May 18
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Polícia dispara na barriga de mulher grávida PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Terça, 17 Julho 2012 22:20

Polícia dispara na barriga de mulher grávida

Luanda -  A divisão da polícia Nacional do Sambizanga chefiada pelo superintendente  Francisco Noticia (foto) voltou a envolver-se em actos  de violência contra os cidadãos que tem manchando o consulado do ministro Sebastião  Martins.   Está terça-feira um dos seus agentes desta divisão  disparou contra uma senhora grávida e  contra um   outro cidadão, que tomaram parte de  uma manifestação, que visou protestar  por estarem  a mais de cinco  anos sem  luz electrica, no bairro São Pedro da Barra.alt

Por se manifestar pela falta de luz eléctrica

A  após terem protestado,  os morados foram autorizados a ligar um PT- Postos de transformação de electricidade naquela redondeza. Logo a seguir agentes da polícia nacional  afectos a 10ª  esquadra do Sambizanga  apareceram no local opondo-se contra a população e na seqüência  de trocas de palavras um dos agentes fez ameaças de morte  disparando  contra uma mulher grávida. A senhora foi  atingida   no intestino grosso enquanto que um cidadão foi atingido no pé. A senhora grávida encontra-se internada no   hospital Américo boavida.


A Radio Eclésia que noticiou o assunto tentou contactar a divisão da polícia do Sambizanga mas estes recusaram-se a prestar declarações por alegada falta de orientação superior.


De referir que esta é a segunda vez, que num espaço de menos de uma semana,  agentes da polícia do Sambizanga  envolvem-se em actos   indecorosos.  No último  sábado, o comandante  da referida  divisão, Francisco Noticia  liderou   pessoalmente uma sessão de violência contra o jovem manifestante Pedro Malembe depois de o manter algemado por mais de 3 horas e com aos mãos a inflamar.


As autoridades competentes no caso do Ministro do Interior e Comandante  Geral da Polícia ainda não reagiram  as ações de repressão  que  levadas a cabo  pelo  comando do Sambizanga. A evidencia da conivência esta numa revelação  feita por Francisco Noticia, na presença de jornalistas da TPA e Zimbo, segundo as quais estariam  apenas a cumprir ordens superiores.

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Preso um dos presumíveis assassinos de estudante angolana em São Paulo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Domingo, 15 Julho 2012 12:26

Preso um dos presumíveis assassinos de estudante angolana em São Paulo

Brasília - A Embaixada de Angola no Brasil foi quinta-feira informada da detenção de José Marcelo de Vasconcelos, um dos presumíveis autores do assassinato da estudante angolana Zumira Cardoso, em Maio passado.alt

Fonte: Angop

O Departamento Estadual de Homicídios e de Protecção à Pessoa de São Paulo informou que o delinquente foi detido na manhã de quinta-feira na periferia da Zona Leste de São Paulo, depois de trabalho de investigação policial que conduziu a admitir a hipótese de terem sido duas as pessoas envolvidas no assassinato de Zumira Cardoso e no ferimento de outros três angolanos.

A Embaixada e o Consulado Geral de Angola em São Paulo manifestaram às autoridades brasileiras o seu regozijo pelo empenho da policia na busca do esclarecimento do caso, encorajando o efectivo policial a prosseguir com as investigações.

Face ao assassinato da estudante Angolana Zumira Cardoso, a Embaixada de Angola solicitou das autoridades brasileiras o maior empenho para que justiça seja feita ao mesmo tempo que constituiu um advogado para defender os interesses dos familiares da estudante assassinada e dos angolanos feridos na acção delituosa.

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Acidente “A tragédia da rotina” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sexta, 13 Julho 2012 08:29

Acidente “A tragédia da rotina”

Emanuela Canga de 30 anos de idade, foi morta por uma bala perdida durante uma suposta troca de tiros entre um grupo de marginais e um militar que tentava abortar um assalto.alt

 

Uma cidadã de nacionalidade russa, residente em Angola, foi assaltada na passada quinta-feira, 21, à saída de uma dependência do Banco Sol, em Luanda, de onde levantou um valor estimado em 15 mil dólares. Esta seria uma notícia comum, tendo em conta o actual quadro da criminalidade angolana. Mas o desfecho da história trouxe novos contornos que mudam o seu carácter aparentemente banal.

