Jun 20
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EUA: Van Damme sofre ataque cardíaco em filmagens de novo filme PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Quinta, 21 Outubro 2010 20:12

EUA: Van Damme sofre ataque cardíaco em filmagens de novo filme

Jean-Claude Van Damme sofreu um ataque cardíaco durante as filmagens de 'Weapon', o seu novo filme.



O actor de 50 anos sentiu uma forte dor no peito e dificuldade em respirar, tendo de imediato sido transportado do porto de Nova Orleães (EUA), onde a equipa filmava, para o hospital.

A mulher, Gladys, e dois dos filhos de Van Damme viajaram de imediato para junto do actor belga. A família regressou hoje à Bélgica e as filmagens continuarão interrompidas até o actor se sentir melhor.

 
Lei cambial angolana é a chave para transferir verbas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Sexta, 15 Outubro 2010 09:57

Lei cambial angolana é a chave para transferir verbas

Jorge Coelho diz que a Mota trata dos “problemas” de Angola no país. Pedro Gonçalves diz que a Soares da Costa não está “envolvida” no acordo das dívidas. A lei cambial angolana é a chave para as empresas portuguesas, em particular as construtoras, transferirem para Portugal as verbas referentes às dívidas que o Estado angolano contraiu desde 2008.


"O relacionamento entre a Mota-Engil Angola, o sistema financeiro de Angola e a Mota-Engil Engenharia e Construção tem sabido encontrar soluções apropriadas ao normal funcionamento do sistema cambial angolano", garantiu ao Diário Económico, Jorge Coelho, presidente-executivo do grupo.

Questionado, este responsável não quis adiantar qual o valor da dívida de Angola à Mota, quanto é que já foi pago e quanto é que ainda falta pagar, assim como quanto é que falta transferir para Portugal.

"A Mota-Engil assinou um acordo com o Estado angolano em Julho último onde foi definido o modelo e os montantes de pagamento dos valores em atraso. O Estado angolano tem vindo a cumprir genericamente o acordado não havendo qualquer retenção, nem qualquer alteração da legislação do país, nomeadamente a lei cambial", adiantou Jorge Coelho.

Este responsável acrescenta ainda que, até ao momento, "foi pago o que foi acordado com o governo angolano", sem precisar valores.
 
Fonte:Angoladigital

 
Rihanna cai durante concerto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Sábado, 25 Setembro 2010 15:28

Rihanna cai durante concerto

Rihanna anda em maré de azar. Depois de há alguns dias ter sido internada devido a uma dor na zona das costelas, a cantora caiu durante um concerto em Marselha. Durante a actuação, na passada quarta-feira, Rihanna perdeu o equilíbrio e escorregou. Mas, sem perder a compostura, a artista, natural dos Barbados, continuou a cantar mesmo no chão. Rihanna, vencedora de vários prémios musicais, ultrapassou bem o incidente e não sofreu qualquer ferimento.

Fonte: Jornal de Angola


 

Actualizado em Sábado, 25 Setembro 2010 20:48
 
"Efeito Obama" ainda resiste na Europa PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Quinta, 16 Setembro 2010 17:11

"Efeito Obama" ainda resiste na Europa

 

 

Passaram dois anos desde que o então ainda senador Barack Obama foi a Berlim encantar a Europa com a sua visão de política externa - "Povo do mundo, olha para mim", titulou a alemã Der Spiegel -, mas a euforia que gerou no Velho Continente ainda não esmoreceu, conclui um inquérito sobre as relações transatlânticas divulgado ontem. O Presidente norte-americano continua a ser mais popular entre os europeus do que o seu antecessor alguma vez foi, mesmo que algumas das suas políticas gerem menor entusiasmo.

 
Segundo o Transatlantic Trends (estudo de opinião conduzido anualmente pelo German Marshall Fund nos EUA, Turquia e em 11 países da União Europeia, incluindo Portugal), 78 por cento dos europeus (comunitários) aprovam a política externa da Administração Obama, uma apreciação que é muito superior à dos próprios norte-americanos (52 por cento).

Valores que são em ambos os casos ligeiramente inferiores aos de 2009, ano em que Obama substitui George W. Bush, fazendo disparar a taxa de aprovação do Presidente americano na UE de uns míseros 20 para uns recordistas 83 por cento. E é em Portugal que Obama recolhe maior simpatia, com 88 por cento dos inquiridos a dar-lhe nota positiva.

