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Escrito por Kamba de Almeida
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Quinta, 12 Janeiro 2012 08:40 |
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Artista angolano apresenta pinturas do 'Isidronismo' no Brasil
O artista plástico e poeta angolano Isidro Sanene inaugurou, esta terça-feira, no Centro Cultural Padre Eustáquio, Brasil, uma exposição individual, em que apresenta pinturas inéditas do “Isidronismo”, um movimento filosófico e naturalista criado em Benguela em 2009.
Em entrevista à Angop, por telefone a partir de Belo Horizonte, Isidro Sanene avançou que nesta exposição são apresentadas pinturas do “Isidronismo”, sendo três com a técnica acrílica sobre tela, sete em óleo sobre tela e duas com técnica mista.
Segundo o artista plástico, da amostra fazem parte os temas “Óvulo do cosmo”, “Mwanapó-máscara do povo lunda”, "Blue line”, “Pensador”, “Guerrilhas do dia”, “Triplise ómega”, “Em busca do segredo”, “Big bang”, “Bestas” e “Mitos e acasos”.
Referiu que se trata da terceira exposição, com obras de âmbito filosófico e teológico que se realiza com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, devendo estar patente ao público até ao dia 30 de Janeiro.
Acrescentou que a exposição tem apoio cultural da fundadora do Museu Nacional da Poesia (Munap) no Brasil, Regina Mello, e visa trazer ao mundo uma nova visão artística e poética, baseada sobretudo na metafísica teológica.
Para o artista, o mundo está a perder o senso de admiração e com esta exposição se pretende mostrar que ainda é possível criar e apreciar as obras grandiosas do processo criativo divino.
“Gostava de mostrar ao mundo que realmente a arte precisa de passar da imitação para criação, tal como nos séculos passados”, asseverou Isidro Sanene.
O artista, que se encontra desde 2011 no Brasil para continuar as suas pesquisas artísticas, os seus estudos em filosofia e mostrar a sua arte, estudou pintura em Portugal e Angola, tornando-se professor de pintura no Núcleo de Jovens Pintores de Benguela.
Conceituado pelo artista plástico José Júnior “Ducho”, o movimento "Isidronismo” foi criado há dois anos em Benguela pelo artista Isidro Sanene, sendo uma filosofia naturalista, metafísica teológica sobre o princípio da criatividade, tendo como matéria o azul.
Isidro Sanene, de 23 anos e nascido em Benguela, tem obras em acervos internacionais, com destaque para Portugal, França, Estados Unidos da América, Brasil e Zâmbia.
Na poesia, Isidro Sanene publicou em 2009 “Utopia das Marés”, sob chancela da editora angolana KAT com sede em Benguela.
Actualmente, o artista participa no Brasil da “Antologia de Ouro Museu Nacional da Poesia” organizada por Regina Mello, Editora Anome.
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Escrito por Kamba de Almeida
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Quinta, 05 Janeiro 2012 09:25 |
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Artistas angolanos expõem obras em Portugal
“1ª Paragem: Lisboa” é o título de uma exposição de arte contemporânea dos artistas plásticos angolanos Lino Damão e Nelo Teixeira, a ser inaugurada a 11 deste mês, em Lisboa, na Rua Marquês de Subserra.

Lino Damião disse que a exposição, que fica aberta ao público até 11 de Fevereiro, marca o início de périplo que os artistas vão fazer por Moçambique, Brasil e Angola para expor as suas obras.
“O nosso objectivo com essa exposição é de mostrar à comunidade lusófona o trabalho que estamos a realizar a nível das artes plásticas, sobretudo a pintura a óleo sobre tela”, disse Lino Damião.
Formado em pintura e escultura nas oficinas da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), Lino Damião nasceu em Luanda em Fevereiro de 1977 e trabalha sobretudo em pintura e gravura.
Muito cedo começou a desenhar e pintar, tendo frequentado o curso de desenho no Ex-Barracão, o curso de pintura e a primeira oficina de gravura na UNAP.
Frequentou o atelier do grande mestre Victor Teixeira (Viteix). É membro Fundador da cooperativa Pró-Memória dos Nacionalistas e membro da União Nacional dos Artistas Plásticos. Participou em diversas exposições, das quais se destaca a primeira bienal de jovens criadores da CPLP, na cidade da Praia, Cabo Verde, em 1999, a bienal de jovens criadores da CPLP, no Porto, Portugal, em 2000, no projecto ArteModa-2002, oficina de criação com Kotas e Kandengues, no projecto Galarte no Elinga Teatro, entre 2000 a 2006, e Trienal de Luanda.
Realizou várias exposições individuais com destaque para “Cores, Cómicos e Contrastes”, no Lebistrot Luanda (1999), “Manchas e contornos”, na Galeria Cenarius (2000); “Liberdade”, no laboratório Nacional de Cinema Luanda (2002), e recebeu o prémio de pintura de UNAP, em1998, e menção honrosa do Prémio Ensarte, em1996.
Nelo Teixeira, formado em pintura e escultura, em 2000, participou no Workshop de Pintura em Vidro orientado por Jean Luc no Salão da UNAP. Teve participação cenografia nos filmes “Heroi” e “Cidade vazia”. Participou em várias exposições colectivas na Celamar, Humbiumbi, Elinga Teatro, Soso Arte Contemporânea e Associação 25 de Abril.
