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A China manifestou ontem o seu apoio ao acordo sobre o programa nuclear iraniano alcançado na segunda-feira, entre o Brasil, a Turquia e o Irão.
“Consideramos importante e apoiamos este acordo”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Ma Zhaoxu. “Esperamos que isto ajude a promover a solução pacífica da questão nuclear iraniana”, acrescentou.
O acordo prevê que o Irão envie à Turquia 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento (3,5 por cento) e, em troca, receba o material enriquecido a 20 por cento para ser usado em pesquisas médicas em Teerão.
Governos ocidentais que defendem a imposição de novas sanções ao Irão afirmam que o acordo não esclarece a questão central do contencioso com Teerão, que consiste na alegada intenção do Irão de fabricar armas nucleares.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês disse que a China defende “uma estratégia de duas vias”, que passa por manter pressão sobre o Irão procurando, ao mesmo tempo, uma solução negociada. A Rússia também recebeu bem o novo acordo através do qual o Irão vai trocar a maior parte do seu urânio enriquecido por combustível nuclear na Turquia, mas o Presidente do país, Dmitri Medvedev, afirmou que são necessárias mais conversas. “O que foi feito pelos nossos homólogos deve ser saudado. Esta é a política da solução diplomática para o problema do Irão”, disse Medvedev, durante uma visita a Kiev, na segunda-feira. “Temos de ouvir todos os lados, incluindo o Irão, e depois determinar o que fazer em seguida”.
A Casa Branca afirmou que não irá interromper o esforço para endurecer as sanções contra o Irão, apesar do novo acordo de Teerão para a troca de combustível nuclear, assinado com a Turquia e o Brasil. “Isso não muda os passos que nós estamos a dar para responsabilizar o Irão pelas suas obrigações, incluindo as sanções”, disse na segunda-feira o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
Fonte: Jornal de Angola |