 

Na sequência deste assalto, com autores ainda desconhecidos, uma jovem mulher foi baleada mortalmente. Não se trata da cidadã russa. Esta sobreviveu. A angolana Emanuela Canga, de 30 anos, não resistiu aos ferimentos causados por uma alegada bala perdida disparada, de uma metralhadora do tipo akm, na sequência de uma troca de tiros entre o grupo de meliantes que assaltou a cidadã russa e um militar afecto à Unidade da Guarda Presidencial (UGP).

 

O militar em questão, que fazia parte de um cordão de segurança estabelecido ao longo da avenida Pedro Van-Dúnem Loy, tentou reagir à investida dos assaltantes contra a cidadã estrangeira, mas da chuva de balas que disparou quis o infortúnio que uma delas atingisse Emanuela que seguia, com o marido e uma filha de dois anos de vida, a bordo de uma viatura Toyota Rav4.

 

Adão, o esposo, está inconsolável. Os familiares, com os quais este semanário contactou, revelam que no dia da tragédia a família cumpria apenas a sua rotina diária: levar a primogénita do casal à creche e, depois, a esposa ficava na Universidade Independente de Angola (Unia), antes do marido seguir para o seu local de trabalho.

 

A rotina, porém, foi interrompida por uma bala perdida. Disparado nas imediações do banco BFA, o projéctil ultrapassou, violento, o banco da viatura em que seguia a família e parou apenas na cabeça de Emanuela. A filha estava sentada no banco de trás, como mandam as normas de segurança. O esposo que seguia ao volante parou o carro de imediato e tentou abordar, em vão, o militar que ainda empunhava, atónito, a metralhadora.

 

Sem sucesso, regressou, instantes depois, à viatura para acudir a esposa imobilizada e ensanguentada. Foi, ainda, a tempo de ouvir o desespero da filha que, entre um soluço e outro, questionava sobre quem “feriu a mamã” e implorava ao pai: “ajuda a mamã”. Pouco mais poderia fazer Adão que não fosse levar a esposa à clínica Multiperfil, onde chegou já sem vida.

 

Emanuela foi a enterrar na última quarta-feira, 26, no Cemitério da Santana em cerimónia preenchida de tristeza e consternação.

 

Mariano Brás

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Tany Narciso desafia a UNITA no Cazenga PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Quinta, 12 Julho 2012 11:27

Tany Narciso desafia a UNITA no Cazenga

Maka no Cazenga, Tany Narciso remove contentor que a UNITA diz ser proprietária, o Administrador Municipal promete remover mais contentores naquela parcela territorial.alt

Segundo o Director Regiona da UNITA no Cazenga, Osvaldo Júlio, é mais uma prova que o MPLA tem medo da UNITA no Cazenga «Os moradores do bairro do Ngula não conheciam o Sr administrador, conheceram por causa do contentor» disse o nosso entrevistado.

 

 

 

Político disse também, estar indignado com o senhor administrador que deixou o seu Gabinete sábado para ir remover um simples contentor de 20 pés «com tantos problemas que o município do Cazenga tem, desde falta de luz, água, saneamento, só quero mesmo remover o contentor?» lamentou o político.

 

Osvaldo Júlio adiantou que o Tany Narciso agiu como partidário e membro do MPLA e não como administrador «nós temos documentos que compravam a titularidade do referido espaço. É nosso e eles do mesmo jeito que tiraram irão colocar lá».

«E mais, prenderam os nossos militantes 40 minutos dentro do carro da polícia. E triste…» referiu o político.

 

Ouvimos de igual forma o administrador Tany Narciso que promete remover o outro contentor colocado no mesmo município.

 

Angola24horas- A final aquém pertence o espaço em litigio?

Tany Narciso- Eu não sei a quem pertence. Em princípio o espaço pertence a Administração Comunal, porque a UNITA não mostrou documentos que prava que o espaço é de sua pertença.

 

Angola24horas- A UNITA alega que comprou o espaço em 2004 na altura era uma residência de madeira (?)

