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Escrito por Kamba de Almeida
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Quarta, 31 Agosto 2011 04:24 |
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José Eduardo dos Santos inaugura aeroporto do Huambo
O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, reinaugura nesta terça-feira, dia 30, o aeroporto Albano Machado, da cidade do Huambo, depois da conclusão das obras de reabilitação e da sua modernização. 
Para o efeito, o Chefe do Executivo angolano é aguardado às primeiras horas de terça-feira, na cidade do Huambo, onde igualmente vai testemunhar o reinício da circulação dos comboios dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB), a partir da cidade portuária de Lobito (Benguela).
O aeroporto da cidade do Huambo foi encerrado em Maio deste ano, para obras de reestruturação.
Durante os trabalhos teve lugar a reabilitação dos quatro quilómetros e meio da pista principal, com a colocação de uma nova camada de betão betuminosa, bem como a colocação de novos meios que garantem maior rapidez na comunicação entre a torre de controlo e os aviões.
A reabilitação do aeroporto da cidade do Huambo incluiu ainda obras de engenharia civil, bem como intervenção nas redes de distribuição de água e electricidade, permitindo assim a melhoria de trabalho, conforto e segurança aos passageiros.
Com esta intervenção e com os novos meios técnicos, o terminal do aeroporto Albano Machado tem agora uma capacidade para 600 passageiros hora, assim como possui uma aérea comercial com três lojas e um restaurante.
Melhoria das condições de trabalho, acomodação de passageiros, segurança e operação aeronáutica foi o objectivo da empreitada.
Depois da sua reinauguração, o aeroporto Albano Machado começa a receber, a partir de quarta-feira próxima (dia 31), as aeronaves da companhia aérea angolana TAAG.
De acordo com fontes oficiais os voos terão lugar as segunda, quarta-feira e ao sábado, na rota Luanda/Huambo/Luanda, enquanto a quinta-feira o trajecto será Luanda /Huambo/Menongue/Luanda.
Já a sexta-feira e ao domingo, a aeronave da companhia fará o percurso Luanda/Huambo/Ondjiva/Luanda e Luanda/Ondjiva/Huambo/Luanda.
Presidente da República desloca-se de comboio
O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, deslocou-se hoje de comboio da estação de “São Pedro” para a estação principal do Huambo, numa extensão de cerca de três quilómetros.
Na curta viagem, o Presidente da República foi acompanhado pela primeira-dama, Ana Paula dos Santos e por membros dos governos central e provincial.
A deslocação do Presidente foi seguida por uma multidão de pessoas.
ANGOP/RE
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Escrito por Kamba de Almeida
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Quarta, 31 Agosto 2011 04:21 |
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Um milhão de casas em 2008 - Talvez dois milhões em 2012
Nem depois dos oitenta e tal por cento conseguidos nas eleições deixam o MPLA em paz. Será preciso o quê? 110%? Se é isso bem poderiam ter avisado. É que com mais um pequeno esforço lá se chegaria...
Eu sei que o Presidente angolano, não eleito e há 32 anos no poder, José Eduardo dos Santos, disse no dia 6 de Outubro de... 2008, que o Governo ia aplicar mais de cinco mil milhões de dólares num programa de habitação que inclui a construção de um milhão de casas.
O chefe de Estado angolano discursava em Luanda na cerimónia que assinalou o Dia Mundial do Habitat, que a capital angolana acolheu, sob o lema "Construindo Cidades Harmoniosas", numa iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU).
A construção de um milhão de casas para as classes menos favorecidas de Angola e jovens foi, aliás, uma das promessas da então campanha eleitoral mais enfatizadas pelo Presidente da República de Angola e do MPLA, partido que governa o país desde 1975.
José Eduardo dos Santos admitia, modesto como é, que "não seria um exercício fácil", tendo em conta que o preço médio destas casas, então calculado em cerca de 50 mil dólares. Apesar de tudo, com a legitimidade eleitoral de quem só não passou os 100% de votos porque não quis, assegurou que "já se estava a trabalhar" nesse sentido.
