Feb 5
Visita do Papa Bento XVI a Portugal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administração   
Quinta, 13 Maio 2010 21:12

Já no segundo dia da sua visita a Portugal, sob o lema "Contigo caminhamos na esperança", Bento XVI falou ontem de manhã a pessoas ligadas à cultura portuguesa e recebeu, na parte da tarde, o Primeiro-Ministro português, José Sócrates, na Nunciatura Apostólica. Em seguida, o Papa partiu para Fátima, onde foi recebido por milhares de peregrinos que ali o aguardavam.

Durante o seu encontro com gente da cultura e com líderes de grandes confissões não-católicas em Portugal, no Centro Cultural de Belém, Bento XVI proferiu um discurso através do qual ficaram patentes os seus dotes de intelectual, de homem de cultura e de académico que não desaprendeu a arte de bem ensinar, apesar de estar, agora, no “cadeirão papal”.

Saudado pelo famoso cineasta português Manoel de Oliveira, apontado como “legítimo decano dos homens da cultura portuguesa”, na sua alocução, subordinada ao tema “Religião e arte”, o realizador defendeu o fundo religioso da arte e os laços que unem as duas esferas, sublinhando o diálogo necessário entre a cultura, a fé e a razão.


A “estética e a arte derivam da religião, que procura dar sentido à existência humana”, afirmou o mais premiado dos cineastas portugueses. Por seu turno, o Sumo Pontifício, que concordou plenamente com o pensamento de Manoel de Oliveira, referiu na sua explanação que a verdade deve nortear as obras dos intelectuais portugueses, para vencer o pessimismo e a indiferença que marcam a cultura contemporânea.

Para Bento XVI, “o conflito entre a tradição e o presente provoca a crise de valores”, que não dignifica em nada o homem contemporâneo. No mesmo âmbito, esclareceu que a modernidade não deve abalar a fé, e o mundo intelectual português deve insistir no diálogo intercultural e inter-religioso.


No encontro que manteve com o Primeiro-Ministro, o discurso foi diferente. Nele foram abordadas questões pertinentes e actuais da política portuguesa, com realce para a Concordata, assinada entre Portugal e a Santa Sé, instrumento que demonstra as cordiais relações entre o Estado português e a Igreja Católica, num país onde a liberdade religiosa é uma realidade.

Meio milhão de peregrinos na recepção em Fátima

Entretanto, Bento XVI, que ontem chegou a Fátima (a segunda paragem da sua digressão), foi recebido pelos peregrinos portugueses e estrangeiros que o aguardavam. Ainda ontem, logo após a sua chegada, visitou a Capelinha das Aparições, erguida no local onde, em 1917, a Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos, onde esteve em oração por alguns minutos.


Depois, presidiu à reza de vésperas com os bispos, sacerdotes, seminaristas, religiosos e religiosas, na Igreja da Santíssima Trindade, antes de participar na tradicional cerimónia de bênção das velas e de oração do Santo Rosário, na Capelinha das Aparições.  Hoje é o “dia grande” da visita papal, pois Bento XVI celebra Missa na esplanada do Santuário de Nossa Senhora de Fátima.


Na homilia, vai actualizar a significação de Fátima, pelo que deixará mensagens espirituais na celebração eucarística, e de ordem social, no período de tarde, quando reunirá com os agentes da pastoral social.


Antes, às 17h.00, tem encontro com os bispos portugueses. Amanhã de manhã, parte para Porto, onde celebrará missa na Avenida dos Aliados, regressando depois a Roma.

 

Fonte: Jornal de Angola

Actualizado em Terça, 18 Maio 2010 08:27
 

Deixar comentário

Cdigo de segurança Actualizar=Actualizar
FORM_CAPTCHA_REFRESH