May 17
Ministério da Cultura traça plano de rentabilização de monumentos e sítios PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias
Escrito por Kamba de Almeida   
Sexta, 27 Janeiro 2012 05:48

Ministério da Cultura traça plano de rentabilização de monumentos e sítios

Ebo – A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, afirmou nesta quarta-feira, no município do Ebo, província do Kwanza Sul, que o seu pelouro está a trabalhar numa campanha de levantamento “exaustivo” e elaboração de planos de gestão dos monumentos e sítios existentes na região, tendo em vista a definição de regras de acesso para a sua rentabilização.

Rosa Cruz e Silva, que fez este pronunciamento após ter visitado nos municípios do Sumbe, Amboim, Ebo e Quibala locais de interesse histórico, realçou que a intenção é transformá-los em zonas turísticas, de modo a se obter receitas para o desenvolvimento das regiões em que os mesmos se encontram situados.

Durante a jornada a responsável deslocou-se aos túmulos de sobas locais no Amboim e Kibala e as pinturas rupestres de Ndalambiri, no Ebo, bem como a zona dos hipopótamos, no Waku Kungo, no quadro da sua visita de quatro dias que efectua desde segunda-feira ao Kwanza Sul.

No Sumbe visitou o Fortim e a Fortaleza do Kicombo, Monumento 25 de Março e a Igreja Sagrada Família, locais que carecem de obras de restauro para a sua conservação.

“Em primeiro lugar temos de elaborar um plano de gestão, uma tarefa que incluirá o Governo Provincial, através da Direcção Provincial e o Instituto de Património Cultural. Temos de saber quais são os cuidados a ter para a sua conservação, bem como melhorar as condições de acesso a estes espaços e torná-los em locais turístico" - considerou.

Segundo a ministra, terá igualmente de haver uma articulação importante entre as autoridades governamentais e tradicionais que até ao momento continuam a ser os gestores destes locais.

“Temos de ter um total domínio e conhecimento destes lugares de memória histórica, de modo a podermos dar a conhecer ao mundo, aos jovens e criar condições para que os estudantes se interessem por este tipo de matéria da história antiga de Angola” – frisou.

Nesta tarefa, acrescentou, haverá necessidade de formação de mais quadros na especialidade de arqueologia tendo considerado o número existente ainda insuficiente.

“Por exemplo, houve um exercício para a datação na gruta onde se encontram as pinturas rupestres de Ndalamibiri que não foi concluído. Há ali um vestígio de uma escavação arqueológica que terminou em 1974 pela equipa do professor Carlos Everdosa já falecido. Temos de continuar este trabalho, temos de incentivar os jovens a formarem-se nesta especialidade” – rematou.

As pinturas rupestres de Ndalambiri receberam uma placa de classificação de património histórico-cultural entregue pela ministra as autoridades do Ebo.

Hoje, no término da sua visita, no município da Cela, constatou igualmente o funcionamento da casa da cultura, as bibliotecas municipais e infantil, a Igreja da Nossa Senhora da Assunção e teve uma reunião de balanço com membros do executivo local, antes do seu regresso a Luanda.

Acompanharam a governante os directores nacionais do sector, assessores, uma equipa do Museu de Arqueologia bem como altos funcionários do seu pelouro.
 

 

Deixar comentário

Cdigo de segurança Actualizar=Actualizar
FORM_CAPTCHA_REFRESH