No seu discurso de então, Eduardo dos Santos observou que a escolha de Luanda para acolher o acto central do Dia Mundial do Habitat tinha a ver com o reconhecimento pela mais alta instância internacional (ONU) da filosofia e estratégias definidas pelo Governo angolano no seu programa habitacional para o período 200/2012 e que já estava, disse, a ser aplicado.
"O objectivo dessa estratégia é proporcionar melhor habitação para todos, progressivamente, num ambiente cada vez mais saudável", disse Eduardo dos Santos. Não sei se ainda alguém se recorda disso... Mas se não se recorda, para ao ano irá ouvir a mesma história.
Nesta perspectiva considerou que o executivo de Luanda estava em "sintonia" com as preocupações e a "visão" da organização das Nações Unidas, quando coloca como questão central, como necessidade básica do ser humano, fundamental para a construção de cidades e sociedades justas e democráticas, a questão da habitação.
Ora nem mais. A habitação como barómetro de uma sociedade justa e democrática.
Segundo Eduardo dos Santos, "em Angola, como em quase todo o mundo, o fenómeno da urbanização veio acompanhado de grandes problemas ambientais, tais como a produção de resíduos domésticos e industriais, a poluição, o aumento do consumo da energia e água e o surgimento de águas residuais".
"Para evitar ou minimizar-se esses problemas impõe-se a adopção de uma política ambiental rigorosa e abrangente", apontou o presidente, garantindo que o combate ao caos urbanístico que se instalou nas cidades e no território em consequência da prolongada guerra civil, está a ser feito através de modelos integradores, geográficos, económicos e ambientais.
A atenção estava, ainda segundo o dono do país, centrada na "construção ilegal e não autorizada" e também numa política que procura "evitar assimetrias regionais e o abandono do interior".
Eduardo dos Santos frisou ainda que as "linhas de força" traçadas pelo Governo estão orientadas para uma "cooperação activa" entre a administração central e local do Estado, entre o sector público e o privado, com vista à execução de uma nova política que contribua para "a geração de empregos, para o desenvolvimento harmonioso dos centros urbanos, para a eliminação da pobreza e da insegurança, e para a eliminação também das zonas degradadas e suburbanas".
Em termos de discurso é caso para dizer que nem Ben Ali, Hosni Mubarak, Robert Mugabe, Hugo Chávez, Muammar Kadhafi ou José Sócrates diriam melhor.
O presidente anunciou igualmente na altura (2008) que será "cada vez mais acentuada" a preocupação com a urbanização das cidades angolanas e que serão "incentivadas políticas que diminuam a circulação automóvel nos centros dos grandes aglomerados urbanos.
Foi bonito, não foi? É quase poesia. Tão bem escrita e declamada quanto o facto de numa Assembleia Nacional constituída por 220 deputados, o MPLA ter 191. Ou melhor, a UNITA ter 16 deputados, o PRS oito, a FNLA três e a ND dois.
E tudo isto graças ao beneplácito e respectivo altruísmo do regime que não achou necessário ter mais de 100% dos votos, apesar de em várias assembleias de voto terem aparecido mais votos do que votantes.
Orlando Castro
A força da razão acima da razão da força
http://www.altohama.blogspot.com
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Escrito por Kamba de Almeida
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Terça, 30 Agosto 2011 05:00 |
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Navegação à Angola (Conselhos de Agosto)
Aceitei o repto instigado por alguns de vocês para escrever com regularidade uma coluna com os meus conselhos à navegação em Angola e no continente. Até hoje surpreende-me a enorme aceitação que tenho recebido sobre algumas das minhas escritas esparsas na sociedade. Surpresa maior é notar que a grande maioria de comentários nas redes sociais que tenho acedido são de pessoas jovens que provavelmente fazem parte da “geração da independência”. Fazem-me muitas perguntas desde curiosidades da guerrilha, sobre os acontecimentos de 27 de Maio de 1977, ao estado da economia nacional ao bem estar social dos Angolanos, as convulsões sociais no continente, etc.
A essência dos meus conselhos incidir-se-á às pessoas da minha geração e anterior para que possamos deixar um bom legado aos nossos filhos, de facto “a nossa geração cumpriu o seu papel” (cit. ). A audiência central são os jovens que possam fazer melhor dos destinos do País com a experiência e sapiência das pessoas da minha geração.
