Jun 18
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Entrevista com Kenny Buss PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Marlene Deque   
Sábado, 15 Junho 2013 02:54
 

  "...as rádios e televisões não cumprem com este direito do autor, para além disso, nos prémios nacionais nunca há categoria de artista e compositor ..."

 

A Rádio Cultura Angolana entrevistou o autor da música de sucesso,Amor Mwangolé,o músico e compositor Cleef Massukeni António Cazevo,de nome artístico Kenny Buss,do grupo Warrant.B, do qual fez parte,Edy Tussa.
 
Kenny Buss despertou para música ao 6 anos de idade,não tem qualquer formação musical mas o seu talento natural não o deixam ficar mal.Está a preparar ao seu primeiro álbum a solo, cujo o titulo está ainda por definir.

Muitos conhecem Kenny Buss apenas como cantor mas a sua veia de compositor brilhante é digna de registo e deve ser reconhecida por todos os angolanos.Porque pra além de ser uma mais valia para a nossa música, pelo seu contributo evidente na sociedade,é de salientar o papel que tem na consolidação da cultura de forma global.

O compositor (neste caso também letrista) é aquele que inventa a música e materializa as palavras imprensas num papel dando-lhes vida,estas por sua vez influenciam comportamentos durante gerações. Já viram o tamanho da responsabilidade?

Por isso insistimos na importância da valorização de todos aqueles que criam arte no verdadeiro sentido da palavra,como é o caso de Kenny Buss. Felizmente este reconhecimento chegou, através da sua nomeação para o Angola Music Awards,na categoria de melhor compositor,com a música Amor Mwangolé interpretada por Eddy Tussa.

Nomes como Yuri da Cunha,Eddy Tussa,Puto Português,Karina Santos,Ary,Toy Cazevo,Nazarina Semedo,Puto Prata,Hady Lima,Titica,e Beto de Almeida, Só para citar alguns,constam todos na lista dos artistas para quem já colaborou com as suas composições.Se dúvidas existissem quanto ao talento de Kenny Buss estas ficam dissipadas.
 
 
 
 
RCA: Angola, é hoje um país melhor?
 
KENNY BUSS:Sim é um país melhor, temos estado a evoluir muito em vários sectores desde o cultural,a outras áreas sociais, posso dizer que é um orgulho ser angolano.

RCA: É conhecido como cantor,está ligado ao grupo Warrant B mas há uma faceta que muitos não conhecem do Kenny,que é a de compositor.Pode indicar-nos nomes da nossa música com quem o Kenny Buss já colaborou com as suas composições musicais?
 
KENNY BUSS: É verdade é um lado que já tenho desde o grupo, uma boa parte das composições do grupo era eu que compunha , embora só agora estejam a sair a público. Quanto aos músicos com quem já trabalhei estão nomes como,Yuri da Cunha,Eddy Tussa,Puto Português,Karina Santos,Ary,Toy Cazevo,Nazarina Semedo,Puto Prata,Hady Lima,Titica,Dr Booper,Beto de Almeida,Dj Mania ,Zé Borge,Naice Zulo e Bc,Master Jack e outros que em breve estarão no mercado, desde o hip hop ,zouk, semba,como é o caso de Aldareth Neto, uma da vencedoras do concurso Angola Encanta.

RCA: Sabemos que muitos compositores preferem o anonimato mas outros lutam para o reconhecimento público.O que acha que falta no mercado musical angolano para que os compositores sejam mais valorizados e reconhecidos?
 
KENNY BUSS: É uma questão de se fazer cumprir a legislação, no artigo 18,a linha A, sobre direitos morais é bem explicita, infelizmente as rádios e televisões não cumprem com este direito do autor, para além disso, nos prémios nacionais nunca há categoria de artista e compositor .

RCA: Quando é que o Kenny passou a interessar-se por música,teve alguma formação musical?
 
KENNY BUSS: Desde os meus 6 anos de idade que ficava a ouvir em minha casa,ensaios de artistas como Gaby Moy ,Robertinho,Proletário e até a Mama Lurdes Vandunem, com o meu irmão e meu pai que me criou António Cazevo (Toy Cazevo).E ouvia muitos discos de vinil, foi também nesta época que comecei a fazer imitações, depois fiz o casting na rádio, para cantor pió, isto em 89 mas saí reprovado, na altura já escrevia  pequenas músicas, depois surgiu o rap por influência do meu mano, residente nos Estados Unidos que envia-me discos e cassetes .Não tive formação musical.

RCA: Neste momento está com algum projecto artístico?
 
