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EUA confirmam estar a enfrentar pior desastre ecológico da história PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administração   
Terça, 01 Junho 2010 09:05

O derrame de petróleo no Golfo do México é “possivelmente o pior desastre ecológico” da história dos Estados Unidos, afirmou ontem Carol Browner, assessora para o meio ambiente e energia da Casa Branca.


Em declarações ao programa “Me­­et the Press”, da “NBC”, Browner fez esta afirmação depois de a companhia BP, responsável pelo derrame, anunciar o fracasso dos planos de bloquear o fluxo de petróleo com uma injecção de lodo pesado.

“Isso quer dizer que há mais petróleo a fluir no Golfo do México que em qualquer outro momento da nossa história”, disse Carol Browner, colocando, assim, o desastre acima do naufrágio do Exxon Valdez, no Alasca, em 1989.

A assessora da Casa Branca alertou que é possível que o petróleo continue a fluir até Agosto, quando forem concluídos as perfurações dos dois poços alternativos pela BP, solução apontada como definitiva para o problema. O Governo “está preparado para o pior”, disse Browner, referindo-se à possibilidade de nenhum dos métodos de contenção funcionar e do problema não ser resolvido até que os poços alternativos sejam finalizados.

No mesmo programa de televisão, o director de gestão da BP, Robert Dudley, adiantou que a companhia poderá saber, até ao final da próxima semana, se a nova tentativa para conter o derrame teve ou não sucesso. A nova estratégia prevê serrar, com submarinos robots, o tubo roto do qual sai o petróleo e cobrir o resto com o que é, basicamente, um gigantesco funil, através do qual se projecta passar o óleo a navios na superfície.

Obama irritado
 
O derramamento de petróleo no Golfo do México é “tão irritante quanto doloroso”, afirmou o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Num comunicado, após a companhia petrolífera admitir o fracasso e declarar que vai começar agora um método diferente para tentar conter o derrame, Obama disse que “é evidente que não funcionou” a injecção de lodo e as autoridades federais ordenaram à companhia o fim dessa operação.

O Presidente americano advertiu que o método que vai ser usado agora “não tem riscos, mas nunca foi tentado”. O método, que vai demorar quatro dias para ser posto em funcionamento, será “difícil e demorará vários dias” para poder ser aplicado, sem que também tenha garantias de sucesso, lamentou Obama.

 

Fonte: Jornal de Angola

Actualizado em Terça, 01 Junho 2010 09:14
 

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