Como mandam os nossos costumes em África, sirvo-me de conselheiro não por indicação formal de alguém mas pelo “direito” consuetudinário que a nossa cultura confere aos Mais Velhos: o de aconselhar; fazendo fé que tenha alguma utilidade para as nossas sociedades.
Na recta final do período de guerra em finais da década de 90 o Camarada Presidente constatou que a corrupção era o segundo maior mal da nossa nação depois da guerra, nada mais certo. A 21 de Novembro de 2009 (na abertura da XV SESSÃO ORDINÁRIA DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA) o Camarada Presidente sentenciou este e outros males que nos afligem com as seguintes palavras: (cit.)
“...MPLA aplicou timidamente o princípio da fiscalização dos actos de gestão do Governo, quer através da Assembleia Nacional, quer pela via do Tribunal de Contas.
...Esta circunstância foi aproveitada por pessoas irresponsáveis e por gente de má fé para o esbanjamento de recursos e para a prática de actos de gestão ilícitos e mesmo danosos ou fraudulentos.
...Penso que devíamos assumir uma atitude crítica e auto-crítica em relação à condução da aplicação da política do Partido neste domínio.
...O melhor é comprometermo-nos com uma espécie de “Tolerância Zero”...”
Como militante a minha atitude critica e auto-crítica vai no sentido de aconselhar o Camarada Presidente sobre alguns dos actos destas “pessoas irresponsáveis” e de muita “má fé” que têm praticados “actos de gestão ilícitos e mesmo danosos ou fraudulentos” para nação e manchando a imagem do nosso partido. Cada vez menos acredito nas boas intenções e militância destas pessoas no nosso partido, no entanto, utilizam o nosso partido para tais praticas.
Com aprovação da lei da probidade administrativa (45 artigos no seu todo) reforçou-se o quadro legal para travar, de uma vez por todas, os actos fraudulentos destas pessoas maldosas com acesso ao erário público de acordo com o Camarada Presidente.
Por hoje gostaria de me ater ao Gabinete de reconstrução Nacional (GRN - vulgo Gabinete dos Bilhões) e algumas das consequências da nossa relação bilateral com a Republica da China.
Consultei a informação contida no OGE desde a criação do GNR, via Ministério das Finanças (www.Minfin.gov.ao), e notei que é, provavelmente, a entidade do estado que mais fundos públicos recebeu desde a independência de Angola (excluindo o próprio Ministério das Finanças por razões óbvias) mas que, no entanto, nunca prestou contas a nação. Ele nasceu em Outubro de 2004, refundou-se em Maio de 2010 (de acordo com o decreto 44/10) e foi extinto em 2011(o decreto 44/10 também extinguiu o GOE para depois refundá-lo em 2011: pura confusão administrativa), que coisa mais estranha. Consultei a informação disponibilizada próprio GRN no facebook (http://www.facebook.com/pages/Gabinete-Reconstrução-Nacional-Angola/106960242693441) e quase confundi-o com um Gabinete de Advogados, isto é, muita conversa e, de números quase nada, principalmente dos bilhões de dólares das linhas de crédito com a China. Portanto, este Gabinete foi sempre um nado morto, morreu como nasceu... em silêncio! A reconstrução de Angola deve ser uma tarefa de todos e não alguns poucos iluminados no Exército, até porque não é este o papel dos militares.
A nossa relação com a China no plano estratégico e de visão futuro foi a melhor opção para o sufoco financeiro em que nos encontrávamos depois do fim do conflito armado. No plano operacional noto que as coisas não têm corrido muito bem. A parte Chinesa definiu claramente que pretende ter acesso aos recursos naturais que os nossos países detêm para alimentar monstro económico interno na China, no entanto, para nós em Angola, nunca ficou muito claro o valor económico e tipo de vantagens domésticas nesta relação bilateral com consequências futuras importantes. De acordo com os números dispersos são cerca de USD18bn negociados com a China em linhas de crédito, questiono o número de novos postos de trabalho criados ao longo deste período na proporção dos empréstimos, quais são as mais valias alcançadas para o sector mais dinâmico da economia: o privado. Questiono seriamente a qualidade de algumas destas infra-estruturas, questiono o envio de presidiários de lá para cá (aconteceu o mesmo nos primórdios da colonização Portuguesa); não aprendemos a lição da historia. Hoje temos mão de obra Chinesa a competir connosco em serviços que agregam pouco valor à economia que deveriam ser prestados por Angolanos sem desculpas.
