| Chivukuvuku e 'Gato' fora da corrida à liderança da UNITA |
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| Escrito por Kamba de Almeida |
| Quarta, 16 Novembro 2011 08:51 |
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Chivukuvuku e 'Gato' fora da corrida à liderança da UNITA
Abel Chivukuvuku e Paulo Lukamba “Gato”, dois “pesos pesados” da UNITA, que em 2003 e 2007, respectivamente, perderam para Isaías Samakuva na corrida presidencial desta força política, não vão concorrer para o cadeirão mais alto deste partido no Congresso marcado para Dezembro deste ano, apurou o jornal angolano O PAÍS de fonte próxima do comité preparatório deste conclave. O primeiro, segundo a fonte, “ terá praticamente estabelecido um vínculo com o Bloco Democrático (BD) de Justino de Pinto de Andrade, segundo fonte a ele ligada, aguardando apenas pela sua confirmação pública, enquanto Gato alega indisponibilidade de tempo para dirigir o partido”. Chivukuvuku e Gato foram copiosamente derrotados por Samakuva nos dois conclaves já realizados após a morte de Savimbi, os quais permitiram a conversão institucional deste antigo movimento rebelde em partido político clássico. Abel Chivukuvuku, que sempre aspirou a liderança da UNITA, segundo a fonte, terá sido convidado pelo BD para integrar este partido, sendo possivelmente o “ cabeça de lista” desta nova força política para as eleições de 2012. Já Lukamba Gato, segundo ainda a fonte, manifestou publicamente a ideia de não concorrer à liderança do partido enquanto não consolidar a sua veia empresarial, que desenvolve há mais de sete anos. “ Ele está ligado a um forte grupo empresarial, tem uma empresa de construção civil, juntamente com Marcial Dachala e, no ano passado, numa das reuniões do Comité Permanente da Comissão Política (CPCP), órgão supremo do partido, disse que não iria mais concorrer à liderança da UNITA, sem que esteja equilibrado financeiramente”. A fonte reforçou que a intenção de Abel Chivukuvuku em não mais se recandidatar no próximo Congresso tem a ver com alegadas divergências com o actual líder do partido e alguns membros influentes da CPCP. No entender da fonte deste jornal, Abel sempre advogou para si próprio um tratamento diferente em relação aos demais membros que constituem o “ núcleo duro” desta formação política, fundada em Março de 1966. “Ele sempre defendeu que tivesse um tratamento diferente em relação aos outros membros que compõem a Comissão Política do Comité Permanente, o que tem estado a suscitar reacções muito negativas no seio de outros membros”, revelou, argumentando que em surdina alega ter sido indicado pelo falecido Jonas Savimbi como sucessor, o que, segundo a fonte, não corresponde com a verdade. “O velho Jonas, enquanto em vida, nunca tinha dito que estivesse a preparar o seu sucessor, seja o companheiro Abel ou um outro membro que lhe era próximo”, afirmou a fonte. Entretanto, um alto dirigente do Bloco Democrático disse a O PAÍS serem falsas as informações de vinculação de Chivukuvuku. “Temos gente que não o aceitaria e ele não nos traria ganho algum. Fragilizaria a UNITA e a Oposição e não tiraria votos ao MPLA, poderia era fazer-nos perder alguns votos. O BD tem as suas próprias figuras, não se apresentaria com alguém que o leitorado visse como obsecado pela presidência. Há outras formas de estar na política e nos partidos que não tem que ser forçosamente a busca da presidência, não temos nada em comum”, rematou a fonte.
Só a partir do dia 25 de Novembro é que serão apresentadas as candidaturas oficiais dos que pretenderão concorrer ao cadeirão máximo da direcção da UNITA. |















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