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Escrito por Kamba de Almeida
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Quarta, 21 Dezembro 2011 09:06 |
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Sonangol assina contratos de partilha de produção de Pré-sal
Onze contratos de partilha de produção referentes às concessões de petróleo no Pré-sal angolano foram assinados terça-feira, em Luanda, entre a Sonangol, Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola - EP e as petrolíferas vencedoras do concurso público para a sua exploração.

Trata-se de contratos referentes aos blocos 19/11, 20/11, 22/11, 24/11, 25/11, 35/11, 36/11, 37/11, 38/11, 39/11 e 40/11 que vão ser operados pelas companhias BP, Cobalt, Repsol, Total, ENI, Conocophillips e Statoil.
No final do acto, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol - EP, Manuel Vicente, parabenizou as partes envolvidas nas negociações e referiu que a assinatura vem, em termos de datas, na sequência de um bom resultado a nível de exploração petrolífera que o país teve a semana passada.
"Será certamente anunciado que a semana passada tivemos a confirmação da existência de hidrocarbonetos na Bacia do Kwanza. Diria que aquilo que andávamos à procura foi alcançado e temos agora resultados que nos encorajam a prosseguir", frisou.
Assegurou que a assinatura dos contratos de concessão firmados hoje, aliado à confirmação da existência de petróleo na Bacia do Kwanza em quantidades comerciais, já permite afirmar que o país está a entrar numa era de indústria petrolífera.
Pediu às companhias petrolíferas vencedoras do concurso público para exploração, e agora operadoras dos 11 blocos no Pré-sal, uma maior entrega e abnegação nos estudos e nas pesquisas, tendo em vista os desafios que se apresentam.
Em representação da Total, Jean Michel disse ser um dia histórico para Angola, salientado haver muitas esperanças de descobertas com a abertura dessa nova bacia.
Referiu que a Total está muito satisfeita com o resultado da licitação e os três blocos conseguidos pela companhia confirmam o seu papel de ser o maior investidor e operador no sector de pesquisa e prospecção petrolífera no país.
Na óptica do presidente do grupo BP, Marty Morris, a assinatura marca uma nova era na busca de bons resultados. "Tudo isso foi possível graças a um esforço conjunto dos parceiros, a atitude e produtividade da Sonangol".
Entre as empresas vencedoras do concurso público para a exploração do Pré-sal, destacam-se a operadoras BP (Bloco 19/11 e 24/11), Cobalt (20/11), Repsol (22/11), Total (25/11 e 40/11), ENI (35/11), Conocophillips (36/11 e 37/11) e Statoil (38/11 e 39/11).
O Pré-sal é um conjunto de rochas sedimentares sob a camada de sal no mar, variando entre mil e dois mil metros de profundidade. Forma-se em condições paleogeográficas especiais no Atlântico Sul. Situa-se no litoral angolano entre dois e cinco mil metros abaixo do nível do mar, sob lâminas de água entre mil e dois mil metros, com elevado potencial para armazenamento de hidrocarbonetos
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Escrito por Kamba de Almeida
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Segunda, 19 Dezembro 2011 12:03 |
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Inadec exorta população a denunciar comerciantes desonestos
Ondjiva - O director provincial em exercício do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec) no Cunene, Bernardo Hilundilwa, apelou hoje (sexta-feira), nesta cidade, a população local a denunciar os comerciantes que insistem em vender produtos em mau estado de conservação e a preços exorbitantes.
Segundo disse, tem sido frequente esta prática durante as comemorações da quadra festiva (natal e ano novo), a julgar pela afluência de consumidores aos postos comerciais, principalmente cantinas, para adquirirem diferentes mercadorias, sobretudo produtos alimentares e brinquedos.
Apelou aos consumidores a estarem atentos na compra de produtos, observando a data de produção e de caducidade, a qualidade, bem como exigir factura, caso se trate de um bem duradouro, para melhor reclamar em caso de avaria.
Bernardo Hilundilwa garantiu que a instituição está a trabalhar em parceria com a Direcção do Comércio e a Polícia Económica para evitar especulações na venda dos produtos mais procurados durante a quadra festiva.