Ao ser verdade as revelações do antigo Embaixador Americano em Angola Dan Mozena através do correio diplomático Americano(vide “wikileaks”) e as últimas noticias publicadas pela prestigiada revista, que trata de assuntos económicos, políticos e sociais, “The Economist” que o negócio com a China – China International Fund (CIF) - é opaco e beneficia grandemente alguns poucos indivíduos em Hong-Kong e Angola poderemos estar perante algo muito grave, que lesa a economia de Angola sem precedentes – e que carece de uma reflexão publica do Executivo - .
Se notarmos, nos últimos tempos os países que entraram em ebulição no Norte de África e outras paragens têm um traço comum: FALTA BEM ESTAR SOCIAL; outras mais razões são evocadas tais como desemprego e falta de oportunidades para os nacionais; a nossa relação com a China ficou centrada no “hard-stuff / betão armado” e deixaram para as calendas gregas o “soft stuff / as pessoas ”, não se acautelou a protecção e promoção de novos postos de trabalhos em Angola e a protecção das empresas nacionais. Em 2008 o nosso partido prometeu criar cerca de 1.300.000 novos postos de trabalhos até a presente data estima-se ter-se criado até 250.000 novos postos de trabalho, a relação com a China poderia ser o mantra para estimular a economia nacional rumo ao desenvolvimento real para Angola.
OS CONSELHOS DO GENERAL:
3) Não fazer letra morta dos pronunciamentos do Camarada Presidente na abertura da XV SESSÃO ORDINÁRIA DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA em 2009;
4) Fazer cumprir o postulado na lei da probidade administrativa a todos níveis da sociedade Angolana;
5) Para o bem da transparência e aproximação da acção do Executivo: publicar as declarações de bens Art. 27º revogando os números 6 e 7 do mesmo artigo;
6) Precisa-se moralizar mais a sociedade, o cidadão comum sente-se traído pelos políticos;
7) Fazer um balanço das actividades incluindo a contabilidade do Gabinete de Reconstrução Nacional;
8) Reequilibrar a relação bilateral com a China;
9) Esclarecer ao Público a relação entre a CIF e entidades privadas angolanas.
Manuel Paulo Mendes de Carvalho(Pakas)
Icolo e Bengo, Agosto de 2011
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No mês especial para os “Agostinos” uma saudação distinta - reparo que temos algo em comum: somos “virgens” de acordo com o zodíaco -.
Diz mais: “... atitude reservado ... até obsessão ... observadores... Podem parecer as vezes frios, e de fato lhes custa fazer grandes amigos...”
Referências:
1.Discurso do Camarada Presidente a 21 de Novembro de 2009 (na abertura da XV SESSÃO ORDINÁRIA DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA);
2.Lei Nº 3/10 (de 29 de Março) da Probidade Pública;
3.Gabinete de Reconstrução Nacional (http://www.facebook.com/pages/Gabinete-Reconstrução-Nacional-Angola/106960242693441);
4.Ministério das Finanças (www.Minfin.gov.ao);
5.Decreto presidencial Nº 44/10 de 7 de Maio;
6. The Economista 13 de Agosto (China International Fund - The Queensway syndicate and the Africa trade China’s oil trade with Africa is dominated by an opaque syndicate. Ordinary Africans appear to do badly out of its hugely lucrative deals.);
7. Wikileaks: Correio Diplomático dos EUA - Embaixador Dan Mozena Dezembro 2010;
8. Horóscopo – Zodíaco Internacional.
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Escrito por Kamba de Almeida
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Terça, 30 Agosto 2011 04:57 |
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A violência do governo do Mpla-Jes
Notícias - Opinião
“A LIBERDADE não se decreta, nem se concede. A liberdade conquista-se LUTANDO e aprende-se praticando-a, cometendo erros” - A. Marinho Pinto. Bastonário da ordem dos advogados de Portugal.
