Jun 20
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Netanyahu diz a Obama que um Irão nuclear é “inaceitável” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Terça, 06 Março 2012 09:40

Netanyahu diz a Obama que um Irão nuclear é “inaceitável”

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu disse ao Presidente dos EUA, Barack Obama, que Israel se manterá como “senhor do seu destino” e que o Irão dotado de armas nuclear será considerado “inaceitável”.

Benjamin Netanyahu e Barack Obama reuniram-se na segunda-feira na Casa Branca, em Washington.

No domingo, Obama disse estar pronto a “usar a força” para impedir que o Irão se arme com ogivas nucleares, apesar de ter insistido que quer dar tempo à diplomacia.

Os EUA são os mais fortes aliados de Israel no panorama internacional e Obama confirmou, no encontro de ontem, que “os laços que unem os dois países são inquebráveis”, embora a relação pessoal entre Netanyahu e Obama seja considerada pelos analistas como fria e distante.

O Presidente americano sublinhou mais uma vez, no encontro de ontem, que ainda há uma “janela” temporal para uma “solução diplomática”.

“Eu sei que o primeiro-ministro [Benjamin Netanyahu] e eu preferimos resolver isto diplomaticamente”, disse Obama. “Entendemos os cursos de uma acção militar”. Antes deste encontro em Washington, Obama havia dito, num tom mais duro, que “todas as opções continuam sobre a mesa” para impedir que o regime iraniano use o seu programa nuclear para fabricar bombas.

Por seu lado, Netanyahu acrescentou: “É por isso que eu acredito, senhor Presidente, que Israel tem de reservar para si o direito de se defender”, acrescentando que Israel tem de manter-se “o senhor do seu destino”.

Falando, pouco depois, perante o American-Israel Public Affairs Committee (Aipac), Netanyahu reiterou que Israel está “determinado em prevenir que o Irão se dote de armas nucleares”.

O responsável frisou que todas as opções estão “em cima da mesa”, mas que “a contenção não é uma opção”. “O Estado judaico não irá tolerar aqueles que querem a nossa destruição (...). Um Irão dotado de armas nucleares tem de ser parado”, disse Netanyahu perante o comité.

Após vários anos de pressão internacional para revelar os seus planos nucleares, o Irão mantém a sua versão: que o seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos.

Nos últimos meses, porém, têm vindo a público relatórios (nomeadamente com o selo da ONU) que indicam que Teerão estará à beira de se dotar de armas nucleares, o que espoletou a tensão na comunidade internacional, especialmente no vizinho Israel, que fala muito a sério na possibilidade de levar a cabo ataques preventivos contra instalações nucleares iranianas.

Por seu lado, os EUA têm vindo a apertar as sanções impostas ao Irão, nomeadamente no que toca às exportações de petróleo.
 


 

 
Milhares manifestam-se contra vitória de Putin PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Terça, 06 Março 2012 09:33

Milhares manifestam-se contra vitória de Putin

 

Milhares de pessoas saíram à rua durante a tarde em várias cidades russas para contestar a vitória de Vladimir Putin nas presidenciais de domingo.


Entre Moscovo e São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, pelo menos 200 opositores foram detidos pela polícia, incluindo o escritor Eduard Limonov. Na capital, o protesto aconteceu diante da Comissão Eleitoral.

Depois de quatro anos como primeiro-ministro, Putin vai regressar agora à chefia de Estado, que ocupou de 2000 a 2008. Oficialmente, venceu à primeira volta com perto de 64% dos votos, mas os opositores garantem que este resultado é fraudulento.

“Vergonha a Putin”, gritaram cerca de 1500 pessoas no centro de São Petersburgo. A manifestação que os opositores tentaram fazer não chegou bem a ter lugar, já que a polícia foi mobilizada em força para dispersar os manifestantes.

O maior protesto – o único autorizado – aconteceu ao cair da noite no centro de Moscovo e reuniu 14 mil pessoas, segundo a polícia; 20 mil, de acordo com os organizadores.