O investigador Pedro Magalhães, a quem a Fundação Luso-Americana, parceira do estudo, pediu um comentário aos resultados, concorda que o "efeito Obama" perdura na opinião pública europeia. "Criou-se a percepção geral de que a política externa americana iria ser menos unilateral e mais enquadrada com as instituições internacionais", disse ao PÚBLICO.

O politólogo sublinha que estas são avaliações genéricas - "a maior parte das pessoas tem muito pouca informação sobre aspectos concretos" da política externa -, mas até por isso mais duradouras. À falta de um acontecimento dramático, "terá de haver uma acumulação muito grande de decisões para essa avaliação mudar."

Afeganistão divide
Os autores do estudo notam que "a euforia gerada por Obama foi acompanhada por um aumento no desejo de liderança americana" - 55 por cento dos europeus apoiam uma América interventiva no mundo -, mas quando questionados sobre políticas concretas, os inquiridos têm mais dúvidas.

Apenas 49 por cento dos europeus concordam com a forma como Obama tem gerido a guerra no Afeganistão ou o diferendo nuclear com o Irão. Aqui a tendência inverte-se e são os americanos a fazer uma melhor avaliação dos esforços da Administração.

Os EUA são, aliás, o único país onde ainda há uma escassa maioria da população optimista com o curso da guerra (51) e favorável à permanência das tropas (58). Apenas um quarto dos europeus partilha esse optimismo (um decréscimo acentuado face a 2009) e 44 por cento querem a retirada total dos militares a curto prazo.

Resultados diferentes que Pedro Magalhães atribuiu ao esforço que tem sido feito por Washington para explicar à sua opinião pública os efeitos positivos das alterações de estratégia. "Na Europa o que tem tido mais destaque são as baixas militares", com forte impacto nos países com maior envolvimento militar no Afeganistão.

Apesar do cansaço gerado pelo conflito, o inquérito de 2010 revela que o apoio à NATO continua a ser maioritário nos dois lados do Atlântico e que ambos concordam que a aliança deve estar preparada para actuar fora das suas fronteiras quando esteja em causa a segurança comum (62 por cento na UE e 77 nos EUA).

Mantêm-se, no entanto, a já habitual divergência quanto ao recurso à força (aceite apenas por 27 por cento dos europeus), visível também na forma como encaram o desafio iraniano: apesar da esmagadora maioria de americanos e europeus temerem um Irão com armas nucleares, apenas 43 por cento destes últimos aceitam o recurso às armas caso tenham sido esgotadas todas as outras opções.

Há também visões muito diferentes sobre o papel que vão desempenhar as potências emergentes. Apenas 68 por cento dos europeus acredita que a China exercerá num futuro próximo um papel de liderança nos assuntos internacionais, enquanto nos EUA essa convicção é partilhada por 91 por cento dos inquiridos. São também os americanos que consideram mais provável a emergência da Índia e da Rússia como potências globais.


 

 
Carro eléctrico: adeus século do petróleo, olá século da electricidade? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Quinta, 16 Setembro 2010 17:04

Carro eléctrico: adeus século do petróleo, olá século da electricidade?

Fabricantes, governos e investigadores apostam que o paradigma da mobilidade vai mudar.

“Ainda não há carro”, “as baterias precisam de evoluir”, “as pessoas estão habituadas à gasolina e ao gasóleo, nem que chegue a três euros por litro, não vão mudar”, “onde vamos carregar as baterias? vê por aí alguma coisa?”, “ainda não percebi se é boa ideia trocar agora o meu carro por um eléctrico ou se é melhor esperar mais uns anos”, “a conversa do carro eléctrico tem anos e, de cada vez que o anunciaram, caiu”, “e se houver um apagão?”. Entre amigos, conhecidos e desconhecidos, na rua, em casa ou na blogosfera, o carro eléctrico é um assunto com muito mais perguntas, estas reais, do que respostas.

Na verdade, ainda “não há veículos eléctricos”, diz Tiago Farias, professor do Instituto Superior Técnico e actualmente vogal da administração da EMEL, a empresa municipal de estacionamento de Lisboa. “Estão a chegar, mas ainda não chegaram. Isto ainda não é mercado.”