Cada um colherá o que semear. – Apostolo Paulo para os Gálatas.
A VIOLÊNCIA POLICIAL.
Todos vimos estupefactos, imagens na Euronews de imigrantes africanos em Itália manifestarem-se de forma violenta, contra as autoridades Italianas por estes propositadamente não ‘atenderem’ céleres as suas reivindicações de legalização migratórias, os Africanos em Itália manifestando-se furiosos, fizeram parar o trânsito e o tráfego de uma das linhas férrea, e armando-se com o que tinham ao seu alcance, fundamentalmente pedras, “fizeram recuar” (fiquei estupidificadamente PASMO!) um contingente da Policia, que foi obrigado a emitir “S.O.S.” para um dispositivo mais preparado para o efeito; “coisas do cinema Holliwoodesca? Não foram imagens real a vivo e a cores”.
Os africanos acima mencionados, fizeram uma ‘coisa’ que nos respectivos Países, não o fariam ainda que fossem pagos “com ouro” para o fazerem, pois sabiam que as respectivas polícias dos seus Países, não pestanejariam sequer para “puxar das armas e fazerem o gosto ao dedo e a sanha insensivelmente assassina que caracteriza as mais diversas policias Africanas”.
Em Angola? Aqui seria pior, a policia Angolana é a mais violenta e insensível das policias de África (talvez por Angola – e os Angolanos - ter protagonizado o mais longo conflito armado de África, quiçá do mundo), lembram-se do kupapata na cidade do Huambo, que em pleno dia e via pública, foi sumariamente abatido a tiro por um agente da policia trânsito, por alegadamente o primeiro ter desferido uma ‘chapada’ ao agente? O comandante provincial da polícia, veio ao terreiro anunciar, que o acto do agente da polícia, foi (pasme-se) em LEGITIMA DEFESA… outro exemplo?
A semanas atrás um agente da polícia nacional em plena cidade de Luanda, abateu um cidadão que procurava aflito por água, o agente assassino explicou quando indagado; “pensei que fosse gatuno” (e esta?! – Então, é gatuno? “bala com ele”), outro exemplo? Lembram-se dos dois jovens atores que em pleno dia foram mortalmente baleados simplesmente, porque os super zelosos, polícias pensaram tratar-se de gatunos e trataram de baleá-los pelas costas (?!), - outros gatunos? “Mais bala com eles” - mais exemplos da grotesca e insana indolência violenta da polícia nacional? …UFFF são milhares, acontecem TODOS OS DIAS. A Policia nacional (PN) em Angola, AINDA não esta preparada (volvidos10 anos de paz) para lidar com o povo e com as populações, fazem recurso fácil das armas, e apertam ainda mais fácil o gatilho, são autênticos ‘fazedores’ da violência gratuita, pois que provavelmente quanto mais violentos e insensíveis mais são recompensados ou promovidos, pois raramente ‘vimos’ os tais assassinos a soldo da insanidade gratuita serem castigados exemplarmente pelo ‘juízo’ da casa.
Uma acção como a descrita no inicio, protagonizado por (ainda mais) estrangeiros contra a policia em Angola? Todos seriam sumariamente baleados com varias rajadas de metralhadoras e bazucadas a mistura, (a PN vai ao encontro das populações até com armas pesadas, como se fossem para um teatro de guerra pura e simples). O Estado de Emergência seria implementado a oposição ou a UNITA acusada de instigadora, e os manifestantes acusados de ‘desejarem’ o regresso a guerra, o espírito do 27 de Maio seria desenterrado com centenas de milhares de prisões, torturas e assassinatos por todo o País.
Vejamos o recente exemplo da manifestação pública e pacífica, de alguns residentes do Kilamba Kiaxi, que reclamavam por uma necessidade básica; Luz eléctrica, por não disporem destes serviços há 10 anos, a policia chamada ao local para efeitos de organização e quiçá protecção, ao invés de enquadrar a população, ‘malhou’ na mesma, desferindo um intenso tiroteio par o ar, os manifestantes, reclamavam por um direito de TODOS inclusive de muitos agentes policiais residentes na zona, provavelmente alguns integraram também a coluna do efectivo chamado a conter a manifestação, com muitos tiros a mistura… porque? Para que?