Segundo os observadores internacionais da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, houve “irregularidades processuais” na contagem de votos em cerca de um terço das assembleias de voto

 
Obama recua para evitar polêmica sobre contracepção PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 12 Fevereiro 2012 09:36

Obama recua para evitar polêmica sobre contracepção
 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na sexta-feira que empregadores com vínculos religiosos não serão mais obrigados a oferecer métodos contraceptivos em seus planos de saúde, e que esse ônus caberá às operadoras dos planos. A medida, revogando uma decisão anterior, busca aplacar uma polêmica que poderia ser nociva ao presidente no ano em que ele tentará a reeleição.

Universidades e hospitais católicos, por exemplo, estavam indignados com a possibilidade de serem obrigados a oferecer métodos anticoncepcionais gratuitos às suas funcionárias, contrariando os ensinamentos da Igreja. A regra não valeria para as próprias instituições religiosas, só para empresas afiliadas.

A nova regra prevê que a oferta de métodos contraceptivos caberá aos próprios planos de saúde, sem envolvimento das empresas, segundo a Casa Branca.

"O resultado será que organizações religiosas não terão de pagar por esses serviços", disse Obama a jornalistas. "Mas mulheres que trabalham nessas instituições terão acesso a anticoncepcionais gratuitos, como quaisquer outras mulheres."

Falando em público pela primeira vez sobre o assunto, Obama admitiu que os grupos religiosos tinham "preocupações genuínas", mas acusou alguns rivais de fazerem um esforço cínico para transformar esse tema em um "jogo político".

Políticos de oposição e grupos conservadores apontavam a regra como uma violação à liberdade religiosa, e até alguns assessores do presidente eram contra.

A empresa Aetna, gigante do setor de planos de saúde, disse que vai cumprir a nova orientação, mas precisará "estudar os mecanismos dessa decisão sem precedentes, antes que possamos entender como será implementada e como irá impactar nossos clientes".

A Confederência dos Bispos Católicos dos EUA disse que a decisão de Obama era um "primeiro passo na direção correta". A irmã Carol Keehan, presidente da Associação de Saúde Católica dos Estados Unidos, elogiou a mudança, dizendo-se "satisfeita e grata" pelo respeito demonstrado à liberdade de culto.

Já o deputado republicano Fred Upton, presidente da Comissão de Energia e Comércio da Câmara, disse que continua decidido a tentar revogar a medida, algo que parece improvável no dividido Congresso dos EUA.

A nova regra foi redigida pelo Escritório de Parcerias de Bairro e Baseadas na Fé, uma assessoria da Casa Branca. Fontes próximas às deliberações disseram que muitos funcionários desse escritório ficaram perplexos com a proposta original divulgada no mês passado.

Católicos que integram o governo - como o vice-presidente Joe Biden, o secretário da Defesa, Leon Panetta, e o assessor presidencial Denis McDonough - também teriam participado da negociação.

Centenas de padres de todo o país vinham lendo cartas de protesto contra a medida durante seus sermões, e dezenas de milhares de cidadãos aderiram a abaixo-assinados contra a medida.

Pesquisas indicam que, a despeito da oposição de grupos religiosos, a maioria dos norte-americanos, inclusive dos católicos, apoiava a regra.

(Reportagem adicional de Susan Heavey, Laura MacInnis e Thomas Ferraro)

 
Juiz Gárzon proibido de exercer durante onze anos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sexta, 10 Fevereiro 2012 12:10

Juiz Gárzon proibido de exercer durante onze anos

Baltasar Garzón vai estar onze anos sem poder exercer como juiz por ter ordenado escutas telefónicas de conversas entre acusados sob detenção e os seus advogados. A sentença foi pronunciada pelo Supremo Tribunal espanhol e decidida por unanimidade pelos juízes que o julgavam.

O processo contra o que é provavelmente o mais conhecido magistrado do mundo começou há menos de um mês em Madrid. Esta é a primeira vez em que um juiz se senta no banco dos réus por ordenar escutas a acusados – mesmo que muitas escutas sejam anuladas com consequências para os casos em que são ordenadas.

