua mesa, nem sempre o que se compra é o que se vê"
Luanda - Infelizmente é comum, especialmente em supermercados, a constatação de produtos expostos à venda com prazo de validade vencido, o consumidor inadvertido ou com hipossufiência acaba comprando e, muitas vezes, acha que o produto venceu na geleira e não reclama.
Como o objectivo dos fornecedores é o lucro acabam utilizando artimanhas para empurrar para os consumidores produtos que deveriam ir para o lixo.
Outra prática muito usual nos supermercados é a comercialização de produtos prestes a vencer. Normalmente essa comercialização é feita sob a forma de promoções e o consumidor, achando que esta fazendo bom negócio, acaba por comprar produtos que não terá tempo de consumir.
Comercializar produto no fim do prazo de validade é permitido, mais não devia ser porque poderá atentar com a saúde do consumidor nos termos do art.º 6 da Lei nº 15/03 de Julho (Lei de Defesa do Consumidor), assim o consumidor deverá ser informado de que terá de consumi-lo em curto espaço, mais isto não fica só por mera informação escrita no produto, devemos ter em questão, as pessoas que não saibam ler, cabe o fornecedor informar falando, em respeito ao art.º 9 da LDC, já ouvimos relatos de novas embalagens de produtos vencidos a fim de enganar os consumidor.
Esta prática é ainda mais reprovável, porque configura adulteração de produto e vícios do bem nos termos do art.º 11 da LDC.
A compra de um produto impróprio para o consumo cujos prazos de validade estejam vencidos, o consumidor tem o direito de optar pela sua substituição por outro dentro do prazo de validade ou pelo desfazimento do negócio, ou seja, a devolução do produto pelo consumidor e do dinheiro pago pelo fornecedor.
Nos dias de hoje o consumidor passa correndo pelos supermercados e não se detém olhando os prazos de validade vencidos.
PREÇOS E FORMAS DE PAGAMENTO
Todos os bens ou serviços destinados a venda devem exibir claramente o respectivo preço, essa indicação deverá ser feita de modo inequívoco, fácil e perfeitamente legível por meio de letreiros, etiquetas ou listas de forma a que o consumidor seja devidamente informado, mais atenção esta informação é por obrigação estar em Língua Portuguesa.
As lojas não podem modificar o preço de um produto em função do meio de pagamento utilizado. A aceitação de cartões de crédito ou débito como meios de pagamento pode ser limitado, mas essa informação tem de ser facultada ao consumidor de forma clara utilizando, por exemplo um cartaz legível.
TROCAS E DEVOLUÇÕES
Antes de comprar um bem, peça de vestuário, electrodoméstico, etc., experimente-o e pense duas vezes. Se depois de comprar perceber que não serve ou simplesmente perdeu o interesse por ele, saiba que legalmente a loja não está obrigada a efectuar a troca ou o reembolsar o dinheiro, a não ser que o produto tenha algum defeito ou falta de conformidade.
Se a loja estiver disposta a efectuar a troca ou reembolso e disso tiver dado conhecimento ao consumidor, pode fazê-lo de acordo com os critérios que entender. A loja pode por exemplo conceder-lhe um vale com um certo prazo de validade. Nisto existe algumas regras que terá de respeitar: - O produto terá de estar no mesmo estado de conservação em que o comprou. - Terá de apresentar o talão comprovativo da compra, por isto, conservar bem o talão ou recibo de compras, servirá como ónus de prova.
RÓTULOS
Voltarei a tocar outra vez o que já foi dito no parágrafo anterior, atenção toda a informação constante dos rótulos tem de estar obrigatoriamente escrita em português. Esta regra assume especial importância quando se trata de produtos alimentares.
OS RÓTULOS DE GÉNEROS ALIMENTÍCIOS
Os rótulos de géneros alimentícios pré-embalados têm menções obrigatórias:
- A denominação de venda, ou seja, o nome do alimento não podendo este ser substituído pela marca. - A indicação do estado do alimento, se for fumado, congelado, concentrado, pasteurizado, etc. - Quantidade líquida. - Data de durabilidade mínima ou a data limite de consumo. - Nome e morada do fabricante. - Lista de ingredientes. - Condições especiais de conservação. - Modo de emprego ou utilização, quando for indispensável. - Informação nutricional quando haja alusão a propriedades nutritivas especiais. - Indicação da existência de substâncias potencialmente alergénicas.