Os governantes, os construtores automóveis e um número considerável de investigadores não têm respostas seguras, mas criaram nos últimos dois anos a expectativa de que desta vez o planeta vai mesmo mudar de paradigma de mobilidade. Baseiam-se em duas grandes convicções. Primeira, consomese cada vez mais electricidade, enquanto o petróleo enfrenta vários constrangimentos, o que tem suscitado a tese de que o século do petróleo está a acabar. Segunda e provavelmente mais importante para explicar o entusiasmo com que o carro eléctrico é promovido: a oportunidade de mudança é agora real porque as tecnologias necessárias para o efeito amadureceram e convergiram, o que faz com que esta vez seja diferente das anteriores. Acreditase no prenúncio de uma revolução semelhante à dos telemóveis ou do computador portátil.

Os políticos investem num tentador campo de políticas públicas e numa corrida internacional para liderar a mudança para o século da electricidade. Os fabricantes automóveis reconhecem, por sua vez, que o velho modelo de negócio em que se baseiam há um século esgotou e que a sociedade é hoje mais exigente do ponto de vista ambiental. Os compromissos de luta contra as alterações climáticas implicam economias mais sustentáveis e o “velho” carro de combustão interna parece que só contraria. Ou talvez não.

As incertezas são muitas e algumas traçam a fronteira entre a realidade e a fantasia, entre a sustentabilidade e o pesadelo. Têm como denominador comum a incógnita tempo. O tempo em que as pessoas poderão comprar os carros sem restrições, porque para já são anunciados mas não andam na rua. O tempo em que os preços serão mais competitivos. O tempo em que a procura se renderá ao veículo eléctrico.

Indústria acredita

A indústria diz acreditar que esse momento está a chegar. Depois de terem pedido apoio aos governos, estes adoptaram e investem na ideia, esperando por resultados. Construtores como a Nissan alegam que a sua difi culdade agora está no rateio dos primeiros milhares de unidades, perante um deslizamento nos calendários entre um a dois meses. Nos últimos meses e semanas, o tempo está sobretudo a ser usado para a recta final das negociações europeias do aspecto menos vistoso mas fundamental da normalização dos equipamentos de ligação da rede ao carro. Sob a pressão nipónica, que já criou o modelo chademo, os europeus tardam em decidir.

Incerto, por exemplo, é o momento em que a subida do preço do petróleo vai abrir espaço à opção eléctrica, o que ainda não acontece declaradamente. Delgado Domingos, também catedrático do IST e actualmente presidente da E-Nova, agência de energia de Lisboa, tem a certeza de que esse momento vai chegar. Não se sabe é quando. “O que vai condicionar a revolução será o custo dos combustíveis e não o CO2. Serão os constrangimentos de natureza económica devido aos custos do petróleo.”

Outra grande incerteza tem a ver com a origem das fontes de energia das quais se alimentará o carro eléctrico e a preocupação em incentivar as energias renováveis. O eventual recurso a mais carvão para produzir electricidade adicional é um risco, e uma eventual opção pelo nuclear, como tecnologia “descarbonizada”, desagrada aos ambientalistas face às questões de impacto ambiental e de segurança. Essa é a razão pela qual um mix energético com forte peso das renováveis e o carregamento dos carros eléctricos durante a noite são considerados factores críticos da revolução que se promete.

“O carro eléctrico pode ser a solução para regularizar a rede ou a solução para o desastre. Tem de haver disciplina no carregamento. Imagine se toda a gente decide carregar de dia. A disciplina, por via das tarifas, tem de ser logo no início, antes de as pessoas criarem hábitos”, afirma Delgado Domingos.

Mesmo que seja mais verde que os seus concorrentes da combustão interna, o carro eléctrico “não é uma maravilha da limpeza urbana”, assevera Manuel Ferreira dos Santos, dirigente do GEOTA, lembrando que entre 30 a 40 por cento das emissões de partículas dos carros vêm dos pneus e travões e esses vão continuar a gastar-se. Para além disso, acrescenta, o carro eléctrico “também vai ocupar espaço nas cidades, tal como os outros”.