 

Tany Narciso– Eu já disse que não sei à quem pertence o espaço porque não tenho nenhum documento que prova, a quem pertence, porque a UNITA não mostrou documento até agora.

Angola24horas- Havia necessidade de o Administrador mover pessoalmente ao terreno e fortemente armado com 3 patrulheiros da Polícia Nacional como dizem os populares?

Tany Narciso– Houve necessidade porque estava em causa a autoridade do Executivo no espaço. Havia desordem, havia confusão, pedras contra a nossa viatura e alguns populares queriam queimar a viatura da administração Comunal. Os donos do contentor ignoraram a ordem da Administração Comunal para retirar o contentor em 24 horas.

Os jovens no local estavam bêbados e drogados. Nós não sabíamos se o contentor pertence a UNITA. Alias até agora não sei. O contentor é supostamente da UNITA por estava pintado com as cores da UNITA.

Angola24horas- Tinha o símbolo da UNITA e visivelmente o Galo Negro?

Tany Narciso- O galo não é símbolo da UNITA o galo é um animal porqueque a ver galo tenho que ver um símbolo daUNITA tem que haver um documento a pedir autorização as autoridades para colocar um artefacto.

Angola24horas– Quando chegou ao local encontrou o Secretário Regional da UNITA no Cazenga, porque prometeu colar o mesmo na cadeia?

Tany Narciso - Aquele indivíduo intitulado diz ser o Secretario Regional da UNITA, eu não o conheço e nunca o vi. Ele deveria primeiro apresentar-se como fez o seu antecessor e não tem respeito fez injuria e falta de respeito contra minha pessoa eu disse que vou o prender.

Angola24horas- Qual e paradeiro do contentor?

Tany Narciso - O contentor está retido e se a UNITA quiser rever os seus meios terá que pagar multa. E vão pagar a dobrar porque fomos nós que retiramos. Olha ainda hoje recebemos uma denúncia de um outro contentor colocado pela UNITA naquela zona. O destino será o mesmo, caso eles não vêm pedir autorização a Administração Municipal e vou dizer porque. Porque são os contentores que servem de local de compra onde os meliantes que furtam os parafusos do caminho de ferro deslocam. Por isso estamos com uma campanha de remoção de contentores no Cazenga. Penso que UNITA quero ganha protagonismo nesta época das eleições porque eles têm estado a provocar.

 

Francisco Chikembe

Angola24horas

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Relatório médico aponta envenenamento de Jota Malaquito PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Quinta, 12 Julho 2012 11:16

Relatório médico aponta envenenamento de Jota Malaquito

O defensor dos direitos humanos do povo Lunda aponta o dedo à Casa Militar da presidência da República

Malaquito diz já ter entregue o relatório ao procurador Geral da República João Maria de Sousa e ao Provedor de Justiça, Paulo Tchipilica.alt

Pouco menos de três semanas após a sua soltura, Jota Felipe Malakito escreveu ao Presidente da República, instando que o indemnize, face a detenção de 22 meses, sem qualquer culpa formada.

O fundador da associação dos lundas foi posto em liberdade em dois 2011 por ordem dada pelo tribunal Supremo quase dois anos depois de ter sido “raptado” por elementos não identificados, quando se dirigia para uma unidade bancária, arrastado para um local militar então desconhecido, localizado nas redondezas do aeroporto de Luanda. Malakito fora entregue dias depois, à DNIC- direção de investigação criminal, acusado de crime contra a segurança do Estado.

Segundo Filipe Jota Malaquito decorrem as instanciais superiores três processos contra as entidades angolanas «e que a restituição dos Lundas está para breve» o ativista.

 

Segundo a carta a que tivemos acesso, tudo fica agora esclarecido. A conclusão é segundo Malakito, “ Os actos praticados bilateralmente” o que inclui alegados “acordos de base” já celebrados, nas reuniões anteriormente realizadas no começo, em 2008 entre as partes (emissários do presidente, Matias de Lemos VS representantes da Comissão do Manifesto, Jota Malakito)lhe foi prometido a restituição das Lundas.

