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Dirigente do PRS morto pela filha PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administração   
Terça, 07 Setembro 2010 12:57

Os restos mortais do cidadão Joaquim Kambala, 45 anos, esfaqueado pela filha Sandra Kambala, 21anos, no final da tarde do passado sábado no bairro Malanjinho, Kilamba Kiaxi, repousam desde quarta-feira no cemitério da Santa Ana, em Luanda.Dirigente do PRS

Ao chegar à casa depois de mais um dia de estudo em grupo, o malogrado solicitou ao filho de sete anos, que se encontrava doente, que fosse comprar algum objecto numa das cantinas no bairro, mas este recusou-se.

Desapontando, Joaquim Kambala resolveu bater no filho, acção que levou a filha a atirar-se contra o pai em defesa do irmão.

Segundo o amigo da vítima Joaquim Nafoia, a acusada recorreu à faca que estava a usar na preparação do jantar, para defender o irmão menor, espetando-a por entre as costelas do lado esquerdo, até atingir o coração do progenitor.

Assustada com a frieza com que concretizou a acção, a jovem largou a arma branca presa ao corpo do malogrado, que ainda tentou a salvação arrastando-se pela casa em direcção à porta, onde deu de caras com a esposa. Esta, na reacção, solicitou ajuda a um vizinho que prontamente se disponibilizou a transportar o ferido até ao Hospital Josina Machel, mas acabando Joaquim Kambala por sucumbir durante o trajecto.

Os familiares da vítima encontram dificuldades para definir os reais motivos que levaram a jovem Sandra Kambala a matar o próprio pai, uma vez que ela era tida como a filha querida do falecido e nunca demonstrou qualquer comportamento agressivo.

“Ela não tem nenhum distúrbio mental, o que acabou por nos surpreender porque eles sempre tiveram uma boa relação”, contou uma fonte da família.

Em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA), Sandra manifestouse arrependida e tem consciência de que estragou a sua vida e a dos irmãos. Joaquim Kambala deixa duas víúvas e doze filhos.

O malogrado frequentava o último ano do curso de Gestão e Administração Pública na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto. Integrou as fileiras do Partido de Renovação Social (PRS) em 1995, quando chegou a Angola, depois de ter feito uma formação em música na República Federativa do Brasil.

Ocupou os cargos de secretário nacional adjunto para o departamento e finanças da JURS (braço juvenil do PRS) em 1999 e de secretário nacional adjunto para auditoria e acompanhamento da mesma organização no ano seguinte. Neste mesmo ano transitou para o cargo de secretário nacional adjunto permanente da JURS. E após a realização do segundo congresso do partido no ano de 2006 foi eleito membro do Comité Nacional e secretário permanente nacional da JURS Kambala presidiu o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), depois de ter exercido durante três anos o cargo de vice-presidente da mesma organização.

Fonte: Opais

Actualizado em Terça, 07 Setembro 2010 13:06
 

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