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Escrito por Kamba de Almeida
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Sábado, 14 Janeiro 2012 12:02 |
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Chefe de Estado destaca contraposição à crise internacional sem afectar trabalhadores
O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, assegurou quinta-feira, que o país, atingido também pela crise internacional, tem tomado medidas pertinentes para evitar soluções que afectem o povo trabalhador.
Discursando na cerimónia de cumprimentos de ano novo ao corpo diplomático acreditado em Angola, o Chefe de Estado garantiu que estas medidas visam também criar condições que não excluam nenhum cidadão nacional do processo de mudança e de transformação económica e social do país.
"Iniciámos o ano de 2012 com a esperança de que ele venha a ser melhor do que os precedentes, depois de o mundo ter sido mergulhado numa crise económica e financeira que ainda não foi totalmente superada", augurou.
Entretanto, prosseguiu, surgiu a crise das dívidas soberanas na Europa e há sinais de que poderão aparecer também situações inesperadas em razão das políticas sociais em economias de países emergentes e do aumento dos índices de pobreza em África.
Perante o quadro, o Presidente da República fez votos para que os esforços que estão a ser realizados possam produzir bons resultados e satisfaçam a ansiedade das populações mais vulneráveis.
Apontou a negociação, o diálogo social e a busca do consenso mais alargado possível a trave mestra do desenvolvimento social. "Não tivemos receio de assumir a economia de mercado, ou mais claramente o capitalismo articulado com uma adequada política de justiça social, quando tal via se mostrou necessária para resolver os nossos problemas nesta etapa histórica do desenvolvimento social de Angola", afirmou.
De acordo com o estadista, foram analisadas as forças motoras, o nível e dinamismo dos agentes económicos e sociais e "definimos a estratégia para edificar uma economia que sirva os interesses de Angola e os angolanos".
"Se deixássemos este espaço vazio, outras forças, sobretudo estrangeiras, poderiam orientá-lo com outros pressupostos e fins", exprimiu.
Fundamentou que os resultados mostram que não foi feita uma opção errada, pois o país está a avançar e a vida dos angolanos também está a melhorar progressivamente.
Lembrou que o Programa de Investimento Público (PIP) triplicou em quatro anos, os índices de pobreza estão a baixar, o emprego está a aumentar, os índices de desenvolvimento estão a melhorar, o Produto Interno Bruto 'per capita' subiu do equivalente em dólares a três mil e oitocentos em 2005 para 8300 em 2009. "Então, há que continuar, para melhorar ainda mais o bem-estar dos angolanos, aumentando o acesso à educação, à saúde, à habitação, ao emprego, à energia e à água", disse.
Deste modo, o Presidente José Eduardo dos Santos realçou que "julgamos estar no bom caminho e em vias de dar a adequada solução a todas essas questões, com a participação da Administração Pública, do sector privado e da sociedade civil".
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Escrito por Kamba de Almeida
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Sábado, 14 Janeiro 2012 11:59 |
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Parceiros internacionais estão prontos a ajudar Angola
O embaixador de Portugal em Angola, Francisco Ribeiro Teles, destacou os progressos alcançados por Angola do ponto de vista económico, político e social, no plano interno e externo, e considerou as eleições gerais a realizarem-se este ano (2012) “uma etapa determinante para a afirmação e maturidade das instituições democráticas angolanas”.
O diplomata referiu-se à capacidade de adaptação e resistência às adversidades por parte do povo angolano, sublinhando que “os angolanos têm colocado a sua energia ao serviço da reconstrução de uma nação que, em pleno processo de reconstrução, se vai debatendo com novos desafios e um sentido de exigência e de superação cada vez maiores”.
O embaixador elogiou o desempenho da economia angolana, sustentando que em 2011 “viu retomado o ritmo expressivo de crescimento que a marcara, testemunhando os progressos na reconstrução e a criação contínua de infra-estruturas, mas também o esforço de consolidação cambial e monetária que tem contribuído para o fortalecimento da sua credibilidade financeira internacional”.
Francisco Ribeiro Teles elogiou também a evolução da “jovem democracia angolana”, que, no seu entender, “tem vindo a fazer o seu caminho”, através de reformas na sua administração, do fortalecimento das suas principais instituições. O decano do corpo diplomático acreditado em Angola destacou ainda o reforço do papel do Parlamento e da administração local e a criação de condições para uma sociedade civil mais participativa.
O decano do corpo diplomático acreditado em Angola reiterou, por outro lado, o compromisso dos países e organizações internacionais em cooperar estreitamente com as autoridades angolanas no desenvolvimento do país e saudar, a este propósito, o espírito construtivo com que o Executivo vem encarando a negociação de instrumentos jurídicos bilaterais, que facilitem a circulação de pessoas e bens, criando condições para a execução de projectos importantes para o desenvolvimento económico e social do país.
Francisco Ribeiro Teles disse que Angola pode “contar com o apoio e a disponibilidade” dos parceiros bilaterais e internacionais na sua reconstrução e desenvolvimento, tirando o melhor partido da oferta empresarial dos seus quadros, dos seus meios e know-how, em sintonia com as necessidades e prioridades superiormente definidas pelas próprias autoridades angolanas.