A falta de educação, informação e formação do consumidor e até mesmo, do fornecedor, faz que os produtos sejam inviabilizados para análises, porque deixa-se de saber se o produto estava estragado na prateleira ou estragou-se no transporte etc., porque não foram tomadas nessas fases as indispensáveis medidas de conservação.
No nosso entender trata-se de um crime de perigo abstracto já que a LDC afirma que os produtos com prazo de validade vencido são impróprio ao consumo. Todavia, a Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC) em consonância com os órgãos de Direito como exemplo: a Inspecção do Comércio, Inspecção e Fiscalização da Hotelaria e Turismo, o Ministério Público e outros, vêm exigindo e pautando para um consumo que não prejudique a saúde e protege os interesses económicos, inciso na Lei nº 15/03 de 22 de Julho (Lei de Defesa do Consumidor).
Enquanto não existe a consciencialização por parte dos fornecedores e não são criadas as devidas mentalidades, o consumidor deve redobrar sua atenção a fim de evitar a compra de produtos vencidos e não só.
VENDAS À DISTÂNCIA
Comprar um aparelho de ginástica que viu num programa de televendas na televisão, encomendar um casaco através de um catálogo que recebeu pelo correio ou adquirir um serviço por telefone ou internet, são alguns exemplos de vendas à distância. Este tipo de contratos aparentam comodidade e facilidade, mas também podem apresentar riscos para o consumidor. Antes de recorrer a estes, saiba que tem direitos.
Quando efectuar uma compra a distância tem direito, ainda antes da celebração do contrato a que lhe sejam facultadas as seguintes informações:
- Identidade e endereço do fornecedor. - Características do bem ou do serviço, bem como o seu preço. - Regras referentes ao pagamento , entrega e transporte. - Existência de um direito de arrependimento. - Validade da oferta, do preço e, caso se justifique, da duração do contrato.
Na altura da execução do contrato, o vendedor deve confirmar-lhe todas as informações por escrito, sempre por escrito, devem ser igualmente colocadas por escrito:
- As circunstâncias do exercício do direito de arrependimento. - O local para a apresentação de reclamações. - As informações relativas ao serviço pós-venda e às garantias comerciais existentes. - As condições de rescisão do contrato.
Para finalizar, vai a máxima latina e a frase de reflexão: “ignorantia legis non excusat”, ou seja “a lei não socorre os que dormem”.
“Estou sempre disposto a aprender, mas nem sempre gosto que me ensinem”, Winston Churchill.
AADIC-ASSOCIAÇÃO ANGOLANA DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR Site.www.aadic.org |
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Escrito por Kamba de Almeida
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Segunda, 29 Abril 2013 06:33 |
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Eu Reclamo/Ato de Contrição
Nota de Imprensa Semanal: Acabamos de conhecer as manigâncias parlamentaristas das quais a nossa distraída oposição chama ou acha que é a democracia em ação! I Primeiro: Assistimos o parlamentar Adalberto Junior choramingar afirmando ter-lhe sido vedado o direito de usar democraticamente os microfones da acintosa casa das leis totalitaristas. Depois vimo-lo novamente em discurso direto em conferencia de imprensa falando para surdos gesticulando euforicamente com bruscos gestos para que os cegos o visualizassem, onde reclamava o que todos sabemos a mais de 33 anos. Todos sabem exceto o Adalberto Junior, que enquanto José Eduardo Dos Santos estiver no comando do país, só haverá democracia para a vendedora de ovos, e para os ricos que ainda não soma mais de cinquenta milhões nas suas contas bancarias. O senhor Adalberto Junior e seus pares na UNITA não podem nem devem continuar a vir em publico falar sempre da mesmice, nós em Angola precisamos ver uma oposição que não continue a fraudar as nossas expectativas de confronto politico entre ela e o partido no poder. Queremos ver uma oposição articulada, que saiba ouvir a voz do soberano e com ele partilhar concertações e entendimentos estratégicos que dê novo rumo na luta pela defesa dos angolanos e da nossa angolanidade. A nossa oposição nem sabe a quantas anda e comportasse da mesma maneira como o partido no poder, o que equivale a parecer-se igualmente a um autentico verdugo do povo. II Segundo: O que a UNITA deveria começar por fazer, seria sair dessa letargia diversionista de discursos parasitário e partir para um mais abrangente tipo guerra politica, dando a entender ao adversário de todos os angolanos que começara uma nova era e um novo posicionamento na forma de fazer politica até as próximas eleições autárquicas. Só desse jeito o MPLA de JES entenderia o recado e com total certeza radicalizaria a sua posição levando-o ao descredito total tanto dentro de