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Escrito por Kamba de Almeida
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Quinta, 05 Janeiro 2012 09:22 |
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Monumento aos mártires da repressão
A localidade do Quéssua, em Malange, acolhe esta quarta-feira o acto de apresentação do projecto de construção do memorial para os mártires da repressão colonial, a ser erguido na localidade de Teka dya Kinda, na região da Baixa de Cassanje, onde ocorreram os massacres de 1961.

De acordo com o governador de Malange, Boaventura Cardoso, a edificação do referido memorial está inscrito no Programa de Investimentos Públicos para o presente exercício económico.
Em visita ontem às obras do bairro social da Juventude, Boaventura Cardoso destacou a importância histórica do 4 de Janeiro, data consagrada aos mártires da repressão colonial.
Na ocasião, o governador apelou à juventude a participar no evento, por se tratar de uma “data de elevado significado histórico e que deve ser recordada e lembrada por todos os angolanos”.
Em 1961, o bispo da Igreja Metodista Unida da Conferência Anual do Leste de Angola, José Quipungo, tinha 11 anos de idade e testemunhou os acontecimentos registados na Baixa de Cassange. “Eu vi com os meus olhos e aos 11 anos de idade pessoa nenhuma esquece o que aconteceu e este acontecimento foi tão trágico que marcou muito profundamente toda a minha geração”, disse o bispo José Quipungo.
Segundo o bispo da Igreja Metodista, os acontecimentos de 4 de Janeiro de 1961 são lembrados com profunda tristeza. “A pior coisa que pode acontecer a um povo é as crianças assistirem a coisas terríveis como aquelas que aconteceram. Eu vi na companhia do meu pai e com muitos outros amigos mais velhos sentados na Cotonang, em Xá-Muteba, e isto ocorreu naquela manhã de 4 de Janeiro em toda a Baixa de Cassange”, salientou.
Quanto à designação do 4 de Janeiro como data de celebração nacional, o bispo José Quipungo mostrou reservas, mas assegurou que “aquilo que a Nação acha importante deve estar em primeiro lugar”.
Por seu turno, o presidente da Associação da Baixa de Cassange, Joveta Nzage Longo, disse estarem em curso negociações que visam repor a data como feriado nacional.
JQuipungo disse que os acontecimentos de 4 de Janeiro de 1961 intensificaram o sentimento de revolta dos angolanos e relançaram a luta contra o colonialismo português, dando lugar à Independência Nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975.
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Escrito por Kamba de Almeida
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Segunda, 02 Janeiro 2012 09:59 |
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Inauguração da Casa de Cultura Agostinho Neto em destaque na agenda da semana da cultura
Luanda - A inauguração, no dia 8 deste mês, da Casa da Cultura Agostinho Neto, marcará a agenda das actividades inerentes à Semana da Cultura Nacional, cujo acto central acontece de seis a nove na província do Bié.
Segundo uma nota de imprensa do Ministério da Cultura (Mincult) chegada hoje (domingo) à Angop, a construção da infra-estrutura enquadra-se no Programa de Melhoria e Aumento da Oferta dos Serviços Sociais Básicos à População, tendo como função manter a juventude informada sobre os feitos de Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola, que por sinal morou na referida residência, agora requalificada, bem como trabalhou nesta região como enfermeiro na década dos anos 1960.
A abertura da casa permitirá também resgatar o passado histórico da nação, bem como influenciará a sociedade desta comunidade e, não só, a conhecer melhor sobre a vida e obra do maior poeta de Angola. O museu Agostinho Neto está localizado no bairro Catraio, arredores da cidade do Kuito.
Ainda de acordo com o programa, estão previstos seminários sobre gestão de arquivos, dinamização cultural, gestão de património edificado e classificado, línguas nacionais e gestão cultural.
A delegação da cultura, que será chefiada pela ministra Rosa Cruz e Silva, fará ainda visitas a locais históricos, tais como Cemitério Museu do Kuito, entre outros.
O programa inclui igualmente inauguração de exposições de artes plásticas, sessões de cinema e teatro, descerramento de placa no edifício classificado do CTT, lançamentos de obras literárias e discográficas, feiras de arte e cultura, encontro com os agentes culturais, outorga de diplomas de mérito e de honra a uma empresa de promoção de actividades culturais e a um grupo de teatro.
Consta ainda da agenda uma exposição documental e fotográfica sobre a província do Bié e um espectáculo que contará com a participação de vários artistas angolanos, entre os quais Justino Handanga, Sabino Henda, Bessa Teixeira e Legalize.
O 8 de Janeiro foi aprovado por decreto nº21 e publicado no Diário da República nº 87, I série, de Novembro de 1986, em homenagem ao discurso sobre a Cultura Nacional do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto.
Em 1979, o poeta e Presidente Agostinho Neto, durante a tomada de posse dos corpos gerentes da UEA, fez uma abordagem sobre a Cultura Nacional, que de então a esta parte passou a ser referência fundamental em todas as discussões sobre a problemática da Cultura angolana.
Em reconhecimento ao seu pensamento relativamente aos problemas que se prendem com a cultura nacional, bem como da importância que a cultura possui como um dos elementos constituintes do substrato da unidade nacional e factor essencial na afirmação da soberania do país e promoção do desenvolvimento, foi instituída a data.
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