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Escrito por Kamba de Almeida   
Quinta, 05 Abril 2012 07:34
Novos estádios relançam futebol
 
Desde a independência o desporto foi claramente uma prioridade do governo, como instrumento privilegiado para a educação da juventude, meio importante de manutenção da saúde e símbolo de unidade nacional.

A então Secretaria de Estado de Educação Física e Desporto lançou a histórica campanha de massificação desportiva, sob o slogan “desporto para todos” e os efeitos foram notórios e imediatos: a actividade física, sob diversas formas, chegou às instituições escolares e laborais revelando a aptidão inata dos angolanos para a prática do desporto.

As históricas jornadas de futebol Angola-Cuba ou a impressionante mobilização para os quadros humanos que encantaram o país, deram indicadores claros da capacidade ímpar dos cidadãos e a sua apetência natural para a prática das actividades físicas.

O Estado ganhou, de forma indiscutível, a aposta de estender o desporto às massas, ao contrário da era colonial onde apenas uma restrita elite tinha este privilégio. O espectáculo desportivo em si veio a complementar a própria política do Estado, com a população a responder em massa e de forma entusiástica.

Foi assim que ressurgiu o Girabola, campeonato nacional de futebol. Uma prova que implica elevada mobilização de meios logísticos e humanos mas sobreviveu ao cenário da guerra, disputando-se durante mais de 30 anos, de forma ininterrupta.

Noutra vertente, porém, a capacidade de mobilização e o excelente trabalho realizado pelos activistas, monitores e treinadores nacionais e estrangeiros, deixou a nu as gritantes insuficiências ao nível das infra-estruturas: concebidas na era colonial para um número restrito de praticantes, revelaram-se claramente insuficientes para atender a tão elevada procura.

O cenário da guerra restringiu a realização de provas internacionais de grande envergadura em território nacional. Apesar de termos organizado na década de 80 os Jogos da África Central, o CAN de Andebol (na altura denominado Taça Marien N’gouabi) e várias edições da corrida de S. Silvestre, o país desportivo tardava a consolidar a sua afirmação, manietado pelo espectro do conflito armado.

 

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