nossas fronteiras como no exterior onde ele já substancialmente pontos de credibilidade politica. O que JES e sua trupe mais temem são a rua e o povo que nele habita sem esperança alguma de sair dela. Angolanos das oposições à rua é o palco que futuramente a UNITA e toda oposição verdadeiramente interessada na luta pelo poder saberá e reconhecera que é a única via e que valerá apena levar em conta para não ser contaminada com a artrite politica e para sair do marasmo e deixar de continuar a fazer o papel do faz de conta que é oposição quando na verdade não passa de uma marionete regulamentada pelo prazer e vontade de um criminoso internacional chamado Nandó, que sendo policia politico repressor do regime ali foi colocado como atento vigilante dos movimentos das oposições, e como se sabe, JES sabe muito bem cobrar os favores que ele faz e por isso, Nandó terá que demonstrar serviço ao seu patrão mandando sinais claros ao ditador malandro que a UNITA esta sufocada. III Terceiro: É de lamentar que a UNITA esteja a ser comparada como a sua congênere opositora CASA-CE de Chivukuvuku, Miau e Tonet. Oposição que se prese não navega a custa e ao sabor dos ventos que o partido da situação lhe proporcione, a UNITA após ter somado pontos como verdadeiro opositor ao regime instalado, agora começa a sucumbir completamente vituperada pelo seu habitual carrasco o MPLA de JES! A UNITA foi claramente notificada em off pelo MPLA que a seu modo o informou dando-lhe a conhecer que quem manda em Angola e no parlamento é o Club de vigaristas e malandros comandados sinistramente pelo bandido JES. IV Quarto: A UNITA e toda demais oposição sabem que não existe espaço para fazer politica séria a partir da assembleia do povo disfarçada de parlamento casa da democracia nacional! O que essa oposição deve entender e perceber de uma vez por todas, que o MPLA apenas finge que faz parte de um processo democrático, pois na verdade não existe e nem o MPLA quer democracia alguma na terra que eles permanentemente dão a entender que é pertença deles, e que o país lhes fora deixado pelos seus familiares como herança. V Quinto: Tenho pena, que o partido BD não reconheça que é preciso muito mais para sair do ostracismo que resignadamente decidiu fielmente nele permanecer por sentir-se incólume na guerra deflagrada silenciosamente pelo MPLA contra tudo e todos que de algum modo representem os valores democráticos por quem todos angolanos temos de uma maneira ou de outra temos lutado com as exceções do BD e a CASA-CE, Marcolino Moco dentre outros que preferiram aderir a outro tipo de permanecer na politica doméstica nacional como abrir caminho pela estrada da mediocridade sinuosa elitizando o seu posicionamento politiqueiro sem autenticidade que onere valorosamente novos caminhos da luta brilhantemente travada pelo povo angolano pela democratização do país. VI Sexto: Para terminar com chave de ferro, reclamo pela desatenção que se esta a dar as vilezas e perigosas ligações que existem entre PGR com bandido Helder Manuel Vieira Dias Kopelipa denominador constante da criminalidade do colarinho branco que se transformará num autêntico flagelo dentro e fora das nossas fronteiras. É necessário e urgente estancar essa praga com estendidas manifestações de rua, e não permitir que ela se arraste a cresça cada vez como acontece e apenas continuadamente são criticadas com apaniguados discursos destorcidos de criticas ambulatórias constantes das oposições adormecidas no sono do tempo Por outro lado as oposições revestidas das suas bangas nada fizeram até ao momento, que seja comprovado realce que encoraje o povo da necessidade da nossa presença reivindicadora nas ruas de todo país e em especial em Luanda. Enquanto não acontece, o comboio da desgraça continuará a fazer vitimas e só vai parará se por ventura o povo não for convocado a manifestar-se na linha férrea donde o comboio que transporta a nossa desgraça nacional se movimenta prazenteiramente quase quarenta anos ininterruptos. VII Sétimo: As oposições interessadas na mudança no país devem convocar todo povo para nos mantermos por cima dos carris da linha férrea com a finalidade de provocarmos o descarrilamento do comboio vaidoso do MPLA/JES vetor significativo da nossa desgraça nacional. Temos de juntar-nos corajosamente para nos manifestarmos valentemente e juntos reclamarmos os nossos direitos junto do ditador e do partido fascizante que governa ditadura há quase quarenta anos. De contrario eles não respeitarão nunca os direitos do povo nem a oposições e por outro lado, o povo já de si descrente, não acreditará jamais que exista em angola algum partido que o queira de facto liberta-lo das garras assassinas da ditadura. Por acaso essa deficiente oposição pensa em obter espaço para reivindicar eleições autárquicas com aleivosos discursos elaborados e malfadados feitos à pressa no parlamento do nada? Aguardo competente replica da parte das oposições, enquanto isso faço o meu ato de contrição, mas, eu reclamo. Raul Diniz |
