| Angola desvaloriza repatriação de portugueses |
|
|
|
| Notícias |
| Escrito por Kamba de Almeida |
| Quarta, 01 Fevereiro 2012 09:32 |
|
Angola desvaloriza repatriação de portugueses O embaixador angolano em Lisboa classificou os recentes problemas com portugueses que pretendiam entrar em Angola de mero “incidente de percurso”. José Marcos Barrica referia-se aos dez portugueses que na passada sexta-feira foram barrados pelo Serviço de Migração e Estrangeiros angolano e repatriados para Portugal, fazendo subir para 23 o total de casos só numa semana. Num primeiro momento, responsáveis do SME justificavam a retenção dos portugueses com a aplicação "rigorosa das boas práticas internacionais quanto ao controlo migratório".
Interrogado sobre os incidentes, à margem de um encontro com empresários portugueses, o embaixador angolano relativizou o episódio, considerando normal o pedido de explicações do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal. José Marcos Barrica procurou desvalorizar os acontecimentos, revelando à Agência Lusa a sua convicção de que este “incidente de percurso” não afetará as que não afetará as "excelentes" relações que considera haver entre Lisboa e Luanda. O acordo de concessão de vistos recentemente negociado entre Portugal e Angola "está a ser cumprido", acrescentou o embaixador. Marcos Barrica deixaria no entanto alguns conselhos a quem pretende deslocar-se a Angola, apelando particularmente à honestidade: "Temos vindo a apelar às pessoas para terem atenção e serem prudentes quando tratam dos documentos. Se eu tiver que viajar para um país em que preciso de um certo tipo de vistos, à partida eu declaro o tipo de visto que preciso, um visto ordinário. Se à entrada me for perguntado e eu não disser que venho passar férias, mas que venho trabalhar, esse visto não serve". O embaixador refazia assim um pedido que o seu país tem deixado "às pessoas, não só para cumprirem os prazos mas para serem o mais honestos possível".
Vistos ordinários impediram entrada Os serviços angolanos justificavam desta forma o impedimento da entrada dos portugueses com a aplicação "rigorosa das boas práticas internacionais quanto ao controlo migratório".
O SME deixou ainda acusações de retaliação por parte do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, ao acusar Portugal de ter vedado a entrada a 21 angolanos, retendo os passaportes, o que foi já desmentido pelo sindicato que representa os inspetores do SEF. |














