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Festi Angola 2010, festival da paz angolana enche pavilhão de Lisboa PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Segunda, 12 Abril 2010 20:34

Desmaios, delírios, choros, gritos e aplausos acompanharam os músicos angolanos que durante 12 horas participaram no festival de música angolana "Festi Angola", realizado sábado, em Lisboa, no Pavilhão Atlântico, deixando os bombeiros e a polícia em alerta permanente.

O espectáculo foi organizado pela LS Produções no âmbito das comemorações dos oito anos de paz em Angola e levou 48 músicos angolanos a Portugal, que actuaram para a comunidade angolana.

Muito público veio de longe para participar no festival. Quando eram 11 horas da manhã já muitos fãs da música angolana se aglomeravam à volta do Pavilhão Atlântico. Os músicos começaram a chegar às 14 horas. Nesse momento o tumulto começou. O DJ Kadu animava a multidão que chegava ao pavilhão.

A abertura do espectáculo contou com a exibição do grupo Kilandukilu que, em  sinal de boas vindas, exibiu várias coreografias e alguns minutos de pirotecnia.

A Banda Chamavo, com três temas, foi a primeira a actuar. A seguir subiu ao palco, com “Samba Madie”, o rei da música angolana, Elias dya Kimuezo.
 
O show começava e o pavilhão ainda estava “despido”. Viam-se muitos lugares vazios.
O ambiente aqueceu quando o “Encosta na Parede” das Gingas tocou. As Meninas do Maculusso começaram a sacudir o frio do pavilhão e a aumentar o calor com “Filhas de África”.
 
Lesliana Pereira, Afonso Quintas e Salú Gonçalves, chamaram ao palco o homem dos sete mil fatos, Bangão, que apesar de toda a sua banga, com um fato rosa brilhante, não esteve mais do que dez minutos em palco.
 
O momento foi ainda dos veteranos da música angolana quando actuaram Calabeto, Carlos Burity e Jivago, que fez dançar os presentes com “Avó Tete”. Waldemar Bastos, Bonga e Paulo Flores, que cantou com Tito Paris o tema “Clarice”, vieram depois.
   
Nova geração

O público não parava de cantar e dançar. Milhares de mãos acenavam aos artistas que subiam ao palco. Caló Pascoal cantou “Fim do Mundo”, “Titiriti”, “Meninas de Hoje” e “Princesa Rita”, com a participação de Grace Évora. DL, que dispensa apresentações em Portugal, interpretou o “Telefone” e “Corno Manso”.

Apesar da entrada sem aplausos, Sabino Henda deu o seu melhor em palco para fazer vibrar o público. Ndombolo levou ao palco do Pavilhão Atlântico os ritmos do sul. Entre as grandes vozes femininas, destaque para Yola Araújo e Ary. Noite Dia foi responsável por grande animação com o seu rebolar.
 
Foi uma noite completamente angolana, tudo pela paz que Angola alcançou. Os organizadores levaram também música lírica ao espectáculo, na voz de Celso Mambo, que teve grande aceitação dos presentes. Heavy C, Army Squad, Kalibrados, Aleluia e Dog Murras também subiram ao palco e foram premiados com muitos aplausos.
 
Os responsáveis pelos desmaios no Pavilhão Atlântico foram os Afromen, que fizeram um remix de vários temas. Da mesma forma que rebentou com o Estádio dos Coqueiros, Yannick estremeceu o Pavilhão Atlântico de Lisboa.

A seguir actuou Big Nelo, que não se cansou em palco porque o público fez a sua vez cantando “Hoje é surra”. Anselmo Ralpf, com os seus sons românticos, Yola Araújo com a “Quadradinha”, “Diz que sim”, “Se eu dançar”, “Não é justo” também levaram o público ao delírio. A kudurista Noite e Dia, com “Sele Mamã” “Tá Maluca” e o seu rebolar arrasou a assistência.

Noite e Dia foi a mulher que mais demorou em palco. António Paulino com as danças que lhe são peculiares também teve grande sucesso.

Angolanos pedem bis

Para quem já está há dez anos fora de Angola realizou um sonho porque muitos disseram à nossa reportagem que “ouvir os nossos artistas não é ver”. Julieta Monteiro, natural do Uige, reside há dez anos em Lisboa. “Eu estou muito feliz, porque nunca pensei que um dia podia ouvir Elias dya Kimuezo aqui em Portugal, no palco do Pavilhão Atlântico. Peço que realizem mais actividades de género, porque muitos de nós não podemos voltar, mas se trouxerem a nossa cultura aqui, já vamos sentir-nos em casa”.

Lija santos, residente há 18 anos em Lisboa, pediu mais espectáculos do género: “os artistas, os promotores e todos nós que estamos emigrados saímos a ganhar. Vamos fortalecer as nossas relações culturais se continuarem com projectos como este. Mas peço que da próxima tragam outros kuduristas”.

Paulo Gregório também residente em Portugal, é de opinião que o festival seja realizado duas vezes por ano. “Nós não voltamos ao país por várias razões. No meu caso estou a estudar e sinto saudades. Hoje pelo menos sinto-me como se estivesse em casa”.

O estudante angolano sugere que além da música, se faça em Lisboa um festival com artes plásticas, teatro, cinema e danças de Angola: “se isso acontecer vamos mesmo sentir que estamos em nossa casa”.

Dos 48 músicos escolhidos pela LS Produções que produziu e realizou o Festi Angola 2010, aqueles que arrancaram mais aplausos do público foram os Afromen, Yuri da Cunha, Big Nelo, Anselmo Ralph, Bruno M, Noite e Dia, Yola Araújo, Celso Mambo, Vagabanda e Aleluia.

