| Protestos por recusa de Tribunal Constitucional em receber candidatura da FNLA de Ngola Kabangu |
|
|
|
| Notícias |
| Escrito por Kamba de Almeida |
| Terça, 19 Junho 2012 18:35 |
Protestos por recusa de Tribunal Constitucional em receber candidatura da FNLA de Ngola Kabangu
Militantes e apoiantes da fação de Ngola Kabangu, da FNLA, protestaram hoje contra a recusa do Tribunal Constitucional angolano em receber mais de 20 mil assinaturas para a candidatura desta ala às eleições gerais de 31 de agosto. O protesto, que levou ao reforço policial nas imediações do Tribunal Constitucional (TC), foi desencadeado imediatamente depois de Ngola Kabangu ter informado os militantes da recusa daquele órgão em receber o processo da Frente Nacional da Libertação de Angola (FNLA). Alguns apoiantes de Ngola Kabangu tentaram forçar a entrada nas instalações do TC, tendo a polícia procedido a uma detenção, anulada em seguida com a retirada das algemas ao jovem em causa. Em declarações à imprensa, Ngola Kabangu acusou o Presidente José Eduardo dos Santos de “conspirar” para dividir a FNLA. “A mão visível de tudo isto é de sua excelência o Presidente José Eduardo dos Santos. Ele é a mão que está por detrás de toda esta conspiração”, acusou. “As eleições começam mal, por se impedir um partido histórico, um partido que tudo deu para libertar Angola, de participar nas eleições. O processo está inquinado, está viciado”, acrescentou. Ngola Kabangu reafirmou que a sua direção é quem controla e dirige o partido, dando como exemplo o facto de toda a bancada parlamentar estar do seu lado, e das 21.304 assinaturas que reuniu para legitimar a candidatura às eleições gerais de 31 de agosto. Relativamente à recusa do TC em receber as assinaturas, que ficaram em caixas à porta daquele órgão, com bandeiras do partido a cobri-las, Ngola Kabangu classificou-a de “incorreta, antidemocrática e anticonstitucional”. “Nós continuaremos a protestar por todas as vias democráticas, mas com veemência, porque continuamos a ser injustiçados. Vamos democraticamente continuar a reforçar o partido”, frisou. A crise no seio da FNLA, partido histórico angolano fundado por Holden Roberto, começou em 1998, quando o então secretário para a informação do partido, o sociólogo Lucas Ngonda, iniciou um processo de tomada do poder interno, que o levou a ser reconhecido pelo Tribunal Constitucional como líder do partido e, em resultado dessa decisão, habilitado a representar a FNLA nas próximas eleições gerais. Segundo um comunicado do Tribunal Constitucional, Lucas Ngonda apresentou no passado domingo o processo relativo à participação no escrutínio de final de agosto. O prazo para a apresentação de candidaturas termina hoje. FONTE: RTP
Deixar comentário: |