KENNY BUSS: Sim estou com um projecto musical ou melhor vários, porque não paro. Ainda neste mês vou colocar a música promocional para difusão do video e rádio, com o nome de lagoa, que pertence ao meu primeiro álbum a solo, cujo o titulo está indefinido.

RCA: Na sociedade angolana são muitos aqueles que acusam alguns músicos de preocuparem-se mais em fazer bons vídeo clipes do que propriamente com o conteúdo das suas músicas.Partilha dessa opinião?
 
KENNY BUSS: Humm...que posso dizer?Acontece, as vezes...mas não são todos. Tem muita gente que se preocupa e muito, mas a vida é assim não somos bons em tudo, então temos de improvisar .

RCA: Tem algumas reticências relativamente aos artistas que não têm um estilo musical definido,por exemplo hoje cantam rap amanhã cantam kizomba, ou sente que na arte não deve haver limites desde que as pessoas se sintam bem com o que fazem?
 
KENNY BUSS: Não tenho, desde que façam bem, se for só por fazer não concordo, acho que cada um devia ficar onde é mais forte .Embora esta pergunta para mim caia sempre como "suspeita" porque sou um dos que faz música no modo universal, não o digo por estilo.Desde que tenhas dom, podes sempre fazer porque também acredito que haja artistas que nasceram com a música, em vez de um estilo musical .

RCA: Apesar de um notável desenvolvimento da nossa música,muitas pessoas ainda reclamam de uma certa "mesmice" na música angolana.Acha que os artistas em Angola arriscam pouco,preferindo muitas vezes jogar no seguro ou o próprio mercado assim o obriga?
 
KENNY BUSS: É algo muito complicado, na música, na arte, a evolução e inovação são bem-vindas mas é preciso muito cuidado, principalmente no nosso mercado em que as pessoas gostam de coisas características, o nosso mercado não é fácil, eu tenho visto muita coisa igual mas também muita coisa nova,algumas bem recebidas e outras não.

RCA: Como lida com as criticas de muitos angolanos que consideram que a maior parte dos artistas em Angola,são pouco combativos relativamente as questões sociais e até de natureza política?
 
KENNY BUSS: ahahahahahahah,quanto as criticas sobre o desinteresse social dos artistas,é impossível falarmos disso porque os músicos angolanos só cantam sobre problemas sociais. A questão politica tem muito a ver com a preferência de cada um, existem factores históricos neste país que fazem com que muitos preferiram não se intrometer ,mas existem músicos que o fazem e que são muito bons.

RCA: Temos uma Cultura rica?
 
KENNY BUSS: Todas as culturas são ricas e a nossa é riquíssima!

RCA: Que conselhos darias aos jovens que sonham em ser compositores,sobretudo em Angola,que particularidades vês no nosso mercado musical que devem ser compreendidas e relativizadas para que uma música funcione em Angola?
 
KENNY BUSS: Digo a todos os jovens que é necessário fazerem música com amor e terem talento, antes de procurarem uma escola musical.Para que as músicas funcionem é preciso escrever sobre situações que nos rodeiam porque o angolano adora tudo que o identifica.

RCA: Neste momento o que diz o seu coração?
KENNY BUSS: Eu amo todos os angolanos.O Meu nome é Cleef Massukeni António Cazevo.
Data de nascimento: 02/03/80
Nome artístico: Kenny Buss
Grupo musical Warrant.B
Obrigado por tudo valeu.

Muito obrigado Kenny Buss por nos ter concedido esta entrevista
desejamos-lhe muitos sucessos na sua carreira e felicidades.
 
 
 
 
Fonte: Rádio Cultura Angolana e Angofama 
Por: Marlene Deque

 

 

Actualizado em Sábado, 15 Junho 2013 19:33
 
Entrevista com Gutto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Marlene Deque   
Terça, 11 Junho 2013 11:04

"Falta uma estrutura profissionalizada, disciplinada e que imprima uma dinâmica de rigor e profissionalismo a industria do entretenimento"

 
A Rádio Cultura Angolana entrevistou o músico angolano Gutto,antigo membro do grupo Black&Company, hoje com uma carreira a solo, vive em Angola
Gutto é conhecido não só pela sua brilhante carreira como músico mas também pelas letras inteligentes e inspiradoras que acompanham a sua musica.O músico prepara-se para a Edição de um DVD do show Unplugged em Luanda marcado para Agosto, e em Outubro teremos o lançamento do seu novo álbum de originais .Gutto está neste momento ligado ao,Estúdio da Home Family na Vila Alice, depois de muitos anos radicado em Portugal.
Sobre Angola o musico diz estar satisfeito com a forma como foi recebido e acredita no crescimento do nosso país.
 
