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O cantor norte-americano Robert Kelly poderá voltar a Angola no próximo mês de Dezembro para realizar um show em nome da Casablanca.

Esta hipótese foi aventada pelo empresário Henrique Miguel “Riquinho”, na sequência da polémica que envolveu a sua empresa, Casablanca, e a Unitel/Step, responsáveis pela realização do show que aconteceu sábado passado, dia 28 de Agosto, no Estádio dos Coqueiros.
Riquinho que intentou uma acção judicial junto do Tribunal Provincial de Luanda contra o cantor americano, seus empresários e Karina Barbosa, da Step Models, refere, em carta dirigida ao jornal O PAÍS, que não está descartada a possibilidade de R. Kelly actuar no país ainda este ano, como propuseram os seus empresários, “sem prejuízo dos processos judiciais em curso”.
Esta posição dá-se depois de o autor de “I belive I can fly” ter pisado solo nacional, sexta-feira passada, e actuado nos Coqueiros um dia depois (28 de Agosto) em nome da Unitel/Step, num mega concerto que reuniu perto de dez mil pessoas, para apoiar a selecção nacional de basquetebol que se encontra na Turquia a competir no Mundial da modalidade.
Entretanto, o empresário angolano refere que mesmo assim vai levar a cabo um processo contra R. Kelly e seus empresários nos Estados Unidos por quebra de contrato e apoderação dos 400 mil dólares e indemnizações financeiras e morais de 2 milhões e 500 mil dólares.
Num outro ponto, Riquinho dá a conhecer que R. Kelly foi levado pela Unitel e a Step a actuar no Palácio Presidencial à última hora, dia 27 (data em que inicialmente seria realizado o show promovido pela sua empresa), com o fim único abafar a sua causa.
“A Unitel/Step usou sua excelência Presidente da República como escudo para que R. Kelly e empresários não fossem sentenciados em Angola, tendo sido anulada a providência cautelar que seguia os seus trâmites numa das sessões do tribunal cível de Luanda”, lê-se na carta que refere que os juízes recuaram na decisão para não criar um escândalo diplomático.
O empresário disse que este facto o levará a mover junto do Tribunal Supremo e do Tribunal Constitucional um processo por considerar que a justiça angolana não deu seguimento ao caso “por pressão política”.
Karina Barbosa “trava”
jornalistas R. Kelly desembarcou no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro por volta das quatro horas e trinta minutos de sexta-feira passada, dia 27 de Agosto.
A Unitel e a Step Models promoveram uma conferência de imprensa que contou com mais de uma dezena de jornalistas.
Todos os presentes, para além do prazer de estar ao lado do astro do R&B americano, queriam ver dissipadas as dúvidas em relação a um possível contrato com a Casablanca, de Henrique Miguel “Riquinho”. Acontece, porém, que a directora da Step Models, determinou que todas as questões que fossem colocadas ao cantor tivessem a ver apenas com o espectáculo realizado produzido pela sua empresa.
O mesmo aconteceu no programa Zimbando, da TV Zimbo. R. Kelly fez-se presente ao vivo, mas o apresentador, Armindo Laureano, estava devidamente avisado pela ex-modelo que quaisquer perguntas em relação ao caso Casablanca não seriam respondidas.
Assim ficou o público sem saber se, de facto, terá havido um contacto entre empresários de R. Kelly e da Casablanca, representada, por Riquinho, e se haverá ou não um show do músico em nome desta empresa.
Fonte:Opais
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