A violência em Angola, é institucional o Governo semeia e produz violência “as toneladas a cada minuto/hora”, ilustrado na sua gritante e maligna incompetência e instigação a actos de contínua corrupção. Onde?!.. Em todo o lado, olhamos para o zungueiro, para o anónimo que passa ao nosso lado, para o automobilista irritado, para o agente da PN que procura impaciente uma vítima, para o vendedor(a) de pincho envolto na poeira, para o rostinho das crianças que pululam na via pública, a miséria que grassa nos bairros dos pobres, no olhar perplexo e amargurado dos idosos, enfim!..
Um governo que é incapaz de dialogar com as suas populações, incapaz de ‘buscar’ e ouvir o contraditório, a ‘outra versão’, inábil de produzir bem-estar para as suas populações, incompetente no combate a corrupção, inapto de produzir Alegria é bestialmente um governo BESTA e criminosamente violento. Tal governo legitima potencialmente os governados a exigir a demissão de tais sádicos incompetentes.
Não é sem razão que os Países que têm agenda política obscura com relação aos seus cidadãos nacional e torridamente inversos a democracia e ao direito cívico, recorram ao expert ‘Angola’ para a formação da sua polícia, nenhum País com boa governação recorre a Angola, para a formação da sua polícia, pois que esta não é exemplar, a não ser no que concerne a reacção violenta as manifestações popular e a cega e suicida defesa ao partido governante, Países como por exemplo; Cabo-verde e Botswana, jamais iriam recorrer a PN Angolana para a formação das suas respectivas polícias.
A polícia Angolana esta ultrapassada no tempo e no espaço, esta localizada ainda nos meandros da ‘era Soviética’ do chamado interesse do partido acima dos interesses do Estado e das populações, ou de confundir os interesses de Estado com os Partidário, assim como acontece com o regime e a Policia da Síria de Bachir Al-assad que não se coibiu de matar cerca de 2’000 co-cidadãos, atirando as responsabilidades para os grupos extremistas. Onde já ouvimos e vimos comportamento semelhante?
As manifestações cívicas hoje – Quem esta a salvo delas?
Quando as manifestações desencadeavam-se no mundo árabe (a primavera Árabe), ninguém suspeitou que o ‘vizinho’ Israel, ver-se-ia a braços com uma potente manifestação (a mais vigorosa em 30 anos), e que alguns países da Europa fossem de igual modo sacudidos também pelas mesmas – será que Israel atirou as responsabilidades para terceiros (aproveitando a deixa) para os extremistas do Irão ou da Síria, inimigos viscerais de Israel?
Angola registou movimentos tímidos nesta direcção, imediatamente o governo atirou as responsabilidades para os países ocidentais, ao estilo (pupilos do mesmo mestre) ou imitando o Bachir Al-assad da Síria, os governantes Angolanos, prometeram “muito cacete e mão dura aos manifestantes contra o regime” o tipo de manifestações que ‘tais tipos’ toleram é o da bajulação ao ‘divino guia’ e não o da critica, e da exigência a direitos cívicos elementares.
Não permitir que as populações se manifestem pacificamente, é também uma forma de violência. Vejamos o ultimo exemplo do governo Angolano, ao não permitir que agentes dos movimentos cívicos, que pretendiam realizar uma conferencia em Luanda, a par da conferencia regional da SADC, foram sumariamente recambiados para os seus países de origem, no intuito único de; não permitir a realização da referida conferência paralela.
Na SADC, os únicos países realmente democráticos são; a Africa do sul, Botswana, onde os agentes cívicos têm de facto ‘livre circulação’, não permitir a livre circulação de agentes cívicos, é contribuir para a continuidade da violência.
O EXEMPLO DA GRÃ-BRETANHA!
De forma um tanto ou quanto inesperada irromperam no epicentro da democracia; Reino Unido, as mais violentas manifestações que há memória naquele País, as mesmas tendo irrompido em Londres, em pouco tempo alastrou-se para o País inteiro.