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Escrito por Kamba de Almeida
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Segunda, 29 Abril 2013 06:30 |
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Propaganda enganosa faz Angola proibir igrejas do Brasil
O governo de Angola revelou esta semana que vai proibir igrejas evangélicas brasileiras de operar no país, porque praticam propaganda enganosa e "se aproveitam das fragilidades do povo angolano". "O que mais existe aqui em Angola são igrejas de origem brasileira, e isso é um problema, elas brincam com as fragilidades do povo angolano e fazem propaganda enganosa", disse Rui Falcão, secretário do birô político do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e porta-voz do partido. Em 31 de dezembro do ano passado, morreram 16 pessoas por asfixia e esmagamento durante um culto da Igreja Universal do Reino de Deus em Luanda. O culto reuniu 150 mil pessoas, muito acima da lotação permitida no estádio da Cidadela. O mote do culto era "O Dia do Fim", e a igreja conclamava os fiéis a dar "um fim a todos os problemas que estão na sua vida: doença, miséria, desemprego, feitiçaria, inveja, problemas na família, separação, dívidas." O governo abriu uma investigação. Em fevereiro, a Universal e outras igrejas evangélicas brasileiras no país, como a Mundial do Poder de Deus, Mundial Renovada e a Igreja Evangélica Pentecostal Nova Jerusalém foram fechadas. No dia 31 de março deste ano, o governo levantou a interdição da Universal, única reconhecida pelo Estado. Mas a igreja só pode funcionar com fiscalização dos ministérios do Interior, Cultura, Direitos Humanos e Procuradoria Geral da Justiça. As outras igrejas brasileiras continuam proibidas por "falta de reconhecimento oficial do Estado angolano". Antes, elas funcionavam com autorização provisória. As igrejas aguardam um reconhecimento para voltar a funcionar, mas muitas podem não recebê-lo. "Essas igrejas não obterão reconhecimento do Estado, principalmente as que são dissidências, e vão continuar impedidas de funcionar no país", disse Falcão. "Elas são apenas um negócio." Segundo Falcão, a força das igrejas evangélicas brasileiras em Angola desperta preocupação. "Elas ficam a enganar as pessoas, é um negócio, isto está mais do que óbvio, ficam a vender milagres". Em relação à Universal, a principal preocupação é a segurança, disse o porta-voz. Ex-colônia portuguesa e uma das maiores economias africanas, Angola foi alvo da Universal em 1992. Desde então, outras denominações neopentecostais brasileiras cruzaram o Atlântico para se instalar no país e em outras nações africanas. A Universal, a maior delas em número de fiéis, hoje está presente em 35 dos 48 países da África Subsaariana. Em Angola, um dos seus maiores palcos no continente, ao lado da África do Sul, ela diz contar com 500 mil seguidores, o equivalente a 2,7% da população. Desde a suspensão, moradores de Luanda relataram à BBC Brasil que alguns fiéis têm se dirigido ao principal templo da igreja na cidade, no bairro do Alvalade. Ao encontrar as portas fechadas, eles se ajoelham e oram do lado de fora do imponente edifício neoclássico, acompanhados por auxiliares da igreja. A influência da Universal em Angola, porém, vai muito além de seu número de seguidores: a Record, canal controlado pela igreja, é uma das sete emissoras veiculadas pela TV angolana. Como no Brasil, parte da programação da emissora é ocupada por cultos da IURD. A igreja também distribui em Angola seu diário Folha Universal e tem uma rádio no país. A IURD conta ainda com uma agência de caridade, a Associação Beneficente Cristã Angola, e está representada na política local. O governador da província de Luanda, Bento Francisco Bento, é tido como um dos principais porta-vozes da igreja no MPLA, o partido governista. Seus 230 templos estão presentes em todas as províncias e, em 2012, a igreja abriu em Luanda sua primeira unidade voltada às dezenas de milhares de operários chineses que vivem no país. Em setembro, a igreja celebrou seu primeiro matrimônio de um casal chinês em Angola. Folha de S.Paulo e BBC Brasil |
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Escrito por Kamba de Almeida
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Segunda, 29 Abril 2013 06:24 |
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JMPLA disposta a discutir dia nacional da juventude