 

«Isso não é uma questão de favores, é agora a lei que vai imperar, nós temos contactos com Portugal, tal como, o Provedor da Justiça Portuguesa Provedoria e outras entidades daquele país que do ponto de vista histórico tem alguma coisa a dizer» afirmou Malaquito.

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Actualizado em Quinta, 12 Julho 2012 11:21
 
Descontentamento dos angolanos na Ucrânia contra o INABE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Segunda, 09 Julho 2012 21:36

Descontentamento dos angolanos na Ucrânia contra o INABE

C/C:

- Embaixador da República de Angola na Federação da Rússia, Joaquim Augusto de Lemosalt

 

- Sector Consular

 

Assunto: Descontentamento

 

 

Saudações laborais. Esta é a Primeira Carta  Sr. Doutor António Fernandes (chefe do sector estudantil de Angola na Federacao Russa e na Comunidade de Estados Indempendentes), viemos por este meio, mostrar o nosso descontentamento da maneira como a direcção do sector estudantil vem trabalhando com os estudantes.

 

Começando por seguinte.

 

Desde o Mês de Março que temos vindo a trabalhar duma forma organizada com o Sector Estudantil nas papeladas sobre o nosso regresso a Angola. Viemos dando par e passo informações exactas no que diz respeito aos Estudantes, quantos Finalistas somos, a situação de estadia cá e a Quantia dos 80 Quilogramas (Enviamos-vos os Bilhetes de Reserva e com os preçários), o Sr. Doutor António Fernandes nos vem dizendo para aguardar que todos esforços estão sendo feitos e que as verbas serão já depositadas a partir do INABE em Angola.

 

Administrativamente vós fizestes chegar ate ao INABE/Angola o levantamento dos finalistas e de quantas verbas seriam necessário conforme lhes tínhamos enviado! Ora muito bem! Durante estes (4) quatro meses nunca ouvimos dizer de quaisquer anomalia no que concerne aos valores estipulado dos Bilhetes de reservas tangente aos direitos dos estudantes bolseiros e finalistas. Eis que é chegada a hora para o devido pagamento, não nos informa em primeiro lugar o Dia da vossa chegada cá para assim a devida recepção! E… por terceiros e que agora é confidencial na pessoa do Senhor Arlindo em Dnepropetrovsk a informar-nos que Vós vireis com os valores dos nossos bilhetes no valor de 632 $ (seiscentos e trinta e dois dólares americanos), que para cá na Ucrânia são valores de 7 (Sete) kg!

 

 

Encontramo-nos à 6 ou 7 anos sem nunca termos ido para Angola é de imaginar as bagagens acumuladas (materiais didácticos, vestuários… etc.). No nosso fraco entender por isso é de direito os 80 kgs de bagagem. Que antigamente os estudantes tinham direito a um (1) Contentor! Ainda nos lembramos de familiares e amigos na diáspora que quando tivessem terminado os seus estudos.

 

 

De salientar, a realidade dos estudantes cá na Ucrânia não é a mesma com aos de Moscovo. A viajem da Ucrânia para Angola tem que se fazer trânsito que seja: Da Ucrânia-Moscovo-Angola ou Ucrânia-Alemanhã-Angola ou Ucrânia-Portugal-Angola e por aí em diante.

Nós não somos bolseiros de cooperação, somos Bolseiros do INABE seja ela de apoio ou não, somos Bolseiros do INABE.

 

A Comunidade dos Estudantes da Ucrânia vem por este meio informar-lhes que caso venham com estes valores acima mencionados, faremos chegar aos órgãos de informação e do Governo.

Infelizmente estamos bastante desapontados pela forma como estamos a ser tratados, primeiro dão-nos a Bolsa depois tiram-nos os direitos de Subsídios, pagamento do lar e seguro de saúde simplesmente pagando-nos as propinas e tiveram o prazer de tirar-nos o direito de sermos pagos o 5ºano, na qual pagamos com meios próprios.

 

Agora querem tirar-nos o direito de regressarmos a casa sem as nossas bagagens?

 

Desculpem-nos mas assim deixa-nos mil perguntas no ar! Será ou não será.