Reino Unido, está indubitavelmente a dar uma sofisticada lição de como lidar com as manifestações populares mesmo quando elas parecerem FORA DO CONTROLO, as manifestações naquele País quase que ameaçou a estabilidade democrática do país e do governo. Vemos por exemplo como Bachir Al-assad da Síria, reagiu a manifestações puramente pacíficas (nem tiveram nas duas ou três primeiras semanas, 1/3 da gravidade e violência do Reino Unido, neste lapso de tempo o balanço de mortos já se cifravam em cerca de 100), o balanço naquele país Árabe já vai em cerca de 2’000 mortos e cerca de 3’500 presos. As populações na Síria, face a mortandade provocada insensível e gratuitamente pelas forças governamentais, teve que organizar-se para defender-se da matança planificada, tal ‘auto-defesa’ foi apelidada de “grupos extremistas”
Vejamos um outro País Africano; Uganda, as populações manifestaram-se protestando pela alta dos preços dos produtos básicos, como tais manifestações foram ‘apadrinhadas’ pela oposição, o Presidente ordenou ‘malhar com toda a força’ os manifestantes, provocando logo nas primeiras 48 horas cerca de 12 mortos e centena e meia de feridos e outros tantos presos. O mesmo aconteceu no Malawi e Senegal, manifestações “ de baixa intensidade” com duração de cerca de 24 horas, ‘produziu’ cerca de uma dezena de mortos, e milhares de prisões, e todos nós sabemos das condições satanizadas das chamadas prisões em Africa; O Inferno é o Paraíso, se comparada com as mesmas.
Quantos mortos iria ‘provocar’ se os 1’000 Angolanos se manifestassem a semelhança do que esta acontecendo no RU? De certeza, logo no primeiríssimo dia, 900 Angolanos estariam mortos e mais de 500 presos (iriam prender inclusive os familiares e amigos das pessoas ‘localizadas’ na manifestação) vejamos o exemplo das recentíssimas demolições em Viana, um cidadão que manifestou-se indignado a equipa que estava demolindo sua residência (quem o faria de modo sorridente?) foi simplesmente baleado.
Estamos conversados!
Any people anywhere, being inclined and having the power, have the right to rise up, and shake off the existing government, and form a new one that suits them better. This is a most valuable - a most sacred right - a right, which we hope and believe, is to liberate the world. – Abraham Lincoln
Nguituka Salomão
Angola24horas.com
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Escrito por Kamba de Almeida
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Segunda, 29 Agosto 2011 05:39 |
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O interesse nacional acima de tudo
Os países regem-se por normas claras que visam garantir harmonia social, desenvolvimento económico, paz e estabilidade. O exercício da cidadania está na base dos direitos, liberdades e garantias. E tudo junto só é possível se existir uma consciência nacional assente nos valores históricos e culturais de cada povo.
Ao longo dos últimos 50 anos, os angolanos combateram para o fortalecimento de uma consciência nacional para que Angola fosse mais do que um território moldado ao sabor dos interesses dos ocupantes e não caísse nas armadilhas montadas pelas potências coloniais: o tribalismo e o racismo.
Nos últimos 35 anos, Angola conseguiu construir um país e uma pátria. Mas nunca ninguém deu facilidades a este país. Tudo o que tem, aquilo que conseguiu construir, foi à sua custa.
As grandes realizações nacionais só foram possíveis quando os angolanos souberam pôr em primeiro lugar o interesse nacional. Em nome desse interesse, que alguns consideram pura figura de retórica, se chegou ao dia 11 de Novembro de 1975. Foi para responder ao interesse nacional que milhões de jovens angolanos defenderam a pátria, entregando as suas vidas e derramando o seu sangue.
Os angolanos têm orgulho na sua nacionalidade e no seu país porque gerações de angolanos deram o melhor que tinham pelo interesse nacional. Fizeram a paz de Nova Iorque e Luena, em nome do interesse nacional. Realizaram eleições livres e justas. Construíram a mais importante rede viária de África. Reconstruíram milhares de quilómetros de linhas ferroviárias. Abrem todos os dias escolas e centros de saúde. Garantem a todos o pão de cada dia. Conquistaram o respeito de África e do mundo. Mas tudo isso só foi possível porque angolanos geniais deram as suas vidas e consentiram sacrifícios pelo interesse nacional.