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Escrito por Kamba de Almeida
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Segunda, 19 Dezembro 2011 11:59 |
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Zaire possui reservas de fosfato avaliadas em 200 milhões de toneladas
M'banza Kongo - A província do Zaire possui reservas de fosfato estimadas em 200 milhões de toneladas, localizadas na bacia de Lukunga, município do Tomboco, segundo deu a conhecer hoje (sexta-feira), em M'banza Kongo, o director nacional de Minas, Kavungo Marlon.
Em declarações à Angop, o responsável, que terminou uma visita de trabalho de três dias à região, esclareceu que as reservas, que foram prospectadas há já alguns anos, poderão colocar a província do Zaire na rota da produção de adubo fosfatado e do ácido fosfórico, a partir de 2014.
O director nacional de Minas assegurou que estão a ser criadas as condições necessárias que vão permitir a reavaliação destas reservas a partir de Abril de 2012, passo que se seguirá à edificação de centrais de tratamento de mineiros, do complexo para a produção de ácido fosfórico e do porto mineiro por empresas do ramo.
Segundo a Kavungo Marlon, com o arranque deste projecto mais de quatro mil cidadãos poderão ser inseridos no mercado de trabalho, número que poderá ascender com o surgimento de outras empresas de prestação de serviços no sector.
O responsável deu também como seguro o início, em 2012, dos trabalhos de prospecção de potássio em grande escala, de rochas betuminosas, assim como o prosseguimento da exploração de blocos de granito e o arranque da produção de placas de revestimento, na localidade de Musserra, município do Nzeto.
De acordo com o director nacional de Minas, durante a sua visita constatou ainda o interesse das autoridades locais em verem prospectadas as reservas de bauxite e ouro que se supõe existirem na localidade de M'banza Kongo.
Referiu-se também aos materiais de construção de origem mineira que se encontram ao longo da costa da província do Zaire, realçando que têm servido de sustentáculos na reabilitação de estradas e construção de vários outros empreendimentos indispensáveis para o desenvolvimento económico.
A delegação do Ministério da Geologia e Minas inspeccionou as empresas que trabalham na reabilitação de estradas nos arredores de M'banza Kongo, tendo-as alertado para a necessidade de pagamento de impostos devidos à exploração dos inertes, sob pena de sofrerem pesadas multas previstas na lei.
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Segunda, 19 Dezembro 2011 11:47 |
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Sector eléctrico vai beneficiar de investimentos de USD 16,5 biliões
O sector eléctrico do país vai absorver até 2016 investimentos na ordem de USD 16,5 biliões nos segmentos de produção, transporte e distribuição de energia eléctrica dos sistemas norte, centro, sul e isolados do país, de acordo com dados do estudo corrigido, apresentado sábado na Barragem de Cambambe (Kwanza Norte), pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

Segundo o governante, estes avultados investimentos justificam-se para fazer face à crescente procura de electricidade anual estimada em 12 por cento e aos desafios ligados à industrialização e ao surgimento de novos aglomerados habitacionais.
Do valor do investimento acima referido, o ministro disse que o sistema norte do país, que compreende as províncias do Kwanza Norte, Luanda, Bengo, Malanje Uíge, Kwanza Sul e Zaire vai concentrar mais de 12 biliões de dólares.
O governante falava no workshop sobre “a construção de infra-estruturas como forma sustentável de eliminação da pobreza”, com maior incidência para o plano do sector eléctrico, actividade que marcou o encerramento dos 15 dias de jornadas “O MPLA e a Economia”, no âmbito do 55º aniversário, assinalado dia 10, numa promoção do Bureau Político e do Comité dos Economistas do partido no poder em Angola
O governante salientou que para a implementação com êxito da estratégia do Executivo de luta contra a pobreza, as infra-estruturas de electricidade são determinantes e senão mesmo as mais importante para o desenvolvimento sustentável do país e para a melhoria da qualidade de vida das populações.