Procura espera novidades

Há um pequeno grupo de certezas que parte, no entanto, de outras tantas incógnitas: o carro eléctrico só passará a veículo de massas assim que ultrapassar o obstáculo tecnológico das baterias e da sua limitada autonomia e desde que os países montem rapidamente redes de carregamento com regras bem defi nidas. “É nessa área que Portugal tentou ser pioneiro”, afirma Tiago Farias. Num país sem tradição industrial automóvel, tem de “ser uma razão de outra escala, ambiental, diversifi cação energética, importação petrolífera, entre outras, o que signifi ca que o país fez uma coisa interessante, que foi montar um modelo de gestão nacional do veículo eléctrico e incentivar o arranque da infraestrutura de suporte.” E é a altura certa? “A altura certa é sempre difícil. Certa era depois de haver carros, mas essa já não seria também a altura certa.”

Mais do que um preço competitivo, este académico defende que será a carga fi scal, a que chama “as regras do jogo”, a ditar o sucesso do carro eléctrico. “As regras do jogo é que podem fazer uma tecnologia muito mais apelativa que outra na compra e no uso”, responde.

Nas previsões da Agência Internacional de Energia, a redução em 50 por cento das emissões de CO2 até 2050, relativas a 2005, será alcançada sobretudo por via dos transportes, carros eléctricos e híbridos. Em 2020, espera vendas anuais de sete milhões destes veículos e de 100 milhões em 2050, mais de metade de todos os carros vendidos no mundo nesse ano. O parque automóvel mundial actual é de 850 milhões de veículos.

Com o objectivo de 10 por cento do parque nacional em 2020 ser eléctrico, o plano português parece ambicioso. “Temos de nos colocar a nós próprios objectivos ambiciosos. Os princípios fundamentais para a introdução do carro eléctrico estão claros: por um lado, as renováveis, por outro, problemas em armazenar a energia eléctrica. Uma maneira de lidar com as energias renováveis é introduzir o carro eléctrico. É provavelmente o melhor meio de armazenar energia e usá-la de maneira que podemos cumprir as metas de redução do CO2. Os carros eléctricos fazem sentido do ponto de vista económico, da introdução das energias renováveis e da redução do CO2. É o grande fio condutor para que isto aconteça”, afirma Jan Mrosik, gestor responsável pela unidade de automação da energia da Siemens AG, multinacional que se associou este ano ao projecto português.

Números ambiciosos

Mrosik diz acreditar “nestes números ambiciosos”. “É um importante primeiro passo para fazer com que tudo isto ande. Há uma série de iniciativas na UE, é preciso começar por algum lado e este é um passo perfeito.”

Nos EUA, o Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT) fala de um novo ADN, de uma revolução no automóvel, como uma de quatro grandes ideias que vão alterar radicalmente a forma como as pessoas conduzem. Os investigadores propõem calmamente a revolução para um futuro que não será para a primeira geração de carros eléctricos, mas para as seguintes. Desenham-se carros muito mais leves, mais pequenos, de consumo mais efi ciente, modulares, mais simples, joysticks no lugar de volantes, três lugares à frente, sentados ou em pé, vidro párabrisas simultaneamente porta. Serão máquinas inteligentes, que se guiarão a elas próprias, quando necessário, e evitarão acidentes. Tudo por causa da electricidade.

A revolução passa ainda pela integração do automóvel com as tecnologias de comunicação, com a Internet móvel, com as redes eléctricas e com a capacidade de controlo em tempo real da mobilidade urbana e dos sistemas de energias através de mercados de preços dinâmicos não só para a energia, mas também para os parques de estacionamento, por exemplo. As baterias dos carros eléctricos passarão a ser pequenas fontes de produção descentralizada de energia, carregando de noite e entregando à rede durante o dia.

Apesar da certeza com que os tecnólogos falam desta possibilidade, ela ainda não se vislumbra. Delgado Domingos compreende o cepticismo quanto a prazos, mas também tem uma certeza. “Demorará tanto menos quanto maior for o diferencial de tarifas [entre dia e noite].” Por essa altura, o mundo viverá já na geração das redes inteligentes.

