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O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, defendeu, quinta-feira, em Mumbai, relações mais fortes com a Índia como “parceiro estratégico”. Zuma falava por ocasião da sua primeira visita a este país da Ásia em pleno crescimento.
O Presidente sul-africano declarou diante de chefes de empresa “o seu compromisso e o desejo firme” de aproveitar as relações desenvolvidas desde a chegada dos primeiros imigrantes indianos à África do Sul, há 150 anos.
Para o Chefe de Estado sul-africano, os dois países, devido às suas economias crescentes, estão melhor colocados para trocarem ajudas nos domínios que vão dos serviços financeiros às tecnologias da informação, passando pelas infraestruturas e pelo transporte.
Aprofundar a parceria estratégica entre a África do Sul e o sub-continente indiano e reforçar as trocas económicas e comerciais entre os dois países, foram os principais objectivos da visita de Zuma, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Fazem ainda parte desses objectivos desenvolver as trocas Sul-Sul para reforçar a voz do mundo em desenvolvimento e a sua capacidade de fazer face às necessidades do seu povo, e demonstrar a importância que a África do Sul atribui às suas relações políticas, económicas e culturais com a Índia.
Durante a visita de três dias à Índia, iniciada quarta-feira e ontem terminada, foram assinados três acordos, dos quais um sobre a cooperação agrícola, outro sobre os serviços aéreos e um outro sobre a cooperação mútua entre a Academia Diplomática do Ministério sul-africano das Relações Internacionais e Cooperação e o Instituto dos Negócios Estrangeiros do Ministério indiano dos Assuntos Externos.
Zuma liderou uma delegação de mais de 200 pessoas e pronunciou, ontem, um discurso diante dos representantes indianos e sul-africanos do mundo dos negócios incentivando-os a alargar os seus laços económicos bilaterais.s trocas comerciais entre os dois países quintuplicaram de 2003 a 2009, passando de seis mil milhões e meio de rands para 33 mil milhões e meio de rands (um dólar americano equivale a sete rands).
Fonte: Jornal de Angola |