 
 
 
 RCA: Angola, é hoje um país melhor?
 
GUTTO: Qualquer País que sobrevive a uma Guerra fratricida e encontra a Paz, é uma País melhor. Podíamos discutir se podia estar ainda melhor ou de forma mais rápida e equitativa, mas naturalmente são sempre questões subjectivas.
Acredito no potencial de Angola e principalmente dos Angolanos, o tempo é de cultivar e semear... A colheita virá com o tempo.
 
RCA: Todos sabemos que este meio mais do que outros não é um meio fácil. Qual o segredo para se manter durante tanto tempo na musica?

GUTTO: Muita teimosia e acima de tudo amor pela Musica. Tentei sempre ser humilde e fazer o melhor possível com o que tinha a disposição . Tentei ser sempre verdadeiro e consistente.
 
RCA: Neste momento o Gutto está com algum projecto artístico?

GUTTO: Tenho em carteira a Edição de um DVD do show Unplugged em Luanda já em Agosto, e em Outubro o lançamento do meu novo álbum de originais . Entretanto continuo a produzir nos Estúdio da Home Family na Vila Alice.
 
RCA: Guto ainda mantém contacto com os elementos do grupo Black and Company,existe alguma possibilidade de voltarem a reunir-se?
 
GUTTO: Mantenho contacto pessoal com o Makkas e o Bambino e contamos ainda este ano estar juntos em palco, se possível em Angola.
 
RCA: Uma vez que o Gutto viveu muitos anos fora do nosso país,como é recebida a sua musica em Angola,sente alguma diferença ou indiferença na forma como é tratado?

GUTTO: Sinto em Angola um grande carinho e apreço pela minha carreira e são muito frequentes as demonstrações de afecto . A minha Musica já era muito bem recebida muito antes de viver em Angola.
 
RCA: Nome de uma artista feminina angolana com quem gostaria de fazer um dueto.
 
GUTTO: Já tive o prazer de fazer um dueto ao vivo com a Edmázia uma das melhores vozes do panorama musical neste momento. Por outro lado seria interessante um dueto coma Yola Semedo.
 
RCA: O Gutto gosta de semba e kizomba?

GUTTO: Gosto , oiço , danço e recomendo ...
 
RCA: Na sua opinião o que falta neste momento a musica angolana?

GUTTO: Falta uma estrutura profissionalizada , disciplinada e que imprima uma dinâmica de rigor e profissionalismo a industria do entretenimento . Assim como um mercado da Musica e da cultura que funcione realmente segundo as leis do mercado para que os preços não sejam inflacionados e para que novas empresas e produtoras sejam incentivadas e nasçam . Só da diversidade e da competição se alcança um novo patamar de qualidade e criatividade.
 
RCA: Temos uma cultura rica?

GUTTO: Riquíssima e sub-aproveitada, e se não tivermos mão na nossa riqueza cultural impulsionando o seu conhecimento e aprimorando a sua divulgação com qualidade, corremos o risco que outros países e culturas o façam por nós , tirando eles proveito de algo que é singularmente nosso!
 
RCA: O Gutto sentiu e viveu o racismo na pele durante os anos que viveu em Portugal?

GUTTO: O racismo existe, e permanece latente e vivo. Não posso dizer que tenha sido dos africanos que mais sofreu desse preconceito . Mas sei o que ele é e a diferença que pode fazer na vida de quem é diferente da maioria.Na verdade e infelizmente o preconceito existe em todo lado inclusive aqui em Angola e deve ser combatido sob todas as suas formas.
 
RCA: Como vê hoje a crescente presença de portugueses em Angola?

GUTTO: Vejo de forma positiva, desde que seja uma forma ajudar a desenvolver o País . O mundo actual esta globalizado sendo normal a circulação de conhecimento , valor e mão de obra especializada, porque não há-de Angola usufruir desse conhecimento e know-how desde que não importe injustiça e benefícios desajustados relativamente aos trabalhadores e habitantes locais. Mais do que particularizar os Portugueses, devemos receber de braços abertos todos que vêem de boa-fé com valor e força para construir um país melhor .

A Rádio Cultura Angolana agradece ao Gutto pela entrevista cedida, deseja muitos sucessos na carreira e felicidades.
 
