| Oposição continua a questionar gestão das eleições angolanas |
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| Notícias |
| Escrito por Kamba de Almeida |
| Quinta, 16 Agosto 2012 00:41 |
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Oposição continua a questionar gestão das eleições angolanas DEIXE O SEU COMENTÁRIO POR FAVOR!
O concurso que determinou a escolha de uma empresa espanhola para o contrato da gestão das legislativas em Angola, marcadas para o final de Agosto, está a ser questionado pela oposição angolana, quando há notícias de que foi anunciado numa sexta-feira e fechado na segunda-feira seguinte, e que pelo menos uma empresa da África do Sul foi desqualificada sem razão aparente, segundo o site sul-africano de notícias IOL (Independent On Line). A empresa espanhola Indra-Sistemas SA tinha já sido responsável pelas eleições legislativas de 2008, em que o MPLA, o partido do Presidente José Eduardo dos Santos, conseguiu eleger mais de 80% dos deputados do Parlamento. “Em 2008, a Indra imprimiu 26 milhões de boletins de voto, mas a comissão eleitoral só precisava de dez milhões. Para onde foram os restantes 16 milhões de boletins?”, perguntou o líder da UNITA, Isaías Samakuva, numa conferência de imprensa, citado pelo site sul-africano. “Não temos qualquer dúvida de que a Indra veio para Angola para cumprir os interesses pessoais de José Eduardo dos Santos”, concluiu. A empresa foi escolhida pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), para fornecer boletins de voto e outro equipamento para gerir a logística da votação, depois de um anúncio ter sido publicado apenas no Jornal de Angola numa sexta-feira. Na segunda-feira, tinha acabado o prazo. Ainda assim, o IOL conta que uma empresa sul-africana, a Equipro, conseguiu enviar uma proposta com 30 páginas de gráficos pormenorizando todos os serviços e os seus preços. Fontes dizem que foi inexplicavelmente desqualificada. A empresa recorreu da decisão da CNE mas não a conseguiu reverter. Esta não é a única queixa da UNITA em relação ao processo eleitoral. Num comunicado, publicado no seu site, em que fazia o balanço da primeira fase da campanha eleitoral, o principal partido da oposição congratulava-se por ter cumprido, em geral, 80% do que se tinha proposto, incluindo um périplo do presidente do partido pelo país. Mas a UNITA não deixa de tecer várias críticas às autoridades e alertar que a votação se arrisca a ser “um processo eleitoral manchado de descrédito”. Num caso concreto, acusam a Comissão Eleitoral de se pôr ao lado do MPLA por esta ter ameaçado retirar direitos dos tempos de antena aos partidos da oposição. “A CNE não tem direito de fazer chantagem política aos concorrentes”, dizia ainda o comunicado. A UNITA acusa ainda a Polícia Nacional de “estar a trabalhar e a favorecer claramente um dos concorrentes ao pleito”, dizendo que na semana passada “agentes das autoridades paravam motorizadas para fazer distribuição de propaganda do MPLA”. Isto para além de acções de violência e intimidação de elementos da UNITA, no Kuanza Sul, em que polícias e militares “invadiram casas de militantes da UNITA fazendo ameaças de morte”. No discurso da campanha eleitoral, a UNITA denuncia também ameaças, como as de um membro do comité político do MPLA que num comício terá dito que quem votasse na UNITA sofreria consequências. O comunicado da UNITA foi divulgado depois de, no fim-de-semana, o MPLA ter feito uma conferência de imprensa em que acusava a oposição de planear “manifestações e arruaças”. Nos últimos meses, as autoridades têm reprimido com grande força manifestações que têm surgido contra o Presidente Eduardo dos Santos, no poder há 33 anos. FONTE: Público Por favor amigo/a seja fã da rádio e convida os seus amigos a serem fãs queremos atingir 25000 fãs com a sua ajuda muito obrigado. http://www.facebook.com/radioculturaangolana DEIXE O SEU COMENTÁRIO E PARTILHE NO FACEBOOK!
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