May 17
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Escrito por Kamba de Almeida   
Quarta, 25 Janeiro 2012 10:02

Ministra da Cultura solicita engajamento de todos no combate à proliferação religiosa

Sumbe - A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, pediu hoje, terça-feira, na cidade do Sumbe, província do Kwanza Sul, o engajamento e empenho de todos os sectores da sociedade no combate ao fenómeno ilegal da proliferação religiosa, que considerou estar a perturbar a paz e a harmonia social no país.


Rosa Cruz e Silva fez este pedido no encontro com líderes religiosos, no quadro da visita de trabalho de quatro dias que efectua desde segunda-feira a província.


De acordo com a governante, assiste-se a um crescimento acelerado de seitas e denominações religiosas muitas das quais as suas práticas não se coadunam com o que está estabelecido na Constituição da Republica de Angola.


Na sua óptica, a grande preocupação é que se até ao início dos anos de 1990 havia em Angola cerca de 80 igrejas reconhecidas e poucas não reconhecidas, hoje existem mais de mil denominações religiosas não reconhecidas.


“Não podemos contrariar a fé de cada pessoa, mas a partir do momento em que a sua prática entra em contradição e viola os princípios da lei, temos a obrigação de agir, mesmo que não seja as autoridades. Precisamos de estar juntos e unidos para que possamos cumprir com o que está estabelecido na lei” - frisou.


Acrescentou que muitas destas seitas religiosas apresentam um conjunto de práticas e comportamentos indecorosos e criminosos, como o caso das crianças acusadas de feitiçaria que deve ser combatido.


“O país enfrenta problemas no domínio religioso para os quais teremos de trabalhar juntos para a solução de algumas dificuldades que enfrentamos, nomeadamente com a proliferação das igrejas. Nesta tarefa, nós, governos provinciais, administrações municipais, igrejas e sociedade em geral, temos de estar mais unidos e em sintonia para não dar espaço a estas práticas” - sublinhou.


No seu ver, a questão da proliferação é complexa e difícil, mas que pode ser resolvida pois uma das grandes razões que leva as pessoas a integrar estes movimentos é a ainda a precariedade que enfrentam as comunidades.


No que concerne a problemática das crianças acusadas de feitiçaria, informou que o seu pelouro está a mobilizar recursos para que se faça um estudo profundo sobre o fenómeno, de modo a encontrar propostas de trabalho que solucionem em definitivo a prática.


Apelou às igrejas a prosseguir e aprofundar o seu trabalho para que a extensão e cobertura da sua actividade alcance toda a população de Angola, com vista a pacificação dos espíritos e mudança de consciência.


Neste momento, segundo a governante, os pedidos que têm chegado ao Ministério da Justiça, com conhecimento da Cultura, não têm sido aceites porque nem a documentação nem o conteúdo dos textos cumprem com o legislado.


No Kwanza Sul existem 34 denominações reconhecidas e 67 não reconhecidas.

 


 

 

Comentários  

 
0 #1 António José 2012-03-26 19:48
Senhora Ministra,afinal de contas proliferaçao de Igrejas é um mal? Então o bom é proliferação da corrupção, da droga e de tantos outros males que enfermam a nossa sociedade e dos quais voçês praticamente nuncam falam. Só estão preocupados com as Igrejas. Isto é diabólico.
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