| Cavaco Silva quer respeito pelas opções dos angolanos |
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| Escrito por Ricardo Sousa |
| Terça, 20 Julho 2010 19:43 |
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Em conferência de imprensa, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, no final do encontro em privado com o seu homólogo português, Aníbal Cavaco Silva, o presidente angolano disse que a cooperação multilateral com Portugal, assumiu um carácter estratégico desejado pelos dois Estados com uma base sólida de sustentação.
Durante o encontro em privado, José Eduardo dos Santos e Cavaco Silva trocaram impressões sobre o papel de Angola na África Austral e Central e a reforma das Nações Unidas. O Presidente de Portugal disse que Angola continua cada vez mais a afirmar-se como uma potência política e económica em África, em particular na África Austral e vai ser cada vez mais agente de paz e de estabilidade na região, como já está a demonstrar nos Grandes Lagos e também no Golfo da Guiné.
José Eduardo dos Santos e Cavaco Silva deslocam-se esta manhã a Kifangondo em Luanda, onde assistem à inauguração de uma fábrica de cerâmica.
O Presidente português afirmou que “a parceria estratégica entre os dois países tem avançado, mesmo sem assinarmos documentos e sem ser institucionalizada”. Cavaco Silva defendeu que “vale a pena dar um passo no sentido desta institucionalização”, ao que o Presidente José Eduardo dos Santos disse estar “plenamente de acordo”. Em relação ao “dossier” dos vistos, Cavaco Silva disse que acordou com José Eduardo dos Santos na constituição de um grupo de trabalho para analisar os problemas que se levantam sobre a obtenção de vistos entre os dois países.
O Presidente José Eduardo dos Santos apontou como exemplo da facilidade nos vistos os voos sempre esgotados das companhias aéreas dos dois países. Comparativamente ao ano passado, José Eduardo dos Santos reconheceu que há evolução.
O Presidente português disse que “é bom lembrar, às vezes, o que foi o grau de destruição e de sofrimento dos angolanos nos anos de guerra”. Acrescentou ainda que “ocorreu a paz e a reconciliação nacional. Portugal orgulha-se de ter estado ao lado de Angola e agora quer estar ao lado de Angola no grande desafio que tem pela sua frente, que é o do desenvolvimento”, disse.
Professor de Economia, o doutor Cavaco Silva reconheceu que Angola nos últimos anos cresceu a taxas superiores a dez por cento e que depois da crise económica e financeira não tem dúvidas que vai retomar um crescimento acentuado.
O Presidente de Portugal disse estar convencido de que os empresários portugueses “atentos às prioridades darão o seu contributo para o desenvolvimento deste país irmão de Portugal e para a melhoria das condições de vida da população”.
As relações entre os dois países são de amizade apoiadas em laços históricos e culturais de grande profundidade. Cavaco Silva foi mediador do processo de paz para Angola, quando era Primeiro-Ministro. “Os angolanos sabem bem que Angola está no coração dos portugueses”, disse, acrescentando que ao longo destes anos “soubemos construir uma parceria que podemos verdadeiramente qualificar como estratégica em praticamente todos os domínios”.
Cavaco Silva orgulha-se de dizer que “nunca as relações entre os dois países no campo político, económico, empresarial e cultural foram tão intensas”, como agora. Portugal é um dos principais parceiros comerciais de Angola. Muitos investimentos portugueses dirigem-se para Angola. Os países cooperam, entre outros domínios, no sector da Justiça, Saúde, Educação e Forças Armadas com benefícios mútuos.
Cavaco Silva afirmou que Angola teve eleições que a comunidade internacional considerou livres e justas. O Parlamento, com representação multipartidária, aprovou a Constituição da República, por isso defendeu que sejam respeitadas as escolhas livres do povo angolano: “é sempre nessa posição que eu me coloco”, disse, acrescentando que, depois da conquista da paz e da reconciliação nacional, Angola está a fazer o seu caminho da consolidação das instituições democráticas.
O Presidente da República recusou-se ontem a confirmar se é ou não candidato às próximas Eleições Presidenciais. José Eduardo dos Santos anunciou que no próximo ano começam a ser tratadas matérias relativas às eleições, que visam adequar a legislação eleitoral ao figurino da Constituição da República, e só nesta altura fala sobre o assunto. “Talvez nessa altura quando discutirmos as candidaturas, eu possa definir melhor a minha situação, se sou candidato ou não. É um assunto que vou tratar no quadro das instituições do meu partido, o MPLA, o partido do Executivo”, disse José Eduardo dos Santos. Fonte: Jornal de Angola |
| Actualizado em Terça, 20 Julho 2010 19:52 |



Comentários
foi a portugal fazer oq ue? já corremos com estes macacos brancos
Angola minha terra minha mãe...Terra de mãos abertas!
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