Por esta razão, disse, o Executivo, liderado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, definiu um plano de desenvolvimento do sector eléctrico do país sub-dividido em duas fases, sendo a primeira ligada à reabilitação de todos os sistemas eléctricos do país e a segunda fase voltada para a modernização e desenvolvimento, processo que já teve início desde o termo da guerra em 2002.
Segundo o ministro, o programa, que vai até 2016, consiste na reabilitação dos sistemas para fazer crescer a capacidade instalada e expandir para que a capacidade instalada possa atingir os cinco mil megawatts, para o fornecimento de energia fiável e regular a nível de todo o país.
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Sábado, 17 Dezembro 2011 09:41 |
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Plano director do turismo impressiona organização
A Organização Mundial do Turismo elogiou quinta-feira a forma como foi elaborado o plano director nacional angolano para o sector. O reconhecimento foi feito, em Luanda, pelo director regional adjunto da Organização Mundial do Turismo para África, Hélder Tomás.

O responsável, que falava à imprensa no final do encontro com a secretária de Estado das Relações Exteriores para a Cooperação, Exalgina Gambôa, afirmou que o plano director do turismo “está muito bem elaborado”.
“É um plano que vai definir o que será o turismo em Angola nos próximos anos. Acredito que, com a implementação deste plano, Angola pode ser um exemplo para vários países africanos, porque não há muitos países no continente com planos directores e muito menos a capacidade de implementá-los”, frisou.
O director regional adjunto da Organização Mundial do Turismo para África reconheceu que Angola tem estado a avançar com passos de gigante na promoção e desenvolvimento do sector do turismo.
Hélder Tomás, que está em Angola para se inteirar do estágio de desenvolvimento do sector do turismo em Angola, pretende definir com as autoridades nacionais um marco de cooperação para os próximos anos.
De acordo com Hélder Tomás o encontro com a secretária de Estado das Relações Exteriores “foi frutífero”, tendo sido sublinhada a importância da cooperação entre a Organização Mundial do Turismo e Angola. “Angola é um país com alto potencial. É diversificado a nível de produtos turísticos”, indicou Hélder Tomás.
A visita insere-se no âmbito do reforço das relações de cooperação com a Organização Mundial do Turismo, agência especializada do sistema das Nações Unidas para o desenvolvimento do turismo, da qual Angola é membro.
A agenda de trabalho inclui a participação em palestras e encontros com operadores turísticos privados, com o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) e com a representante residente do sistema das Nações Unidas em Angola.
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Sábado, 17 Dezembro 2011 09:38 |
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AIA aponta construção civil como sector menos empreendedor do país
O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, considerou na madrugada de sexta-feira, em Luanda, o sector da construção civil como o menos empreendedor, por ter, entre outros motivos, menos empresários nacionais e ser o que menos explora os recursos à disposição.

Em declarações à Angop, à margem da primeira edição da Gala do Empreendedor, o responsável salientou que o tímido empreendedorismo praticado a nível da construção civil afecta negativamente no desempenho económico de Angola, uma vez que obriga o país a importar a mão-de-obra, a tecnologia e materiais.
“Na generalidade, Angola tem um défice de presença activa. A presença está, mas ainda é passiva. Entretanto, eu diria que o sector onde na verdade precisamos fazer mais é o da construção civil, e não é por imobilismo ou dificuldade da classe empresarial, mas por um conjunto de factores” – afirmou.
Na óptica do responsável, Angola precisa de mais empresários nacionais na construção civil e na engenharia, muito pelo facto de a primeira (construção civil) ser a área mais empregadora, mas como isso não acontece, a economia sai a perder e muitos jovens continuam no desemprego.
“A agricultura hoje em dia já está um pouco modernizada, mesmo a construção civil também. Mas é no sector da construção no qual nós podemos empregar mais gente, termos mais valias dos materiais de construção nacionais, termos uma ordem dos engenheiros de mérito e uma de arquitectos com arquitectos” - argumentou.
Neste contexto, apelou maior união entre os intervenientes do sector económico, em particular da construção civil, para tornar mais forte esse segmento da economia, partindo do princípio de que uma maior congregação entre os empresários mais conquistas poderão obter.
