May 25
Chefes da secreta em choque PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 08 Julho 2012 17:30

Chefes da secreta em choque

Lisboa– Dois altos responsáveis do aparelho de segurança do regime, terão recentemente  incorrido a uma alteração áspera fora do habitual a margem de uma reunião que  juntou os principais  chefes do Serviço de Inteligência Externa (SIE), Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) e um representante do Ministério do Interior.alt

 

No decurso da reunião, o  vice-ministro do Interior para a Protecção Civil e Bombeiros, Tenente general  Eugénio Laborinho terá se exaltado   resultando  no direcionamento  contra o DG do SIE, André de  Oliveira Sango (na foto), a quem ameaçou “partir a cara”.  Em reação,  o “verbalmente agredido” , Oliveira Sango manteve-se inicialmente sereno tendo depois replicado   que  “iria aplicaria a lei”,  para “partir”, o colega agressor.

 

O cenário descrito como “triste” foi de seguida apaziguado pelos colegas que faziam parte da reunião que se mostraram  indignados com  a situação.

 

Não há ainda conhecimento de medida disciplinar contra as partes envolvidas mas  entretanto, há suspeitas  de que  Eugénio Laborinho não venha   sobreviver no próximo governo, em caso de vitoria eleitoral do MPLA, como medida de penalização.

 

De recordar que esta não é a primeira vez que responsáveis do  sector da segurança do regime de Eduardo dos Santos  recorrem as ameaças como medida de solucionar problemas. Há poucos anos atrás o  Chefe do Serviço da Inteligência Militar, general José Maria   incompatibilizou-se também com o chefe do SINFO, Sebastião Martins  a quem  enviou   uma carta cujo tone soava a  ameaças.  Em causa estava um  grupo de OV – Observadores Visuais do SINFO  despachados para  Cabinda, ao qual fazia parte  a  um  funcionário sênior, Hipolito José Maria  cujos trabalhos em torno da investigação contra os atentados da FLEC contra a seleção do Togo  teriam  infringido o campo de trabalho dos operativos da secreta militar  que deixou o  general José Maria descontrolado.  O  chefe  do Sebastião Martins  teria se manifestado perturbado tendo sectores ligado a si, vazado a carta para a imprensa independente em Luanda como forma de denunciar as “ameaças” que  o general das FAA teria feito sobretudo em latim.

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