A acusação, movida por Franscico Correa e Pablo Crespo (ambos na prisão desde que Garzón ordenou que fossem detidos por suspeitas de terem pago milhões a dirigentes do Partido Popular, hoje no governo, em troca de contratos), sustentava que ao escutar conversas entre acusados e os seus advogados, Garzón tinha violado o direito da defesa. Reclamava entre dez e 17 anos de interdição de exercer para o juiz.

A defesa explicava que tudo o que dizia respeito a estratégias de defesa tinha sido eliminado das escutas. “Não houve nenhuma diligência apoiada nestas comunicações no que se refere à estratégia da defesa”, afirmara o juiz, interrogado pelos advogados de acusação.

Num longo interrogatório, Garzón repetira ainda a razão por trás da decisão de ordenar as escutas: “Os advogados desempenhavam um papel básico no branqueamento de dinheiro”.

O Supremo recusara ouvir Antonio Pedreira, juiz do Tribunal Superior de Madrid que sucedeu a Garzón na instrução do caso Gürtel e prorrogou as escutas, assim como os procuradores anti-corrupção que as validaram.

Gárzon está ainda a ser julgado por alegadas diligências indevidas no processo dos desaparecidos da ditadura.


 

 
Explosões rompem calma aparente na segunda maior cidade síria PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sexta, 10 Fevereiro 2012 12:07

Explosões rompem calma aparente na segunda maior cidade síria
 

Pelo menos duas explosões abalaram esta manhã Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, no norte do país, na qual se tem observado uma relativa segurança desde que eclodiram os primeiros protestos, em Março, contra o regime do Presidente Bashar al-Assad.

O Ministério da Saúde confirmou a ocorrência de 25 mortos e 175 feridos nas duas explosões, enquanto a televisão estatal mostrava imagens de pelo menos cinco corpos, incluindo soldados, e responsabilizava “grupos terroristas armados” pelos ataques que, segundo descrevia, ocorreram junto a um jardim público.

“Pedimos desculpa por mostrar estas imagens, mas este é o terrorismo que nos está a atacar”, afirmava o jornalista no local, levantando as cobertas que tapavam os corpos para mostrar cadáveres despedaçados.

Já o canal privado Addounia registava um balanço de 17 mortos: 11 civis e membros das forças de segurança na explosão num edifício militar e outros seis num quartel das forças de segurança.

A agência noticiosa pública síria Sana avançava, por seu lado, que as explosões tomaram por alvo um quartel da polícia e o edifício de uma agência de segurança militar.

Grupos de activistas da oposição, citando residentes de Aleppo, narram que foram ouvidas pelo menos três explosões.

Estes ataques são muito similares aos que ocorreram em Damasco, a 23 de Dezembro e 6 de Janeiro, em que as autoridades culpam o movimento de rebelião e activistas da oposição atribuem às forças do próprio regime de Assad.

 
Polícia e bombeiros do Rio em greve no Carnaval PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sexta, 10 Fevereiro 2012 12:03

Polícia e bombeiros do Rio em greve no Carnaval
 

A cerca de uma semana do Carnaval, o corpo de bombeiros e polícias civis e militares do estado do Rio de Janeiro decidiu entrar em greve a partir desta sexta-feira. O anúncio aconteceu ao final de uma manifestação que durou quase seis horas, na Cinelândia, no centro do Rio, com a participação de cerca de três mil pessoas.

O Rio de Janeiro recebe normalmente milhões de pessoas durante os festejos de Carnaval e esta paralisação - com a qual os agentes reivindicam melhores salários - poderá pôr em causa o curso normal dos festejos.

De acordo com a Globo, 30% do efectivo do corpo de bombeiros e da polícia civil do Rio ficará à disposição para casos de emergência, bem como 30% do efectivo de bombeiros. Tirando estes casos de emergência, os agentes e soldados da paz ficarão aquartelados sem responder a ocorrências.

A partir de hoje a segurança é da responsabilidade da Guarda Nacional e do Exército. Os grevistas fizeram saber que a paralisação é por tempo indeterminado.