Reskova falava à Voz da América sobre o mês da juventude celebrado em Abril em que discutiu os problemas da juventude de Angola. Muitas organizações políticas têm-se manifestado contra o dia 14 de Abril como Dia da Juventude afirmando que esse dia celebra um herói do MPLA pelo que há escolher um símbolo consensual a todos. Reskova disse que a data tinha sido escolhida no Conselho Nacional da Juventude e no âmbito de propostas de data sapresentadas pelas organizações ali representadas. O 14 de Abril tinha sido eleito como dia nacional da juventude, disse, acrescentando que não tinha havido “nenhuma imposição”. Nesse encontro a UNITA tinha por exemplo apresentado a sua própria data. Contudo afirmou que a JMPLA está disposta a discutir com todas as forças todos os problemas que afectam a juventude angolana. “Da parte da JMPLA haverá disponibilidade para discutir qualquer problema que seja da juventude e se o problema da juventude se resume a uma data podem continuar a contar com a disponibilidade da JMPLA para abordar esta data,” disse. Reskova aborou os prolemas gerais da juventude que, fez notar, são a maioria da população angolana. “Portanto os problemas da juventude são os problemas de Angola,” disse. Especialistas dizem que governo tem dado prioridades ás zonas do litoral em detrimento das zonas do interior o que tem causado enormes desigualdades sociais que levam a juventude a procurar “fontes alternativas” para a sua sobrevivência. Isto resulta na migração de jovens para os principais centros urbanos do pais. O sociólogo João Paulo Ganga entrevistado pela Voz da America disse que a primeira questão para juventude é a falta de emprego. “Os jovens em angola sentem-se á deriva porque vem-se vedados de oportunidades,” disse acrescentando que a educação e emprego são os dois pilares fundamentais. Os jovens estão a deriva sem possibilidade de sonhar., disse, acrescentando que isso faz aumentar a delinquência criminalidade, consumo de alcool e drogas. VOA |
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Escrito por Kamba de Almeida
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Segunda, 29 Abril 2013 06:17 |
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Marcolino Moco quer ser mais autoridade moral do que presidente de Angola
O Bloco Democrático, partido na oposição sem representação parlamentar em Angola, reunido em Luanda, para a sua convenção nacional extraordinária, com os olhos postos nas eleições gerais de 2015. Até agora, o Bloco Democrático, que tem na sua direcção alguns históricos, como Justino Pinto de Andrade, não conseguiu participar nas eleições em Angola e ter assim representação no Parlamento angolano. Não vai ser sempre assim e para tal, o Bloco Democrático, reuniu-se nos dois últimos dias, 26 e 27 de abril, em Luanda, na sua convenção nacional extraordinária para fazer o balanço e traçar uma estratégia para estar presente nas eleições gerais de 2015. Como convidado, participou na sessão de abertura da convenção nacional do Bloco Democrático, o antigo primeiro-ministro angolano Marcolino Moco, que considera que essa formação política angolana, tem sido impedida de participar nas eleições pelo regime pouco democrático do Presidente José Eduardo Santos. Marcolino Moco, que foi igualmente secretário executivo da CPLP, afirma em entrevista à RFI, não ter ambições políticas e que está mais interessado em ser uma autoridade moral em Angola. RFI |
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Escrito por Kamba de Almeida
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Domingo, 28 Abril 2013 00:15 |
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PCA do BDA sob suspeita de desvio de fundos
Luanda - O Presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), Paixão Franco, tem vindo a ser acusado de corrupção e fraude financeira em círculos bancarios por ter facilitado um financiamento na ordem dos 8 milhões e 800 mil dólares a um empresa de nome “Cruval materiais de construção Lda.,” com o aparente objectivo de colher proventos financeiros. Facilitou financiamento de USD 8 milhões O referido financiamento foi entregue no ano de 2009 com o objectivo de ser construída uma cerâmica, em Luanda, que conheceria a sua conclusão em 2010. Entretanto, passados 4 anos desde que a Cruval materiais de construção Lda., recebeu o referido financiamento até a presente data aquela empresa não construiu qualquer obra muito menos o Presidente do Conselho de Administração do BDA, Paixão Franco tem dado indicações de responsabilizar a Cruval, pelo incumprimento do projecto no sentido de devolver os 8 milhões e 800 mil dólares aos cofres do Estado. Informações postas a circular dão conta que o “sossego” de Paixão Franco terá muito a ver pelo facto de, alegadamente, ter usado a Cruval, empresa do também proprietário da CASA 70, Carlos Cunha, como forma de branqueamento de capitais. As acusações são condensadas pelo facto do referido financiamento ter sido feito sem o conhecimento dos restantes membros do conselho de administração do BDA e sem a fiscalização dos técnicos daquela instituição.