 

Obrigado pela prestimosa atenção. O descontentamento da comunidade dos estudantes angolanos na Ucrânia.

 

Ucrânia aos 04 de Julho de 2012

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Caso Quim Ribeiro: Advogados abandonam julgamento em sinal de protesto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Kamba de Almeida   
Segunda, 09 Julho 2012 11:22

Caso Quim Ribeiro: Advogados abandonam julgamento em sinal de protesto

Luanda- Os advogados de defesa do caso Quim Ribeiro abandonaram em massa ontem o julgamento, em sinal de protesto, devido as constantes, sistemáticas e graves violações da Constituição e da Lei, que na opinião dos mesmos, constitui um atentado ao Estado Democrático e de Direito.alt

 

Fonte: NJ

 

O Novo Jornal ouvi um dos advogados do processo que não quis se identificar, que explicou que os advogados não renunciaram ao mandato, apenas abandonaram o julgamento como meio de denúncia pública daquilo que eles entendem ser “violações graves”, pois ninguém está acima da lei.

 

“Acho que o tribunal não deve tomar decisões que violam a lei de forma grosseira, já que errar é humano, mas no caso não se trata de erros, mas sim de uma intenção, já que o artigo 175º da Constituição diz claramente que os Tribunais em Angola são independentes e imparciais, estando apenas sujeitos à Constituição e à Lei”.

 

Os advogados justificam o abandono do processo, com o facto de o colectivo de juízes ter-se negado a ordenar a prisão de Teresa Pintinho, que, argumentam, “prestou falsas declarações”.

 

A fonte lembra ainda, que numa das audiências em que foi ouvido um oficial da polícia verificaram que pelo facto de ele não ter dito na instrução preparatória que houve reunião no dia 21 de Outubro de 2010, convocada pelo então Comandante Provincial de Luanda, “Quim Ribeiro”, e na audiência de julgamento ter dito que a reunião não foi no dia 21, mas sim no dia 20, o Tribunal obrigou-o a corrigir as suas declarações, sob pena de ser preso imediatamente por falsas declarações.

 

 

O advogado questiona-se igualmente sobre como é que é possível Teresa Pintinho mentir em tribunal e o juiz considerar que não houve gravidade. “Todo mundo viu que aquela mulher estava a mentir nas suas declarações, nós pedimos a prisão dela e ele não aceita, que país é esse? Como é que ela não aceita citar o nome das suas sócias?, questionou.

 

 

O juiz da causa teve que adiar a sessão de julgamento e dar dez dias aos arguidos para contratarem outros advogados.

 

 

Em resposta, António João, ex-director da Direcção de Investigação Criminal de Luanda, arguido no processo, pediu a palavra e disse que eles não vão aparecer nas sessões de julgamento e que o tribunal é que vai decidir o que fazer enquanto os seus advogados não voltarem ao julgamento.

 

 

Durante a audiência, os advogados pediram para que os juízes fizessem a leitura das declarações de Fernando Gomes Monteiro, onde ele assume no auto de interrogatório, em que era arguido no processo do Banco Nacional de Angola, que o dinheiro apreendido era proveniente do desvio do processo da “queima” de valores do B.N.A., confirmando o que foi lido na acusação e na pronuncia no dia 10 de Fevereiro.

 

 

O que indica que Teresa Pintinho mentiu, dizendo em tribunal que o dinheiro era dela, levando os advogados a dizer que fez falsas declarações, argumento refutado pelo tribunal, que considerou não haver falsas declarações e que a questão do dinheiro não é um elemento essencial do processo.

 

 

Por outro lado, segundo um jurista que acompanha o processo o tribunal deve sim obrigar a suposta milionária a dizer a verdade com relação à origem do dinheiro. “O Tribunal demonstrou mais uma vez que não é imparcial e está inclinado para um lado, pois quando o filho mais velho do casal Monteiro, Gomes Fernando Pintinho Monteiro, disse na sessão de segunda-feira que as declarações que foram lidas nessa audiência, supostamente prestadas por ele na P.G.R., não correspondiam na totalidade ao que ele dissera e que nem sequer lhe foi dado a ler.

