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Teta Lágrimas apresenta, amanhã, às 8h00, no Parque da Independência, o seu oitavo disco, produzido em homenagem è memória do irmão, Alberto Teta Lando, com o título de “Letra Chorada”.
O cantor disse, ao Jornal de Angola, que o disco procura analisar, em algumas temas, o actual estado da sociedade angolana, principalmente assuntos polémicos, como a poligamia e o quotidiano da juventude, e que realça, também, o amor.
Com uma tiragem de dez mil exemplares, o disco, afirmou o músico, vai ser apresentado, também, nas províncias de Benguela, Huíla, Cabinda e Moxico.
“Pretendo levar o disco a todas as províncias porque é preciso pararmos de limitar o mercado discográfico a Luanda”, disse.
“Letra Chorada”, que tem dez faixas, nove delas inéditas e a outra com nova roupagem, foi produzido e misturado, em Angola, pela editora Teta Lágrimas Produções Musicais e masterizado em Portugal.
“Keta Chorada”, “Cai Comigo na Noite”, “Tolerância”, “Poligamia”, “Telefona para Mim”, “Vou te Segurar” e “Numa Ilha Só” são temas destacados no disco, que teve a participação técnica de Carlitos Vieira Dias, Betinho Feijó, Isaú, Marabu, Gobliss e do produtor Cláudio Xingue.
“Letra Chorada”, embora só agora seja editado, tem a co-produção de Alberto Teta Lando.
O disco não tem nenhuma participação artística especial, mas emprestam voz ao álbum as coristas Irina Lima e Eneida Marta, disse o cantor, que frisou:“ Decidi apresentar um disco sem nenhum músico como convidado para justificar a longa ausência das lides musicais e defender a fé depositada por Teta Lando em mim”.
Um disco maduro
Em relação ao período de ausência, Teta Lágrimas explicou que foi programado, de maneira a poder amadurecer o “Letra Chorada”.
Teta anunciou que, a partir de agora, durante os próximos anos, vai dedicar-se exclusivamente à música para pesquisar mais as raízes nacionais e poder contribuir na divulgação da cultura angolana.
Abel Lágrimas da Conceição Santos Teta começou a carreira artística em 1975 na província do Uíge, onde fundou a banda “Uíge Show”.
Depois foi para a República do Zaíre (actual Congo Democrático) onde, em 1980, gravou o single “O Mundo Gira”. Esteve também em Portugal e na Holanda, onde produziu alguns dos seus oito trabalhos discográficos. Regressou ao país em 1992.
Fonte: Jornal de Angola |
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