A Assembleia Nacional aprovou uma Constituição que é elogiada por gente de todos os quadrantes e que orgulha os angolanos. Angola adoptou um modelo político que garante estabilidade e cooperação entre os órgãos de soberania. Conseguiu expandir o investimento público e ampliar o Estado Social, ao mesmo tempo que o mundo está a sofrer a mais grave crise social e económica da era moderna. Nem durante a II Guerra Mundial se registaram tantos desempregados no mundo. Mas em Angola a economia cresce e são criados todos os dias postos de trabalho.
Todo este sucesso só é possível e invejado porque os angolanos têm uma noção muito clara do interesse nacional. Ainda bem que tudo é assim. Porque quando essa consciência adormece, acontecem tragédias como aquelas que estão a viver os povos do Egipto, da Tunísia e da Líbia. Interesses estrangeiros esmagaram o interesse nacional e as riquezas desses países esfumam-se rapidamente porque a unidade foi posta em causa. A soberania foi seriamente abalada e os direitos fundamentais drasticamente comprimidos porque as clivagens sociais são imensas. Os interesses da OTAN e de um modelo ocidental - que até a Europa e os Estados Unidos nos dizem estar em crise - são incompatíveis com o interesse nacional desses países.
Entre nós temos “políticos” que nos deixam dúvidas se sabem o que significa o interesse nacional. Têm tudo, mas tudo o que têm foi-lhes oferecido precisamente por aqueles que criticam. Aprendi que o cúmulo da miséria moral é a deslealdade e a falta de patriotismo. E que um ser humano sem pátria jamais é livre. Num país hipotecado a interesses estrangeiros não há liberdade de imprensa, não existem debates, a riqueza vai para os ocupantes, a dignidade dos povos é espezinhada, não há nada.
Angola nasceu como país independente e cresce em paz e democracia porque o interesse nacional foi colocado acima dos interesses individuais e as forças que apostaram na submissão do povo angolano foram derrotadas pela vontade popular. Que primeiro falou pelas armas e depois foi a vez do voto.
Os angolanos têm o dever de defender a liberdade e a democracia que as gerações anteriores nos legaram. E esses valores só fazem sentido se Angola continuar o seu caminho e aproveitar os benefícios da integração regional.
Há relativamente pouco tempo, milhões de habitantes da África Austral olhavam para o futuro e só viam opressão, ódio, humilhação, mortes e repressão. Hoje basta olhar para o lado para vermos a esperança e a felicidade em Angola e na região.
Quem se habituou a viver com pouco e nada, dá valor ao que hoje a África Austral tem. É tanto que não cabe sequer nos melhores sonhos.
Estamos em época de alargar os horizontes e passar a ver para lá do pequeno espaço que nos rodeia. É preciso trilhar o caminho do desenvolvimento, mas é necessário, também, preservar o que foi conseguido com muito sacrifício, não estragar o que foi feito, mesmo com erros, aprender a salvaguardar o interesse de todos. Não estraguem o que foi feito!
José Ribeiro
Jornal de Angola
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Escrito por Kamba de Almeida
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Segunda, 29 Agosto 2011 05:37 |
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Trabalhadores dos Bombeiros em Luanda clamam por segurança de trabalho
Segundo funcionários ligados ao Comando Central dos Serviços de Bombeiros, a segurança de trabalho para os empregados daquele órgão ligado ao Ministério do Interior contínua dramático.
A fonte diz que nos bombeiros central não existe uma cozinha e que fazem as refeições numa “casota de chapa”, e com pouca qualidade higiénica “nós nem sabemos mais o que fazer, até porque os chefes conhecem esta realidade, esperamos que resolvam este problema”.
“P´ra nós, outro grande problema é o facto de colocarem na porta da caserna masculina, os corpos que ali cumprem velórios” afirmou a fonte.
Segundo uma fonte junto ao Gabinete de Sebastião Martins, o Comandante Nacional do Serviço de Bombeiros e Protecção Civil, comissário António Vicente Gimbe, atende directamente com o Ministro do Interior, retirando as competências do seu Vice para a Protecção Civil e Bombeiros, Eugénio Laborinho.
Angola24horas.com
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