A diferença de base entre carros de combustão interna e eléctricos até parece simples: de um lado, a mecânica das porcas e parafusos, do outro, a electricidade dos electrões. Mas o veículo eléctrico não será uma tecnologia que vem complicar a vida às pessoas? “É o desafi o que todos enfrentamos: ter soluções que simplifi quem a vida. Se for uma difícil de usar, não será aceite. As pessoas apenas querem o seu carro, guiá-lo, entrar nele de manhã e ter a certeza de que está pronto para as levar onde e quando querem”, assegura Jan Mrosik.

 
Grã-Bretanha está interessada em criar marcas angolanas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Quinta, 16 Setembro 2010 16:55

Grã-Bretanha está interessada em criar marcas angolanas

Empresas britânicas estão interessadas em produzir bens e oferecer serviços com marcas angolanas com valor acrescentado e com tecnologia britânica, deu a conhecer terça-feira, em Luanda, o coordenador da Comissão de Gestão da Agência Nacional para o Investimento Privado, Aguinaldo Jaime. 


“Os parlamentares britânicos disseram-me que há firmas britânicas desejosas em criar marcas angolanas com valor acrescentado e com tecnologia britânica, para não virem apenas criar ou vender marcas já existentes em outros países”, reforçou.
 
Após um encontro com parlamentares britânicos, o responsável declarou a jornalistas que durante o encontro a delegação britânica manifestou também o interesse de algumas empresas do Reino Unido se estabelecerem em Angola.
 
Fonte/Angoladigital

 
Fidel diz que modelo económico da ilha já não serve PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Terça, 14 Setembro 2010 16:30

 

Fidel diz que modelo económico da ilha já não serve

Tal como Angola reconheceu a falência do sistema socialista em 1991, adoptando o multipartidarismo e a economia de mercado, deixando a planificação centralizada da economia, em Cuba, Fidel Castro reconhece agora que para estes tempo o seu modelo económico já não serve para o seu país.

O ex-presidente cubano considera que o modelo económico de Cuba ‘deixou de servir’, revela o jornalista Jeffrey Goldberg, da revista norteamericana The Atlantic, no seu blogue.

‘O modelo cubano não serve nem para nós’, afirma Castro, que fez 84 anos a 13 de Agosto e reapareceu na vida pública da ilha no início de Julho, depois de quatro anos a convalescer de uma doença grave, que o obrigou a transmitir a presidência para o seu irmão, Raúl.

Goldberg fez uma entrevista extensa a Fidel Castro, que está a revelar aos pedaços no blogue http:// www.theatlantic.com/jeffrey-goldberg.

Ao ouvir agora aquela afirmação, Goldberg teve dúvidas sobre o que tinha escutado, pelo que consultou Julia Sweig, uma analista do Conselho de Relações Externas (um centro de reflexão norte-americano, que publica a revista Foreign Affairs), que o acompanhou na conversa com o ex-dirigente cubano.

Segundo Goldberg, Sweig matizou as declarações de Castro, dizendo que este ‘não estava a recusar as ideias da revolução’, mas a reconhecer ‘que o Estado, sob ‘o modelo cubano’, tem um papel excessivo na vida económica do país’.

O jornalista entende que um efeito possível desta leitura de Castro seria a criação de condições para o actual presidente e seu irmão, Raúl Castro, por em marcha ‘as reformas necessárias face à resistência, que será certa, dos comunistas ortodoxos dentro do partido comunista e dos burocratas’.

A 01 de Agosto, Raúl Castro anunciou o alargamento do trabalho por conta própria e a redução progres siva das fábricas estatais, medidas que qualificou como de ‘mudança estrutural e de conceito’.

Por outro lado, Fidel Castro pediu ao presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que ‘pare de difamar os judeus’, na primeira parte da entrevista já divulgada.

Castro disse que o governo iraniano deve entender as consequências da teologia antissemita, ‘que começou há dois mil anos’.‘Não creio que haja alguém mais injuriado do que os judeus. Diria que [o foram] muito mais do que os muçulmanos’, acrescentou.

Por outro lado, Goldberg explicou que, de início, o seu interesse principal era ver Fidel Castro a alimentar-se. Constatou que este ‘ingeriu pequenas quantidades de peixe e salada, muito pão molhado em azeite, bem como um copo de vinho tinto’.

 
Fonte/Opais
 

 


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