O diplomata destacou ainda o papel solidário de Angola para com outros países e povos, como a Guiné-Bissau e Somália, e realçou o facto de a capital angolana se ter tornado uma placa giratória de consultas sobre assuntos ligados à paz e estabilidade da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral do continente africano.
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Escrito por Kamba de Almeida
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Quarta, 11 Janeiro 2012 09:06 |
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“Casamento gay ameaça a humanidade”, diz o Papa Bento XVI
Roma – O Papa Bento XVI disse nesta segunda-feira (09) que o casamento homossexual é uma das várias ameaças atuais à família tradicional, pondo em xeque "o próprio futuro da humanidade".
Fonte: Yahoo
Foram as declarações mais fortes já proferidas pelo pontífice contra o casamento homossexual, durante um pronunciamento de ano novo a diplomatas de quase 180 países acreditados no Vaticano, abordando questões econômicas e sociais contemporâneas.
Segundo Bento 16, a educação das crianças precisa de "ambientes" adequados, e "o lugar de honra cabe à família, baseada no casamento de um homem com uma mulher". "Essa não é uma simples convenção social", disse o papa, "e sim a célula fundamental de cada sociedade. Consequentemente, políticas que afetam a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade".
Em vários países -principalmente no mundo desenvolvido-, autoridades eclesiásticas católicas protestam contra iniciativas voltadas para a legalização do casamento gay. Nos EUA, um dos principais paladinos dessa causa é o arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, que será sagrado cardeal pelo papa em fevereiro.
Numa recente carta, Dolan criticou o presidente Barack Obama por sua decisão de não apoiar uma proibição federal ao casamento homossexual, e alertou que essa política pode "precipitar um conflito nacional de enormes proporções entre a Igreja e o Estado".
A Igreja Católica, que tem 1,3 bilhão de seguidores no mundo, prega que as tendências homossexuais não são pecado, mas que os atos homossexuais são, e que as crianças devem crescer em uma família tradicional, com um pai e uma mãe.
"A unidade familiar é fundamental para o processo educacional e para o desenvolvimento dos indivíduos e Estados; daí a necessidade de políticas que promovam a família e auxiliem na coesão social e no diálogo", disse Bento 16 a diplomatas.
O casamento gay já é legal em vários países europeus, como Espanha e Holanda. Algumas religiões que autorizam o casamento gay e a ordenação de mulheres e homossexuais como clérigos têm perdido fiéis para o catolicismo, e o Vaticano já tomou medidas para facilitar tais conversões.
Em 2009, Bento 16 decretou que os anglicanos que se converterem ao catolicismo podem manter uma hierarquia paralela, preservando parte das suas tradições. Grande parte dessa migração do anglicanismo para o catolicismo envolve fiéis que consideram a Igreja Anglicana liberal demais.
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Escrito por Kamba de Almeida
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Terça, 10 Janeiro 2012 08:45 |
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Recenseamento militar obrigatório até 28 de Fevereiro
O recenseamento militar obrigatório de jovens do sexo masculino, nascidos de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 1994 começou nesta terça-feira e prolonga-se até o dia 28 de Fevereiro do ano em curso, soube a Angop, através de um despacho do ministro da Defesa Nacional, Cândido Van- Dúnem.
Ao abrigo da Lei Geral do Serviço Militar, estão abrangidos todos os cidadãos nascidos em 1994 residentes ou não em território nacional, bem como aqueles que foram nascidos em 1993 e que não efectuaram o recenseamento em 2011.
O Estado angolano colocou à disposição dos jovens repartições públicas como as administrações comunais, municipais e missões diplomáticas e consulares para que estes possam cumprir com as suas obrigações.
O talão de recenseamento é um documento fundamental porque serve para matrículas escolares, concursos públicos, carta de condução, casamento, deslocação ao exterior do país ou qualquer outro acto de serviço público.
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Escrito por Kamba de Almeida
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Terça, 10 Janeiro 2012 08:42 |
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Universidades já contribuem para desenvolvimento do país
O docente da Universidade Metodista de Angola Carlos Francisco afirmou esta segunda-feira, em Luanda, que o papel das universidades já se faz sentir de forma positiva na produção de subsídios científicos, com aplicabilidade em vários domínios de desenvolvimento do país.
Em declarações à Angop, o responsável reconheceu que o país teve elevadas dificuldades para a produção de investigação científica, logo após a independência nacional, fruto da escassez de quadros e instituições de ensino. Todavia, afirma que hoje o quadro é diferente e melhor, pois nota-se alguma participação.
Disse que a produção científica está estritamente ligada ao processo das independências, no qual a herança “negativa” colonial acabou por afectar o desenvolvimento das próprias universidades. No caso de Angola, por exemplo, só havia três licenciados angolanos.
“Hoje nota-se um maior investimento no que diz respeito à elevação dos níveis de ensino, sobretudo a nível dos mestrados, pós graduação e doutoramentos, o que acaba por fazer com que haja maior produção das próprias universidades e dos quadros saídos dessas instituições”, referiu.
O investigador científico referiu que, apesar de relativa evolução neste sentido, as universidades devem continuar a trabalhar, para que haja cada vez mais produção científica, porque estabelece as bases e os pontos definidores de desenvolvimento de um país.
Disse que estes pontos, na era actual, tendem a ser ultrapassados no quadro das estratégias globais estabelecidas no plano de desenvolvimento do país, onde se estabelece algumas prioridades no campo de ensino.
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