Apesar de já ter recebido as verbas na sua totalidade, em 2009, até a este preciso momento a Cruval materiais de construção Lda, continua sem pagar os fornecedores particularmente a empresa Victor Costa, empresa que concebeu o projecto para a implantação da fábrica de cerâmica.
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Escrito por Kamba de Almeida
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Sábado, 27 Abril 2013 23:25 |
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PR suspeito de ter entregue ao filho novo fundo para as Micro e Médias Empresas Lisboa – Vozes criticas, em meios empresariais, suspeitam que o Presidente José Eduardo dos Santos terá colocado sob alçada indirecta do filho, José Filomeno dos Santos “Zenu”, o Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA). Trata-se de um fundo público de capital de risco focado em apoiar as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) angolanas na criação, inovação e expansão dos seus negócios em Angola. Sob gestão da holding empresarial de Zenu O referido fundo foi criado em 2012, por JES ao abrigo do Decreto Presidencial nº108/12 de 7 de Junho. A sua gestão foi entregue à Sociedade Kwanza Gestão de Participações, o braço empresarial de “Zenu” que tem como PCA, Alberto Mendes, um jovem apontado como gestor dos interesses empresarias do filho do PR e seu aliado na JMPLA. Alberto Mendes, filho do antigo do governador do Bengo, Isalino Mendes, é secretário nacional da JMPLA para a área de estudos e assuntos econômicos. Para se ter acesso ao mesmo fundo, tem de se passar pelo Banco Kwanza, instituição bancaria ligada a Zenu dos Santos. O website da FACRA (http://www.facra-angola.com) confirma que para se beneficiar do citado fundo, requer-se de uma “Ficha de abertura de conta junto do Banco Kwanza Investimento devidamente preenchida e previamente aceite pelo serviço respectivo”.
A 11 de Agosto de 2012, o ministro da Economia, Abraão Gourgel, e o Banco de Investimento Kwanza formalizaram em Luanda, o arranque do Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA), que conforme anunciaram estava destinado a financiar o programa “Angola Investe”, de desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas.
Na ocasião, Abraão Gourgel notou que o FACRA vai impulsionar capacidades de empreendedorismo e de negócios, participando activamente na gestão das Pme através do acesso a serviços profissionais de alto nível. De acordo com o mesmo até 2022, o impacto positivo do FACRA vai resultar num crescimento de mais de USD10 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) e na criação de mais de 500 mil novos empregos, diversificando a economia.
Foi igualmente nesta ocasião que, Alberto Mendes, o ponta de lança de Zenu, explicou que a Sociedade Kwanza Gestão de Projectos Empresariais vai efectuar a gestão do fundo, estimulando a inovação e a competitividade nas pequenas empresas nacionais. “A gestão do fundo será feita pelo Banco Kwanza Investe, utilizando as melhores práticas internacionais, alinhada aos interesses do país”, realçou.
O FACRA, segundo o seu site, é um dos maiores Fundos de Capital de Risco presentes em África. Tem como objectivo apoiar as MPME em Angola e no continente Africano que procurem financiamento para desenvolverem grandes oportunidades, produtos, tecnologias inovadoras ou know-how necessários no mercado Angolano. FACRA oferece às MPME uma nova plataforma de financiamento e a oportunidade de explorar o vasto mercado Angolano, quer expandindo negócios existentes ou lançando novas iniciativas.
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