 

 

O jurista que vimos citando defende que o Tribunal oficiosamente, secundado pelo Representante do Ministério Público, devia ordenar e promover a audição do Magistrado que conduziu a diligencia, para esclarecer a situação, sob pena de se concluir que houve manipulação de provas, o que vem legitimar a posição dos advogados tomada ontem.

 

 

Terça-feira, dia em que foi ouvida Teresa Pintinho, esta começou por contradizer a sua anterior versão de que tinham sido apreendidos 3 milhões e 700 mil dólares em sua casa, passando a dizer que eram apenas 3 milhões de 700 dólares, introduzindo assim mais um elemento novo.

 

 

Solicitada a justificar como ganhou tanto dinheiro, Teresa Bernardo Pintinho não soube justificar, dizendo que não tem nenhum estabelecimento comercial, nem alvará ou licença de vendedora ambulante, ao que muitos na sala se perguntavam como era possível alguém ter três milhões e 700 mil dólares e não ter um estabelecimento comercial?

 

Questionada quando é que começou a exercer comércio, a declarante respondeu que foi em 1997 no extinto mercado “Roque Santeiro”. Instada a dizer qual era o nome do administrador ou um dos administradores daquele mercado, Teresa Pintinho não soube responder. “Eu ia vender, não ia para saber o nome dos administradores do mercado, porque nunca me interessou”, atirou.

Novamente questionada pelo juiz da causa sobre a existência ou não dos três milhões e 700 mil dólares, a declarante respondeu que o dinheiro não era todo dela, mas também de suas sócias, que nenhum dos seus familiares conhece, e que dos 3,7 milhões de dólares apenas 70 mil dólares eram dela.

 

O juiz pediu a declarante para citar o nome das suas sócias, mas Teresa Pintinho recusou-se a fazê-lo, o que fez com que a defesa pedisse a prisão imediata por desobediência, subscrita pelo Ministério Público, embora este último defenda que ela responda pelo mesmo crime em liberdade.

 

O banco não queima dólares

 

Fernando Monteiro no auto de interrogatório falou da origem e o dono do dinheiro que, é o Estado angolano e não a sua mulher, como ela afirmou em tribunal. Por esta razão, a defesa também pediu a prisão de Fernando Gomes Monteiro, uma vez também por ter mentido em Tribunal, ao dizer que foi preso por causa das armas apreendidas em sua casa, quando, quer a esposa como o filho disseram esta semana em Tribunal que o mesmo foi preso por ter sido acusado de desvio de kwanzas.

 

Esta versão vem sustentar a tese dos réus de que naquela manhã, o dinheiro apreendido era em kwanzas e não em dólares.

 

O Novo Jornal ouviu um especialista do BNA, que pediu anonimato, tendo o mesmo confirmado que Fernando Gomes Monteiro estava preso, porque fazia parte de uma comissão do B.N.A. encarregue de queimar o dinheiro deteriorado. Nesta óptica, o B.N.A. não manda queimar dólares, mas sim kwanzas. Esta afirmação encontra respaldo no teor da douta acusação, que foi lida no dia 10 de Fevereiro do ano em curso na primeira sessão desse julgamento.

 

Também esta semana foi ouvido Gomes Fernando Pintinho Monteiro filho de Teresa Pintinho, que acabou por contrariar as suas anteriores declarações prestadas na Procuradoria Geral da República, colocando mesmo em causa o trabalho de investigação realizado por aquele órgão da administração da justiça, quando afirmou que o que ali estava escrito nem tudo correspondia com o que ele disse na altura.

 

Solicitado a confirmar se a assinatura aposta nos autos era sua ou não, respondeu positivamente, justificando a sua anterior afirmação de que as contradições aqui verificadas resultam do facto de não lhe terem lhe sido dadas as declarações para ler antes de assinar. Acrescentou que a advogada que aparece como sua defesa a assinar os autos nunca foi sua mandatária judicial, nem a conhece.

 

A ser verdade tais afirmações põe em causa a seriedade da instrução desse processo e reforça a tese dos réus inicialmente apresentadas, segundo a qual muitos deles foram obrigados a assinar declarações que nada tinham a ver com o que declararam.

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