 
Fonte: Rádio Cultura Angolana e Angofama 
Por: Marlene Deque

 
Quarteto angolano realiza concerto lírico em Luanda PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Redacção   
Quinta, 30 Maio 2013 14:32
Quarteto angolano realiza concerto lírico em Luanda

Luanda – O quarteto de músicos angolanos licenciados pelo Instituto Superior de Artes de Cuba realiza na quinta-feira (30), na Liga Africana de Amizade e Solidariedade com os Povos (LAASP), em Luanda, o seu segundo concerto de música lírica, no quadro do projecto “masterclass”, em curso até 29 deste mês.
Segundo o tenor barítono Gomes Domingos, que falava nesta segunda-feira à Angop, o show contará com a participação do grupo musical angolano Bantu Voice e da pianista cubana Lizandra Rodriguez.
Frisou que o repertório terá composição da ópera “Cosi Fan tutti”, de W A Mozart e Ch'ella mi creda, da ópera A fanciula del ueste de Puccini, a ser interpretado por Emanuel Mendes e “Non pui andrai”, da ópera Flauta Magica de W.A Mozart, interpretado pelo lírico Bruno Neto.
Faz igualmente parte deste almanaque a área de “Tamino”, da ópera Flauta Mágica do compositor austríaco acima referido, que será cantada por Gomes Domingos, bem como “Se vuol ballare”, da ópera Bodas de Fígaro de W. A. Mozart e “Come Paride vezzoso” da ópera Elesir D'amor de Gaetano Donizetti, a ser cantada por Armando Zibungana.
“Gomes Domingos e Bruno Neto vão cantar o duo para tenor e barítono intitulado Au fond du temple saint, da ópera Os pescadores de Pérolas do compositor francês G. Bizet”, explicou, acrescentando que Emanuel Mendes e Armando Zibungana interpretarão o duo para tenor e barítono, intitulado “Mimi tu piu non torni”, da ópera Bohem do Giacomo Puccini.
Num segundo bloco, acrescentou, o quarteto cantará temas africanos de Teta Lando e Franco, numa fusão com o grupo Bantu Voices.


 
Bonga e Don Kikas animam festa do Dia de África em Toronto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Redacção   
Quinta, 30 Maio 2013 14:29

Bonga e Don Kikas animam festa do Dia de África em Toronto

Ottawa – Os cantores angolanos Barceló de Carvalho “Bonga” e Emílio Camilo da Costa “Don Kikas” foram as atracções do festival Fest “Summer 2013”, realizado, este final de semana, na cidade canadiana de Toronto, em alusão ao 25 de Maio, Dia de África.


O espectáculo, promovido pela organização angolana “Massemba Productions”, aglutinou os angolanos residentes nas cidades de Toronto, Ottawa, Oshawa, Hamilton, Mississauga, Kitchener, Saint Catharines, Scarbourough, Oakville (província de Ontário), Montreal e Gatineau (província de Quebec), bem como outros cidadãos.


Bonga fez "estremecer" a sala com alguns clássicos do seu repertório musical que incluem, entre outros temas, “Mariquinha”, “Agua Rara”, “Comeram a fruta”, “Mulemba Xangola”, “Xota galinha”, “Olhos Molhados”, “Kisselengenha” e “Fruta de Vontade”.

A misturar-se à boa música de Bonga esteve o seu sentido de humor que levou a plateia ao "delírio" ao lembrar algumas cenas de Angola e dos angolanos.

Já Don Kikas brindou a plateia com as faixas “Sexta-feira”, “Semba da Largada” e “Amor de Ninguem” que fazem parte do seu mais recente trabalho discográfico intitulado “o Regresso à Base”.

Don Kikas proporcionou "uma viagem ao passado" ao recordar algumas canções que fizeram sucesso no início da sua carreira, como “Sedução”, “Dá-me um beijo baby”. Interpretou o clássico angolano “Umbi Umbi” (derivado do folclore angolano), e outros temas do seu álbum Sexy Baby e Pura Sedução.

Além dos dois consagrados da música angolana, foram convidados alguns músicos nacionais e estrangeiros locais, bem como um disc jockey para animar a noite dedicada à fundação, em 1963, da Organização da Unidade Africana (OUA), rebaptizada, em 2001, de União Africana.

No final do espectáculo, os cantores tiveram um momento de confraternização com o embaixador de Angola no Canadá, Agostinho Tavares, com quem trocaram impressões sobre o país.


A realização do “Fest Summer 2013” contou com o apoio institucional da Representacao Diplomática de Angola no Canadá.

 
UNAP trabalha na organização do sector artístico em Angola PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Redacção   
Quinta, 30 Maio 2013 14:25

UNAP trabalha na organização do sector artístico em Angola

Luanda- O secretário-geral da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), António Tomás Ana “Etona”, afirmou hoje, em Luanda, que a instituição trabalha para a organização do sector artístico no país, de modo a conferir maior dinâmica ao mesmo, em especial, na estruturação do sistemas de venda de obras.