“Nós AIA, a Associação dos Empreiteiros de Construção Civil e Obras Públicas de Angola (AECCOPA), a SOMEL, a Associação dos Empreendedores de Angola (AEA), a Câmara do Comércio e Indústria e as associações provinciais temos de ter um espírito conjunto no sentido de podermos nos posicionar e ganhar cada vez mais espaço” – disse.
José Severino, que se manifestou receoso em indicar o sector mais empreendedor, embora tenha feito transparecer que a agricultura e o comércio dominam o mercado, referiu estar o empreendedorismo em Angola a trilhar o caminho do relançamento, à semelhança de todo o país e, por isso, há oportunidades.
Aliás, recordou, a AIA tem estado a trabalhar com o Executivo angolano para encontrarem os melhores mecanismos e instrumentos jurídicos para que as oportunidades sejam aproveitadas por angolanos, sem competição com o empresariado estrangeiro que trabalha no país, com o desejo de ver uma Angola forte.
“Pretendemos continuar com essa senda de parceria com o Executivo para que a classe empresarial também seja um forte contribuinte para o crescimento nacional, quer seja na indústria, agricultura, pescas, transporte, hotelaria e construção civil. Todos nós temos de fazer ou dar alguma coisa ao país, porque esse espera por nós”, frisou.
Relativamente à iniciativa da AEA em passar a premiar anualmente os melhores empreendedores do mercado, José Severino que também foi distinguido com o “Prémio de Mérito” admitiu ser um gesto que revela a organização e capacidade da referida associação e que certamente estimulará a classe empresarial nacional.
Quanto ao troféu a si atribuído sublinhou ser um tributo a todo o associativismo angolano, apesar de a organização do evento pretender mostrar com a distinção que o José Severino tem estado e merece. “É sempre reconfortante, mas entendo que não deve ser apenas dirigido a mim, mas à AIA” - concluiu.
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Escrito por Kamba de Almeida
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Sábado, 17 Dezembro 2011 09:35 |
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INSS, Fundo Lwini e Sistec destacam-se como empreendedores de 2011
O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), a Fundação Lwini (organismo voltado a actividades sociais de solidariedade) e a empresa de tecnologias de informação e telecomunicações – Sistec foram os destaques da primeira edição do “Prémio do Empreendedor”, realizado na noite de quinta-feira, em Luanda.

O INSS, que concorreu com o Guiché Único da Empresa e o Serviço Integrado de Atendimento ao Consumidor (SIAC), foi o vencedor da categoria “Empreendedor Público”, ao passo que o Fundo Lwini conquistou o “Prémio Empreendedorismo Social”, batendo na concorrência o Movimento Nacional Espontâneo (MNE) e a AJAPRZ.
Enquanto isso, a Sistec notabilizou-se na classe “Inovação”, superando as empresas de telefonia móvel Unitel e Movicel.
A par destas instituições, na mesma noite foram distinguidas duas individualidades, nomeadamente Victor Almeida e Rui Mingas, com os troféus “Revelação” e de “Carreira”. O primeiro competiu com Victor Viana e Cavita Lemos, enquanto o segundo teve como opositores Armindo César e António Mosquito.
Aos cinco vencedores, entre empresas e entidades singulares, foi-lhes atribuído um diploma de mérito e uma estatueta de cristal. Esse mesmo gesto estendeu-se ao presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino de Morais, galardoado com o “Prémio de Mérito”, numa deliberação do júri.
Durante a gala, que decorreu numa unidade hoteleira da capital, foram igualmente reconhecidas com menções honrosas algumas figuras e empresas voltadas à prestação de serviços públicos, entre estatais e privadas, num total de 50.
O evento, promovido pela Associação dos Empreendedores de Angola (AEA), contou ainda com momentos musicais, proporcionado pela Banda Maravilha.
A iniciativa (premiação dos melhores empreendedores de cada ano, em fase de criação ou expansão) visa incentivar os actores da classe e dinamizar o espírito empreendedor a nível de Angola, de acordo com o presidente da referida associação, Jorge Baptista, para quem os vencedores foram bem eleitos.
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