 

Fonte: Jornal de Angola

Actualizado em Terça, 13 Abril 2010 18:35
 

Comentários  

 
0 #18 epalanga 2010-07-31 11:30
Eu nao foi, mais queria la ir , mais pronto so posso dizer que tava muito bom.porque eu nao foi.Fui
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0 #17 Miguel Ludovice 2010-07-04 15:58
ola
gostava de saber que musica cantou o anselmo ralph, se alguem me puder ajudar agradeço.
obrigado
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0 #16 mateus lucio 2010-05-23 09:26
sou estudante na russia e tenho estado a acompanhar tudo que se trata de angola.li os comentarios e me senti como se la estivesse,sao coisas assim que me levam imaginariamente na terra,espero que aconteca o mesmo ca na russia.estas coisas nos fazem,viva angola.quem nao me conhece de lucio,sou simplesmente vemba...
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0 #15 Antonio Eduardo 2010-05-14 18:04
A festa da paz de angola foi muito organizado foi o melhor que eu nunca vi a comunidade angolana tava muito aniciosa. os musicos angolanos atuarão muito bem eu adorei bué foi muita karga como des o cantor big, nelo os angolano gostarão muito obriga para eles pensarão nos angolanos que tão em portugal.
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0 #14 Naina 2010-05-02 16:08
Sou Angola e resido em portugal a quase 9 anos. Fui ao festival, foi a primeira vez,so tenho a dizer que amei,ver todos os nossos musicos Angolanos, em especial o anselmo, e a perola.
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0 #13 anandia simoes 2010-04-29 19:28
Foi de facto um espectáculo muito emocionante, os cantores surpreenderam-me de forma positiva.
Gostei mais do Paulo Flores e do Eduardo Paim, porque aqueles minutos levaram-me a infancia...também foi para mostrar que angola esta a desenvolver de forma satisfatoria, agora com a paz tudo se torna mais fácil.
Adorei o festival, valei a pena ficar de pé 11h, acho que deviam organizar mais festivais iguais ou melhor
se continuarmos assim, vamos subir cada vez mais...
"ta sair bem"
um kandando para todos mangoles e todos que nos têm no coraçao...
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0 #12 Ratinho 2010-04-25 10:44
Não gostei de como o músico Sabino Henda foi recebido. Parece-me, a mim e a muitas pessoas, que ainda há qualquer coisa de tribalismo ( discriminação tribal ) nos corações, na maneira de estar, no pensamento de alguns angolanos. Que pena. É triste e lamentável tal comportamento vindo principalmente de jovens residentes em Portugal e não só.
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0 #11 Áuria 2010-04-21 16:17
Não existe palavras para descrever o que senti no dia 10 naquele pavilhao...simplisment AMEI! Foi maravilhoxo ver os nossos cantores em cima dakele palco... foram muitas lagrimas...muitos risos...mtas emocoes junta! Tnho a certeza q nao existe uma unica pessoa q diga q nao gostou do espetaculo... tenho o ORGULHO em ser ANGOLANA.

Façam + vezes isso...nos agradecemos!

*amei ver a minha PEROLA E O MEU HEAVY C...
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0 #10 Paulo Campos 2010-04-19 13:52
Citando rosario carvalho:
sou de origem caboverdeana e fui ao festival com umas amigas,simplesm ente AMEI...foi divino espero ir no proximo ano.
foi kargaaaaaaaaaaa aaaa
parabens Angola
Agradeço pela parabenização!
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0 #9 Paulo Campos 2010-04-19 13:51
NA verdade nunca sai de África, sou angolano, Luandense por acaso, tento ao máximo inteirar-me do que nós os angolanos fazemos no exterior em prol da nossa cultura e, ver estes comentários a parabenizar o espectáculo e os textos que chegaram a rolar na mídia, tudo isto deixa-me deveras contente e maravilhado pela nossa capacidade inata de transmitirmos a nossa tão contagiante alegria, bem-estar que no fundo é uma das diversas maneiras que naturalmente temos de mostrar gratidão à Deus por nos ter abençoado tanto e de forma tão sublime..., somos um povo incrivelmente lindo e apesar dos pesares procuramos sempre saber estar e ser! Agradeço (na qualidade de angolano) à todos os comentários saudosos à minha pátria; bem haja, bem haja!
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0 #8 irelma menezes 2010-04-18 19:36
Amei o show foi divinoooooooooo o
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0 #7 rosario carvalho 2010-04-17 20:11
sou de origem caboverdeana e fui ao festival com umas amigas,simplesm ente AMEI...foi divino espero ir no proximo ano.
foi kargaaaaaaaaaaa aaaa
parabens Angola
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0 #6 pedro kibusa 2010-04-17 15:09
aquilo foi karga
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0 #5 pedro kibusa 2010-04-17 15:09
aquilo para mim foi mais que um show foi autentico m fez sentir como se tivesse em angola.olha aqui o pessoal ja pede bis,tanto os angolanos como os portugueses,cab o-verdianos,guine ses santomeses.etc...por favor bis
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0 #4 dama de lisboa 2010-04-17 14:32
Adorei o show espero que se repita muitas mais vezes porque nos ca precisamos disso
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0 #3 chambeth santiago 2010-04-16 18:22
manos eu apenas ouvi na net-rdpafrica bem!chorei estou há30 na tuga.foi muita carga,mesmo é claro só podia ser muangolé.fassam muitos.oubrigado LS.A QUEL ABRAÇO,ESTAMOS JUNTOS.
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0 #2 netcha 2010-04-15 09:40
sim sr. estão de parabéns,foi muito bem organizado com grande leque de artistas fabolosos.Acho que devem continuar ;-).

Parasbéns foi karga










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0 #1 daniela silva 2010-04-14 08:21
estou sem palavras foi muita carga no momento os angolanos surprienderam-me merecem um muito obrigado
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