Etona, que fez esta afirmação à Angop quando questionado sobre o desenvolvimento das artes plásticas angolanas, referiu que a estruturação do mecanismos de venda é fundamental, pois vai permitir uma maior exigência da associação para com os outros intervenientes nas “artes do belo”.
“Se tivermos o sistema montado, já podemos dizer que estamos aqui, somos tantos e a partir daí podemos ser procurado para atender o mercado que é muito vasto. Estamos a falar de um país com 18 provinciais e nessas províncias está-se a construir muitas casas”, asseverou.
Sublinhar que há poucos artistas plásticos para atender os diversos investimentos que estão a ser feitos no país.
Por essa razão, Etona fez saber que está-se a fazer um trabalho muito abrangente de cadastramento, identificação e catalogação dos criadores, onde se incluirão os artesões, para que as obras dos mesmos possam ser adquiridas pelos vários projectos habitacionais do país.
A UNAP, como entidade de utilidade pública, indicou que tem muito labor a fazer para levar avante o desenvolvimento dos planos culturais do Executivo, fazendo com que, ao invés dos artistas irem atrás dos clientes, seja a agremiação a fazê-lo com maior vantagem.    
“ No entanto, a UNAP não estará a centralizar todas as acções sobre o progresso da arte, mas deverá ser organizadora da estrutura do sistema artístico-plástico. Isto fará com que seja mais fácil ao cliente encontrar o artista e comprar as obras em função do preço estipulado por este criador, preço este que deverá ser compatível com o mercado”, salientou.
A UNAP, criada a 8 de Outubro de 1977 por um conjunto de artistas plásticos e intelectuais, onde se destacam nomes como Victor Teixeira “Viteix” e Henrique Abranches, tem por finalidade a promoção e divulgação da produção artística nacional.
Cerca de 100 artistas plásticos são membros da UNAP.



 

 
José Kafala prepara lançamento do primeiro CD a solo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Redacção   
Quinta, 16 Maio 2013 06:10
José Kafala prepara lançamento do primeiro CD a solo

Luanda - O músico angolano José Kafala informou hoje, em Luanda, que irá apresentar no final deste ano o seu primeiro CD a solo, com vista a lançar a sua carreira no mundo da música.
Em declarações à Angop, deu a conhecer que pretende com esse trabalho homenagear alguns artistas nacionais que deram o seu contributo para o desenvolvimento da música ao longo dos anos, nomeadamente Elias Diakimuezo, Calabeto, Artur Adriano e Lordes Van-Dúnem.
Avançou que ainda não escolheu o título da obra, mas que será um disco duplo com 11 e 12 faixas musicais cada um, interpretadas em vários ritmos nacionais.
Segundo o artista, após vários anos de dueto com o seu irmão Moisés Kafala, chegou o momento de mostrar o seu novo projecto musical aos seus admiradores.
Informou que está a relançar a sua carreira, preparando uma série de espectáculos em várias casas de show, para divulgar as suas novas canções.
José Kafala começou a dar os primeiros passos musicais nos anos 60, formando com o seu irmão Moisés Kalafa a dupla Kafala Brothers. Contam no seu repertório com os álbuns “Ngola”, “Salipo” e “Bálsamo”.

 
Novo disco de Puto Português sai entre Agosto e Setembro PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Redacção   
Quinta, 16 Maio 2013 06:05

Novo disco de Puto Português sai entre Agosto e Setembro

Luanda - O mais recente disco do cantor angolano Puto Português, segundo no estilo Semba e quarto de carreira, será lançado entre os meses de Agosto e Setembro, com 13 temas, apurou hoje a Angop.
A obra, cujo título ainda se desconhece, terá como ritmo de eleição o Semba, estando a produção do mesmo em fase conclusiva em estúdios norte-americanos, portugueses e franceses.
Contou com a participação de músicos como Yuri da Cunha, Carlitos Chiemba, Livongh e Cervantes.
Músico há 11 anos, Puto Português fez dupla com Nacobeta, com o qual gravou dois discos. “A Dupla”, em 2008, e “Kuduru is Life”, 2009.
Abandonou o parceiro e o estilo kuduro em 2010, partindo para uma nova aventura junto de Paulo Flores, Yuri da Cunha, Pedro Kabenha, Eddy Tussa, Bonga e Proletário.
A aposta para o estilo Semba começou com o disco “Geração do semba”, uma “jogada” que multiplicou os shows do cantor e rendeu-lhe o estatuto de “filho do Semba”.

 

 


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