O polícia militar Thiago Rodrigues dos Reis admitiu à AFP que poderá ocorrer uma onda de violência no Rio – como de resto sucedeu na Bahia, onde a greve da polícia suscitou uma onda de homicídios que, segundo jornais brasileiros, chegou aos 146 assassinatos. Por isso, deixou o alerta à população: “Estamos convosco! Pedimos apenas que não saiam à rua, que não mandem as vossas crianças para as escolas, e que as lojas permaneçam fechadas”, advertiu o agente.

Os polícias e bombeiros reclamam a libertação de um dirigente do movimento, o bombeiro Daciolo, detido por ter coordenado dois movimentos de contestação no Rio e na Bahia. O cabo Benevenuto Daciolo está preso administrativamente, em Bangu, devido aos crimes de incitamento à greve e aliciamento a motim.

Os agentes pedem ainda um mínimo salarial de 3500 reais (1530 euros) e 700 reais (306 euros) suplementares de benefícios.

Perante este cenário, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral – um aliado da Presidente Dilma Rousseff – denunciou “um movimento orquestrado a nível nacional para tentar criar um clima de insegurança” a poucos dias do Carnaval.

Este movimento grevista no Rio acontece nove dias depois de a polícia militar da Bahia ter provocado uma vaga de pilhagens e vandalismo, tendo até ao momento morrido pelo menos 146 pessoas.

O corpo em greve na Bahia pertence à Polícia Militar, a principal força de segurança urbana do Brasil. Cerca de dois terços dos efectivos deste estado entraram em greve a 31 de Janeiro, exigindo aumentos salariais de 50% (o Governo da Bahia oferece até 6,5%) e o regulamento das carreiras.


 

 
Zona euro rejeita acordo grego e quer mais 325 milhões em cortes PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Sexta, 10 Fevereiro 2012 11:59

Zona euro rejeita acordo grego e quer mais 325 milhões em cortes
 

O acordo num pacote de austeridade concluído pelo Governo grego e os partidos da coligação não satisfez a zona euro. O Eurogrupo rejeitou uma aprovação imediata do empréstimo adicional à Grécia de 130 mil milhões de euros por considerar as medidas insuficientes. Para receber o segundo pacote financeiro, Atenas terá de encontrar forma de poupar mais 325 milhões de euros. O executivo grego, composto por uma coligação, encosta os conservadores à parede e diz que agora a solução depende deles.

A zona euro só tomará uma decisão depois de os líderes do partido socialista PASOK, dos conservadores da Nova Democracia e do partido de extrema-direita LAOS subscreverem o compromisso com metas mais ambiciosas e com a garantia de que serão cumpridas depois da realização das eleições (provavelmente em Abril).

Os ministros consideraram que o acordo alcançado na quinta-feira não contempla 325 milhões de euros em cortes que os parceiros europeus dizem ser necessários para o país cumprir a meta do défice de 2012. O objectivo é que o pacote completo chegue a 3,3 mil milhões de euros.

O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, veio já advertir o líder dos conservadores, Antonis Samaras, para a necessidade de o partido apoiar estes cortes adicionais. Porque sem isso, afirmou, a Grécia corre o risco de sair da zona euro.

O eurogrupo deu mais tempo para Atenas encontrar as poupanças adicionais, mas quer o pacote completo rapidamente – dentro de dias. A expectativa, explicou o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, é que o Parlamento grego possa aprovar as medidas já no domingo. Ou seja, antes de uma nova reunião dos ministros das Finanças, que deverá acontecer no dia seguinte em Bruxelas.

“Vários países encontraram lacunas” no pacote apresentado, reconheceu Venizelos no final da reunião do Eurogrupo, em declarações citadas pela agência AFP.

O Governo grego considera, apesar do compromisso anunciado na quinta-feira, que a Nova Democracia não se comprometeu com todas as medidas previstas no plano inicial de poupanças. Se não o fizer, resultando daí uma falha de compromisso da Grécia para com a zona euro, o resultado será a saída do país da moeda única. Foi esta, pelo menos, a leitura feita pelo ministro grego das Finanças, ao afirmar: “É preciso que o partido [conservador] decida se quer que a Grécia continue na zona euro, é preciso dizê-lo claramente

 


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